PONTE PARA TERABITHIA
julho 26, 2007 às 10:21 pm | Publicado em Filmes | 8 ComentáriosPosso até estar sendo meio sentimentalóide, mas o fato é que, enquanto assistia esse belo filme, não pude deixar de me questionar: “Como é que o ser humano pode gerar filmes tão grotescos como Jogos Mortais III e tão sigelos quanto este?”. Sou um grande fã de filmes de terror e suspense e gostei muito de Jogos Mortais I. A parte II valeu a pena apenas pela curiosidade de ver o que os produtores fariam com um orçamento maior. Já a terceira parte é sadismo puro. Sem criatividade alguma e cujo único objetivo é ganhar dinheiro tentando chocar ao máximo o expectador. Não tive nem saco de assistir o final…
Já o oposto pode ser dito desse belo filme (Bridge to Terabithia/2007), que trata de diversos temas como amizade, inocência, relacionamento familiar e perda. A história me lembrou alguns filmes, como MEU PRIMEIRO AMOR, mas em especial O LABIRINTO DO FAUNO. Assim como naquele filme, a imaginação infantil é utilizada como válvula de escape, diante de um mundo adulto triste. Neste filme, porém, os personagens conseguem distinguir o que é realidade do que é fantasia.
Jesse é um garoto solitário, cuja família passa por dificuldades financeiras. Ele tem duas 2 irmãs mais velhas (que o consideram “o irmão esquisito”), e duas mais novas, sendo uma de aproximadamente 7 anos (que o admira) – e uma irmã recém nascida. Os pais apenas preocupam-se com o bebê e as contas para pagar. O menino entra e sai de casa praticamente sem ser percebido e seus diálogos com os pais limitam-se à “Jesse vá tomar banho”, “Jesse, já fez a lição?” e “Jesse, apague a luz e vá dormir”. O menino vive a rotina de ir para a escola, onde é hostilizado, e voltar para casa, onde é ignorado. Costuma passar o tempo desenhando – o que, aliás, ele faz muito bem.
Sua rotina é transformada com a chegada de uma nova visinha Leslie, interpretada pela encantadora AnnaSophia Robb (a guria xarope do remake de A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE). A menina, muito inteligente e também considerada “estranha” pelos colegas, logo torna-se sua melhor amiga. Seus pais são escritores e, apesar de amáveis, tornam-se distantes sempre que estão envolvidos em um novo projeto. A menina, para contornar a solidão, passa as tardes com Jesse, esplorando um bosque próximo e criando um mundo de faz-de-conta. Jesse logo entra na brincadeira e eles passam a enfrentar esquilos e aves mostruosos, além de um gigante que vive na floresta. Na verdade, esquilos brincalhões, urubus e uma enorme árvore velha. Neste ponto, é importante ressaltar a qualidade dos efeitos especiais, discretos e convincentes.
Enquanto isso, acompanhamos diversos acontecimentos na escola e também as dificuldades passadas pela família de Jesse. Achei muito interessante a família passando dificuldades dignas de uma família classe média baixa brasileira (a sequencia onde Jesse precisa pintar um tênis rosa da irmã, para usa-lo na escola, é um bom exemplo). Normalmente, as famílias americanas são sempre retratadas como desestruturadas mas economicamente estáveis, todos com bons carros e casas. Com excessão de filmes de época ou quando a família é de negros ou latinos, dificilmente vemos o cinema americano mostrando essa realidade.
Normalmente, aqui no blog, não deixo de contar todos os detalhes de qualquer filme que assisto – inclusive os finais. Porém, vou abrir uma excessão neste caso, pois trata-se de um filme diferenciado. Diferenciado e muito bonito.
DETALHES:
- O diretor Gabor Csupo é oriundo de filmes de animação, tendo trabalhado em títulos como Scooby-Doo, Simpsons e Rocket Power – além de outros títulos da NOCKELODEON.
- Destaque, além do elenco infantil, para Robert Patrick. Impossível não lembrar o assassino cibernético de EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – extremamente o oposto daqui: um pai silencioso e triste.
8 Comentários »
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Olá Davi! Fiquei muito feliz com seus comentarios lá no blog!
Com certerza voltarei aqui no seu muito! Amo ler sobre filmes!
E ah como esse filme é lindo, engraçado que eu tbm lembrei de O Labirinto do Fauno depois de assistir Ponte para Terabithia!
Ah e sobre o que vc disse sobre jogos mortais, concordo, o 1º filme foi incrivelmente bom para um filme do genero, muito surpreendente! A sequencia foi pessima, nada de inovador! O terceiro até que me prendeu mais que o segundo, mas nada que faça ser um filme bom!
Comment by Ana— setembro 25, 2007 #
oieee adoro esse filme ele é muito triste
Comment by tamires— outubro 28, 2008 #
porfavor coloque mais imagens estou fazendo um trabalho obrigada!♥
Comment by Olívia— março 18, 2009 #
Quero saber o nome verdadeiro de Jess Arons……Por favor!!
Comment by crislayne— setembro 7, 2009 #
olha o filme e muito bom deu pra mim refretir um pouco da parte que aquela menina erra ruim q cobrava pra ir no banheiro achei muito linda a amizade dos dois da lesli e do menino mais ela morreu que pena os dois se amavam,mas no final ele o menino ficou o rei e armã dele ficou princesa de terabítia.
Comment by betina soares 13 anos— novembro 6, 2009 #
EU GOSTEI
Comment by robson— novembro 7, 2009 #
Olá Davi, não achei nada sentimentalóide, ao contrário, achei seu comentário muito esclarecedor e te confesso que não a uma vez que assisto esse filme em que eu não chore, eu que sou muito sentimental (risos) E pra falar a verdade eu concordo plenamente com você na questão dos filmes de terror, pra mim, no máximo até a segunda versão ainda vai, mas quando passa disso estão visando só capital e não um filme de qualidade. Eu amo Ponte para terabítia, um filme lindo, criativo e que não precisa de muitos efeitos para ser inesquecível. bjos! Adorei seu post.
Comment by Soucira— novembro 10, 2011 #
eu gosto do filme de ponte para aterabitia
Comment by jonh— fevereiro 25, 2012 #