FIM DOS TEMPOS (The Happening/2008)

Julho 1, 2008

Davi Cruz - Nota 4,0

Ainda morava na casa de meus pais e ia ao cinema no ”Herbie” (apelido super-criativo dado ao meu fusca branco, ano 1981), quando assisti à obra-prima do  diretor M. Night Shyamalan: O SEXTO SENTIDO. Fiquei enlouquecido com aquele filme, inclusive cometendo a estupidez de, ao chegar do cinema, revelar o final da história para várias pessoas (sendo quase linchado por isso). Tinha a certeza de que estava diante de um novo Spielberg e contando as horas para assistir ao seu próximo projeto. 

No ano seguinte, já morando no nordeste, me deparo com CORPO FECHADO (2000), filme que me deixou não com uma pulga, mas com um elefante atrás da orelha. Apesar de muito bem recebido pela crítica (que na minha modesta opinião, ainda estava ofuscada pelo filme anterior) e de ser tecnicamente exuberante, o filme não me agradou por um motivo bastante singelo: achei a história boba.

Mesmo assim, minha fé no diretor continuava inabalada. “Foi só um deslize” pensava. Por isso, fui assistir  SINAIS (2002) com uma enorme expectativa. Apesar de muita gente ter esculhambado o filme, confesso que gostei muito e consegui captar bem a mensagem do diretor. Também ficou bastante claro para mim que um dos poucos defeitos do filme havia sido a forma equivocada com que ele havia sido “vendido” para o público, que foi ao cinema esperando um filme de ação com extraterrestres.

A VILA (2004) me causou impressão semelhante: mesmo bastante criticado, o filme me agradou. Porém, já não havia como ignorar a enorme diferença que havia entre o Shyamalan diretor (competente) e o Shyamalan roteirista (limitado, mas achando-se genial).

Foi então que tudo desandou de vez: nem munido de toda a boa vontade do mundo consegui engolir A DAMA NA ÁGUA (2006), considerado por muitos como o “fundo do poço” para o sr. M. Night Shyamalan. O filme deixava bastante claras as limitações do indiano como roteirista e a forma repetitiva com que ele dirige seus filmes, sempre tentando criar um clima tenso demais, para acontecimentos não tão tensos assim.

Chegamos então a FIM DOS TEMPOS (2008), que poderia ser chamado de FIM DOS TEMPOS DO SR. SHYAMALAN. Mesmo com todo o desapontamento causado pelo filme anterior, ainda havia uma “pontinha” de esperança de que o diretor se reabilitaria. Tanto que, aqui no blog, no Box “ESTAMOS AGUARDANDO”, o filme manteve-se listado por um bom tempo (ainda está lá, mas vou retirar assim que terminar esse texto).

Vou ser bem direto: Shyamalan precisa parar de escrever roteiros imediatamente! E precisa botar na cabeça que ele não é um diretor excepcional! Ele PODE ser um bom diretor. Mas para isso, precisa se esforçar muito.

O filme começa extraordinariamente bem. Se a intenção era chocar, ele consegue fazê-lo rapidamente, através de cenas muito bem elaboradas. Parabéns!

O problema começa quando, de uma forma precipitada demais, é revelada a causa daqueles suicídios em massa: uma “neurotoxina que inibe o sentido de auto-preservação das pessoas”. Com perdão da expressão chula, mas PUTA-QUE-PARIU! É difícil levar a sério um filme com uma premissa dessas.

Após isso, os personagens passam a fugir dos locais afetados por essa “neurotoxina” e, após algum tempo, percebem que precisam ficar em grupos cada vez menores, para evitar a infecção. E a história é essa. O resto é pura “encheção de lingüiça”.

O ponto alto (risos) fica por conta da chegada do grupo de Elliot (Mark Wahlberg) à uma misteriosa casa, habitada por uma viúva maluca que vive sem contato com o restante da humanidade. Além de não acrescentar nada à história, essa parte ainda apresenta as sequências constrangedoras do filme. Numa delas, o personagem de Mark Whalberg confunde uma boneca de 50 cm, deitada em uma cama, com uma pessoa adulta. Em outra, conversa com uma planta de plástico.

Fora isso, mesmo a pessoa mais desatenta do mundo percebe a forma, totalmente forçada, com que a personagem da velha maluca cita a existência de uma tubulação que liga a casa ao galpão. Ficou óbvio demais que, a tal tubulação citada, seria algo importante para o decorrer da história.

Nem vou perder meu tempo discutindo sobre a forma com que os personagens conseguem escapar, por diversas vezes, de serem contaminados - simplesmente fugindo das rajadas de vento ou trancando-se dentro das casas, como se aqueles fossem locais hermeticamente fechados.

Enfim, bobagens e mais bobagens, em um filme bobo e cansativo. Realmente uma pena, vindo de um diretor com um início tão promissor…


PONTO DE VISTA (Vantage Point/2008)

Junho 30, 2008

Alex Oliveira - Nota 9,0

Quando se consegue juntar, em um mesmo, filme vários atores competentes, o resultado dificilmente é ruim. Foi o que aconteceu neste PONTO DE VISTA , onde temos: Forest Whitaker, Dennis Quaid, William Hurt e o mais novo queridinho de Hollywood, Mathew Fox (o Dr. Jack Shepard de LOST).

O filme conta a história de um atentado sofrido pelo Presidente dos Estados Unidos, numa reunião com vários líderes em Salamanca, na Espanha. O mais interessante da história é que o atentado é visto sob vários ângulos, por várias pessoas diferentes, que se unem e ajudam a solucionar o problema.

Também é muito legal a forma como se desenrola a ação. O relógio sempre parte do meio dia e vai até o momento do atentado pelo ponto de vista de um personagem. Então, quando este descobre alguma coisa, o que não é mostrado para nós obviamente, o filme é pausado e a ação é rebobinada ao vivo, como se fazia antigamente com os antigos VHS, e começa novamente ao meio dia sob o ponto de vista de outro personagem.

E assim o filme vai até todos chegarem a um lugar comum e concluírem que o plano do atentado era bem mais complexo que todos imaginavam. Recomendo, pois é um daqueles filmes que não se sente o tempo passar de tão divertido. Show de bola!

Grande abraço, até mais!


O OLHO DO MAL (The Eye/2007)

Junho 26, 2008

Davi Cruz - Nota 6,5

Dessa vez, o monstro da expectativa não me pegou:  assisti a O OLHO DO MAL (que, aliás, é um péssimo título, sujeito a toda a sorte de interpretações maliciosas) sem esperar  nada além do que alguma cena com a Jéssica Alba de pouca roupa. Talvez por isso, essa nova adaptação hollywoodiana de um filme de horror oriental não tenha me desagradado tanto.

Gosto da Jessica Alba. Sei que ela não é talentosa, mas pelo menos ela é carismática e aparenta ser gente boa. É uma pena que ela esteja tão magrinha nos últimos filmes. Mesmo assim, continua bonita.

Segundo consta, o filme original já não era nenhuma maravilha (segundo consta, porque não o assisti). Por isso mesmo, não dá nem para reclamar muito da história dessa versão, que mostra Jéssica Alba como Sydney, uma violinista que é cega desde a infância (a atriz, claramente, não leva o menor jeito para tocar violino). Já adulta, ela se submete a um transplante de córneas, cuja doadora era uma jovem mexicana, conhecida pelas visões sobrenaturais que tinha - quase sempre relacionadas à morte.  Esse estranho dom acaba sendo transferido para Sydney, que começa a ter visões estranhas logo após a cirurgia.

Um dos recursos que me agradou no filme foi o da imagem embaçada/desfocada, usada para demonstrar o processo de recuperação de visão da personagem. Apesar de simples, conseguiu criar cenas bastante tensas.

O visual do filme é todo caprichado, principalmente nas cenas passadas no hospital e no vazio prédio onde a personagem mora.  Porém não me agradaram em nada as cenas onde o cenário se transforma, mostrando o cenário onde a doadora das córneas vivia. Além de não servirem para assustar ou relevar nenhuma informação importante, ainda achei o efeito feio.

Em relação aos demais personagens da história, que são poucos, nenhum me chamou muito a atenção. Temos o porteiro latino (que achei que teria uma importância maior no desenrolar do filme), o médico ranzinza (que parecia ter saído de algum hospital do SUS) e, não poderia faltar, o personagem sinistro que parece conhecer todos os segredos - neste caso, a menininha com câncer, que solta umas frases misteriosas.

O final do filme é meio bobo e me lembrou muito um filme sobre premonição, onde uma ponte caía matando milhares de pessoas… Não lembro agora se era com o Bruce Willis ou o Kevin Costner…  Enfim, o filme é apenas mediano, não consegue assustar mas, pelo menos, não tem grandes apelações.


AS RUÍNAS (The Ruins/2008)

Junho 25, 2008

Davi Cruz - Nota 4,0

Escrito por Scott Smith e dirigido pelo seu irmão Carter Smith, AS RUINAS mostra Jeff McIntire (100 GAROTAS) como Jonathan Tucker, estudante de medicina que, juntamente com seu melhor amigo Eric (Shawn Ashmore de X-MAN) e respectivas namoradas, encontra-se em férias no interior mexicano.

Um dia antes do regresso para os EUA, acabam aceitando o convite de um turista alemão, que pretende conhecer algumas ruínas maias, próximas dali, mas que não constam em nenhum guia turístico.

Como é normal nesse tipo de filme, os personagens têm cérebro de minhoca e aceitam qualquer proposta. Aqui está em bom exemplo:

- O irmão do tal alemão está desaparecido, após ter ido conhecer essas ruínas;

- Um taxista os avisa que o local é extremamente perigoso e que eles não devem ir para lá;

O que uma pessoa normal faria? Provavelmente, chamaria a polícia e nunca, mas NUNCA mesmo, se meteria numa indiada dessas, ainda mais um dia antes do retorno para casa (pois haveria o risco de se perder o vôo). Mas, é claro, os personagens fazem exatamente o oposto…

O caminho até as ruínas é altamente sinistro e isolado. Além disso, os malucos não têm nem certeza de como voltarão para o hotel, confiando apenas no taxista que os leva até a metade do caminho e deixa o número do telefone para eles liguem quando precisarem. Eles realmente acreditam que, no meio de uma floreta mexicana, haveria sinal para celular? Na empresa onde trabalho, a menos de 5 km do centro da cidade, muitas vezes o sinal não chega…

Enfim, ao chegarem no local pretendido, eles se deparam com uma grande pirâmide maia, coberta por uma vegetação densa.

Eles mal têm tempo de apreciar a paisagem, pois logo são surpreendidos por moradores locais, que os ameaçam , matam um amigo do alemão e os obrigam a se esconder na pirâmide.

Atenção, caso você não tenha assistido ao filme, fica o aviso: SPOILERS adiante!!!!

Pelo menos os realizadores conseguiram me surpreender em dois momentos:

- O tal alemão não era nenhum maníaco (até que era um cara legal). Porém, assim que percebi isso, tive a certeza que ele seria o próximo a morrer…

- Aliás, não havia nenhum maníaco/psicopata no filme. Nem os tais nativos agressivos eram os vilões da história, pois estavam apenas protegendo o mundo dos verdadeiros vilões: as plantas assassinas. Tais plantas, aliás, poderiam ser perfeitamente classificadas como um híbrido entre as raízes demoníacas de EVIL DEAD e as criaturas de ALIENS…  Elas chegam ao absurdo de imitar o som de um toque celular para atrair as vítimas…

Achei o filme extremamente monótono, realizado apenas com o intuito de mostrar duas ou três cenas chocantes (a amputação da perna, por exemplo, realmente impressiona) e nada mais.

A atitude (ou falta dela) dos personagens também irrita, pois eles imediatamente se acomodam, esperando por ajuda (que nem sabem se virá) e racionando a pouca comida e água que têm. Irrita, ainda mais, a forma como essa atitude muda apenas quando necessário para a construção de uma cena chocante, como é o caso da já falada amputação.

É claro que, se não fosse assim, o filme teria a duração de apenas 15 minutos. Bastaria que tentassem um plano de fuga, ao invés ficarem esperando a morte, ora sentados, ora dormindo (com direito a uma ridícula cena de masturbação, ocorrida logo após os personagens terem presenciado uma morte e um acidente quase fatal, além de temerem pela própria vida).

No final das contas, AS RUINAS acaba sendo um genérico do filme TURISTAS (que já era genérico do ALBERGUE). Resumindo: cópia da cópia de um filme mediano… Não dá para esperar grande coisa…


O INCRÍVEL HULK (2008)

Junho 20, 2008

Alex Oliveira - Nota 8,5

Hulk esmaga!!

Com está frase, dita pelo próprio Hulk, podemos ter a dimensão de como é o novo filme do gigante esmeralda. Realmente depois que a Marvel meteu a mão nos projetos a coisa mudou, e pra bem melhor!!!

Alguns dias atrás fiz um programa de índio: tive que levar uma moto para fazer revisão e este trabalho levaria algumas horas. Então resolvi deslocar-me até o Novoshopping ( agora se chama Bourbon ) para assistir um filme. Dentro de algumas opções que existiam decidi assistir o novo Hulk. Meus amigos , gostaria de dizer para vocês que o filme é legal, muito legal mesmo.

A história começa com nosso Bruce Banner ( interpretado pelo mais ou menos Edward Norton )  morando, vejam só, na Favela da Rocinha. Este gringo trabalha em uma fábrica de refrigerantes e pratica Capoeira para aprender a controlar a sua raiva.

Tudo ia bem até que um dia o seu esconderijo é descoberto e ele se vê obrigado a voltar para os Estados Unidos.

Até este momento nós não conseguimos ver Hulk em sua forma total, pois sua transformação se dá dentro da fábrica, com quase total ausência de luz. Mas a partir do momento que ele começa a ser perseguido pelo exército no seu país e se transforma ao ar livre, eu fiquei embasbacado. Os efeitos especiais são, sem dúvida, o que há de melhor hoje em dia. O nosso herói, na forma do gigante esmeralda ficou muito bem feito, nos passando toda a sensação de ferocidade do personagem dos quadrinhos. As cenas de luta são muito bem realizadas e o enredo não faz feio. Enfim, um filme muito gostoso de se assistir. E que, apesar de algumas falhas, merece o nota que recebeu pelo conjunto da obra.


INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008)

Junho 13, 2008

Davi Cruz - Nota 9,0

Estou morando no nordeste (em Pernambuco, para ser mais exato) à aproximadamente 8 anos, quando saí do conforto da casa dos meus pais para enfrentar o desafio de trabalhar em uma região diferente e bastante distante. Como não poderia deixar de ser, acabei amadurecendo “na marra”, principalmente pelo fato de ter que viver longe de todas as pessoas que eu conhecia, inclusive da família.

Esse amadurecimento, entre outras coisas, acabou influenciando meu modo de encarar alguns filmes. Posso dizer que, nesse tempo todo, poucos filmes mexeram tanto comigo como o novo INDIANA JONES mexeu. Não quero dizer, com isso, que se trata do MELHOR filme que vi nos últimos anos - coisa que ele está longe de ser.  O grande mérito do filme (na verdade, mérito da franquia) é o clima gostoso de nostalgia que ele desperta, a cada acorde da imortal trilha sonora criada por John Williams. Não tem como deixar de lembrar a forma como assisti as dois primeiros filmes da série, o primeiro em uma sala de aula com mais de 50 crianças junto e o segundo ao alugar um aparelho de videocassete (era muito caro para comprar), acompanhado de uma única fita VHS com o filme (assistido 13 vezes no final de semana).

Assim como eu, todo mundo tem uma boa história para recordar. Além disso, eram filmes maravilhosos e que resistiram muito bem ao tempo.

O mesmo já não posso dizer de INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, assistido numa época em que as coisas já eram bem mais fáceis. O filme era bom, mas não trazia nenhum tipo de sentimento especial.

Agora, porém, quando a saudade de casa volta e meia me maltrata, INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL acabou caindo como uma bomba. Tanto que é até difícil de analisar, friamente, a qualidade do filme.

Antes de mais nada, não posso deixar de dizer que não gostei do nome do filme… porque não colocaram, simplesmente, Indiana Jones e A CAVEIRA DE CRISTAL?

Steven Spielberg continua imbatível na arte de apresentar personagens: a seqüência inicial é um exemplo disso. O diretor mostra inicialmente apenas o chapéu caído no chão e depois a sombra do nosso herói, tudo acompanhado pela famosa música… Um momento realmente de arrepiar.

Temos boas cenas de ação, realmente empolgantes e a várias viagens, acompanhadas pelo famoso mapa mundi.

Porém, não gostei da história escolhida. Tenho certeza que o outro roteiro (que acabou virando um game) que tratava do continente perdido de Atlântis seria muito mais interessante.  Porém, pelo que consta, o Sr. George Lucas bateu o pé na hora da escolha, preferindo a história da caveira.

Mesmo assim, com um roteiro fraco e com alguns remendos (devido a impossibilidade de se contar com alguns atores, principalmente Sean Connery), o filme consegue agradar, méritos do elenco e do diretor. Muitas vezes, temos um roteiro bom resultando em um filme fraco e aqui o oposto acontece.

Infelizmente, ainda não digeri bem a mudança da ambientação do filme, que agora ocorre durante a guerra fria, com os inimigos sendo representados por russos e não mais por nazistas. Talvez assistindo o filme mais uma vez, a coisa torne-se mais natural, mas, por enquanto, me pareceu estranha - assim como é estranha aquela seqüência, meio VIAGEM MALDITA, que mostra o Dr. Jones em meio a testes nucleares…

Já o envelhecimento do protagonista não me incomodou em nenhum momento, seja pelas várias piadas que tratam do assunto durante o filme, seja pelo fato de já ter me acostumado a ver Harrison Ford naturalmente mais velho.

Gostei da presença do personagem Shia LaBeouf, que trouxe mais gás para o filme. Achei até que ele seria um personagem bem mais arrogante do que foi mostrado. E a vilã, interpretada por Cate Blanchet, apesar de estar sendo malhada pela crítica, me agradou, com seu tom caricato claramente proposital.

Um ponto que realmente me desagradou muito foi o uso excessivo da computação gráfica. Já vi muitas pessoas reclamando e tenho que concordar com elas. Eu preferiria ver um Indiana Jones mais analógico e com cara de “filme-B”. Tanto que considero a cena mais divertida do filme (e, tenho certeza, que será a mais lembrada) é aquela com a cobra e a areia movediça - sem nenhum efeito digital. Já o oposto ocorre justamente na bizarra cena “Tarzan” do filme, com o personagem Mutt pendurado em um cipó e rodeado por macaquinhos digitais… Como dito pelo pessoal do JOVEN NERD: “aquela cena só pode ter saído da cabeça do George Lucas”. Fico pensando que, se tivesse sido realizada de forma mais tradicional, sem efeitos digitais (no filme, ficou parecendo uma cena de um videogame, de tão artificial), a idéia até que seria interessante…

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL acaba sendo um bom filme, cujos defeitos são naturais, em uma produção cercada de tamanha expectativa. Obviamente, é inferior aos filmes anteriores, principalmente por causa do, já citado, roteiro fraco. Porém, ainda assim, é um filme muito superior a todos os filmes de ação/aventura feitos atualmente. Tenho certeza que é o tipo de filme que, após ser assistido mais de uma vez,  fica ainda melhor.


JUMPER ( Jumper/2007 )

Junho 7, 2008

Alex Oliveira - Nota 6,5

Fraco. Não consigo pensar em uma palavra que combine mais com este filme. JUMPER, que em português manteve seu nome original, é um daqueles filmes que quando se vê o trailer, cria-se uma grande expectativa que depois não é correspondida (como por exemplo, SUPERMAN - O RETORNO).

A premissa da história até que é legal: os Jumpers são pessoas que são capazes de se transportar pra qualquer lugar, não através do tempo, mas sim do espaço. O filme conta a história de David Rice, interpretado pelo eterno jovem Anakin Skywalker,  o péssimo ator Hayden Christensen. Até aí tudo bem, pois até hoje eu só vi este ator em papéis muito ruins, mas o que dizer de veteranos muito bons como Samuel L. Jackson ( que também não acertou  a mão ), que faz o papel de líder dos Paladinos, grupo que é responsável pela caçada dos Jumpers.

Aí você pode ter a idéia dos incontáveis clichês que existem nos filmes de ação e que se fazem presentes aqui também. Para não dizer que tudo é mediano algumas cenas de ações e alguns, eu disse alguns efeitos especiais merecem destaque. Já a história é simples e mal explicada. Legalzinho para 80 minutos de entretenimento, mas totalmente descartável.

Obs: Destaque para a participação de Raquel Bilson , da extinta série THE O.C.

Estou com grandes expectativas pelo Hulk 2 , tomara que eu não me decepcione novamente.

Grande abraço, até mais!!!


Enquete TEORIAS LOST

Junho 4, 2008

Meu amigo Leco, do sempre antenado blog TEORIAS LOST, cada vez me surpreende mais com suas ótimas iniciativas.

Primeiro foi aquele ótimo post, onde ele e o Mario Toshio colocaram os flashforwards em ordem cronológica.

Agora, ele convidou alguns blogs parceiros para deixarem suas impressões sobre o final desta 4º temporada de LOST. O primeiro blog a participar foi o nosso TO ASSISTINDO.

Para quem quiser conferir, basta clicar AQUI.

Aproveito para agradecer o Leco, pelo o convite e parabenizá-lo pelo excelente blog.


AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: PRINCIPE CASPIAN (2008)

Junho 4, 2008

Davi Cruz - Nota 6,5

Apesar de ser uma produção muitíssimo caprichada, esse segundo capítulo da franquia AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: PRINCIPE CASPIAN não conseguiu me agradou como o primeiro filme.

Uma das maiores reclamações em relação à aquele filme era a falta de tensão nas cenas de batalha. Realmente, a sensação que se tinha é que tudo não passava de uma grande brincadeira, onde os personagens não corriam risco algum. Além disso, nunca é demais lembrar que, na ocasião do lançamento daquele filme, todos estavam com as fantásticas cenas de batalhas da trilogia SENHOR DOS ANÉIS ainda frescas na memória. 

Na época, isso não me encomodou tanto. já que o primeiro NARNIA era declaradamente voltado para o público infantil. Por isso, achei justificado o fato de que praticamente não existia violência. Já aqui, tentaram modificar esse quadro porém, com medo de afetar a classificação etária da produção (o que refletiria negativamente no retorno financeiro) e acabaram tendo um resultado patético: temos flechadas e golpes de espada a todo instante, porém sem que nenhuma gota de sangue seja derramada.  Além disso, após três filmes de SENHOR DOS ANEIS, mais o primeiro NARNIA, acho que pouca gente tem paciência para aturar tantas cenas de batalha. Tive a impressão de 70% do tempo do filme foi preenchido por esse tipo de cena, restando pouca coisa para, por exemplo, o desenvolvimento dos personagens.

Falando nisso, é praticamente impossível deixar citar a monumental falta de carisma dos protagonistas da história: todos, com exceção da pequena Lucy, são uns chatos de galocha. Pedro continua sendo um jovem arrogante e cabeça dura, Susan parece uma velha rabugenta em um corpo de adolescente e Edmundo, não poderia ter um nome melhor, já que se trata de uma versão reduzida do jogador Edmundo, igualmente pavio curto e inconseqüente.  Acrescidos a estes, ainda temos o tal Príncipe Caspian, que difere de Pedro apenas pelo corte de cabelo (que, aliás, parece ser a maior das suas preocupações). Por sorte, o vilão Miraz surge como um personagem bastante interessante e sem os excessos costumeiros de vilões de fantasias - tanto que, inicialmente, até fiquei em dúvida se ele era realmente um vilão (o que, neste caso, acaba sendo um bom sinal).

Outra coisa que não me agradou é que as figuras mais interessantes do filme anterior, simplesmente não aparecem. Isso porque, enquanto no mundo “normal” apenas um ano se passou, em Narnia passaram-se mais de mil anos - e todos os amigos dos protagonistas estão mortos. O único remanescente é Aslan, que só vem a aparecer quase no final do filme - algo justificado apenas pela necessidade de se criar algum tipo de expectativa em torno desse personagem, uma vez que não haveria outra justificativa para que o rei das selvas deixasse quase todos serem mortos para só depois aparecer. Enfim, essa só é apenas mais uma das falhas do roteiro, que ainda inclui uma cena simplesmente descartável da Feiticeira Branca, já que não influencia em nada o restante da história - a impressão que tive é que alguma cláusula do contrato da atriz Tilda Swinton obrigou os produtores a incluirem uma aparição dela.

Como ponto positivo, infelizmente, tenho apenas a destacar as questões técnicas do filme. Os cenários são belíssimos e as criaturas digitais realmente conseguem convencer, tanto pela movimentação e composição perfeitos, quanto pelas vozes bacanas utilizadas (acompanhei a versão legendada).

Porém isso é pouco para uma produção que poderia ser bem mais inteligente, já que não custou pouco. Para piorar, acabo de verificar que o filme é um sucesso absoluto de bilheteria, desbancando inclusive o novo INDIANA JONES. Como tenho certeza que esse resultado é fortemente influenciado pela “temática cristã” da história, já temo pela enxurrada que teremos de produções voltadas para esse público, onde basta falar de fé para agradar - mesmo que seja numa produção boba como essa.


LOST [4X13 e 4x14] - There´s No Place Like Home

Maio 30, 2008

Davi Cruz - Nota 8,5

Nesta semana acabei assistindo ao piloto de LOST, além de mais dois episódios da primeira temporada, como forma para “matar a saudade”. Na verdade, já estava me antecipando ao eventual saudosismo, que deve ocorrer nestes próximos 8 mêses. Essa experiência, aliada ao final da 4ª temporada, confirmou uma opinião minha: a primeira temporada, por enquanto, foi a melhor. A quarta temporada, apesar de superior as duas anteriores, não conseguiu atingir o nível de excelência da primeira - cujo PILOTO, considero como sendo uma obra-prima que merece ser cultuada pelos próximos 100 anos.

Quem acompanha meus comentários, sabe que nunca gostei muito das questões “mitológicas” da ilha, sempre preferindo o lado “humano” da história. E esse tema está cada vez mais raro em LOST, infelizmente.

Outra fato gritante diz respeito a qualidade da produção dos episódios. Embora poucos aceitem, nesta SEASON FINALE ficou claro que, à necessidade de se filmar tudo em cima da hora, para manter o “mistério”, acaba prejudicando, e muito, a qualidade do produto final. Enquanto no piloto tínhamos efeitos perfeitos, aqui achei tudo muito tosco e pouco convincente.

Também percebi uma certa fragilidade no roteiro, provavelmente resultado da pressão dos fãs por um número cada vez maior de “respostas”, em detrimento ao andamento da história. Não posso culpá-los, já que  greve dos roteiristas e a terceira temporada fraca, acabaram deixando todo mundo sem paciência… Por isso, mesmo AMANDO Lost, não pude deixar de perceber algumas seqüências muito mal elaboradas:

- A morte(?) de Jin: para justificar a transformação de Sun em um personagem frio e vingativo, tinham que separá-la do marido. OK, entendo isso, porém não consegui engolir o comportamento dele, ao ficar com Michael na sala, mesmo depois que Desmond (que, afinal, era o “expert” em bombas) já havia fugido dali. Jin seria pai e tinha que ficar perto da sua esposa - não havia porque se entregar a uma missão suicida como aquela. Além disso, alguém saberia me explicar porque, ao invés de ficar no convés, gritando para o helicóptero (e sabendo que o barco iria explodir), o coreano simplesmente não PULOU NA ÁGUA?

- A forma encontrada para separar o triângulo amoroso Sawer-Kate-Jack também foi muito estranha. Se era para arriscar a vida, pulando do helicópero, porque Sawer não a arriscou de forma mais “inteligente” como, por exemplo, indo para fora da nave e tentando reduzir o vazamento de combustível, mesmo que com as mãos?

- Porque Locke simplesmente não retirou o equipamento, que monitorava os batimentos cardíacos de Keamy, do braço do cara e colocou no seu, rapidamente. Mesmo que não funcionasse, pelo menos seria uma tentativa melhor do que ficar resmungando ao redor dele…

É claro que o episódio teve bons momentos. Achei bem interessante a forma com que amarraram o final da 3ª temporada com essa. Gostei muito da conversa de Hurley com Walt, da luta de Sayid com Keamy e da sequencia final entre Ben e Jack. Mas, no momento, eu realmente queria reclamar de LOST. Amanhã, com mais calma, eu volto para elogiar.

Ah… já estou com saudades!!!!!!!!