DEXTER

Agosto 29, 2007 at 9:15 am | In DEXTER | 3 Comments

Alex Oliveira – Nota 9,0

Por insistência de meu velho amigo Davi, eu estava a procura de outras séries para assistir, enquanto Lost e Heroes não voltam. Assisti alguns pilotos e eis que descubro esta bem falada série Dexter.
A série está na 1ªtemporada, que consiste em 12 capítulos apenas, apesar de eles serem bem longos. Assisti a todos os episódios mas não comentarei um a um e sim um comentário geral de toda a série.
A história gira em torno de Morgan Dexter, um perito da polícia de Miami que tem como especialidade análise de sangue. Só que este aparente homem da lei esconde pro trás um psicopata frio e calculista, que tem como hobby nas horas vagas caçar pessoas. Mas é ai que entra o pulo do gato, pois Dexter não caça qualquer um e sim aqueles bandidos que, através do sistema, saem ilesos de crimes que cometeram. Isso tudo acontece graças ao seu pai adotivo, Harry, que desde a infância de Dexter percebeu que ele era diferente das outras crianças, começando então a ensina-lo a canalizar este distúrbio para, como diria o próprio Harry “ questão de sobrevivência”.

A série começa com Dexter sendo chamado a um cenário de um crime, onde encontraram uma mulher toda picada e embalada, porém sem uma gota de sangue. Dexter, como todo bom Serial Killer, admira o trabalho do colega mas fica intrigado para descobrir quem ele é.

O que mais me cativou nesta série é como a história se desenrola, pois lá pelo meio da temporada já sabemos quem é “ o assassino do caminhão de gelo” como assim é chamado, mas somente no último episódio, e de forma surpreendente, saberemos o verdadeiro motivo dele agir assim.
Uma série que, por enquanto, está em 3º lugar na minha lista pessoal, atrás somente daquelas citadas acima, e que bota muitos filmes que seguem este gênero no bolso.
Assistam, que com certeza vocês não vão se arrepender!!!

OBS: Tenho pilotos de várias outras séries pra assistir, e tirando Painkiller Jane ( que eu assisti e achei ruim ) se tiver alguma que valha a pena com certeza comentarei.

FRIDAY NIGHT LIGHTS [1X19] – Changes

Agosto 27, 2007 at 11:33 am | In FRIDAY NIGHT LIGHTS | 1 Comment

Davi Cruz – Nota 8,50

Coach Eric e sua esposa Tamy estão entusiasmados com proposta de emprego recebido pelo treinador. Porém Julie está decidida à não sair de Dillon – principalmente por estar apaixonado por Matt, mas também porque finalmente está conseguindo sentir-se em casa, após tantos anos de freqüentes mudanças de cidade.

Jason Street, apesar de sair-se muito bem nos testes, não é convocado para a seleção de Quadball. Isso o deixa bastante revoltado e ele acaba pegando uma carona para Dillon com Suzie, a tatuadora – e no caminho os dois acabam tendo uma conversa mais intima e se beijando.

Chegando em Dillon, Jason e Lyla discutem, pois ela percebe que há algo mais acontecendo entre seu noivo e Suzie. Durante a discussão, ela pergunta a ele se ainda quer continuar sendo noivo dela. A resposta, após alguns segundos de silêncio é “EU NÃO SEI”.

Tim Riggins está cada vez mais envolvido com sua nova visinha e seu filho. Além de buscar o menino na escola e lhe dar aulas de “defesa pessoal”, começa a freqüentar a casa, para jantar e assistir filmes. Numa dessas visitas, ele acaba beijando a bela mamãe – e ela pede que ele vá embora, pois ela tem mais de 30 anos e ele apenas 17… Porém, no dia seguinte, ela espera Riggins chegar em casa e praticamente o agarra – e o rapaz agora tem mais uma conquista no seu currículo, que já incluía Lyla e Tyra.

Tamy está tentando ajudar Tyra. Elabora para ela um pesado programa de atividades extra-classe, com a finalidade de melhorar as notas da garota e lhe dar a possibilidade de terminar o segundo grau e tentar uma faculdade. Porém, encontra a resistência da mãe de Tyra, uma fracassada de carteirinha, que quer impedir que a filha “sonhe alto” para não se decepcionar depois. Já no final do episódio, a mãe de Tyra, percebendo o erro que está comentendo, muda sua postura e resolve apoiar a filha – o que rende uma bela seqüência, com as duas dançando durante o Baile dos Pais e Filhos.

Neste mesmo Baile, Eric e Julie tem uma séria conversa sobre a provável mudança de cidade – e terminam a noite, dançando juntos. No dia seguinte, Eric avisa a família que ainda não tomou nenhuma decisão e que precisa de algum tempo para pensar. Menos mal…

Buddy Garrit está tentando de tudo para ser perdoado pela esposa Pam. Inclusive, confecciona um álbum com fotos dos “melhores momentos” do casal. É óbvio que a tática ridícula não funciona. Para piorar a situação, Pam desabafa, na frente da filha Lyla, contando que sabia que aquela era apenas mais uma, das muitas traições feitas pelo marrido. Lyla – que imaginava que aquela era a primeira “escorregada” do pai – filha furiosa e RE-expulsa Buddy de casa.

Waverly conta mais sobre seu pertúrbio bipolar a Smash. Ele fica bastante assustado.
Não sei se o jovem atleta terá maturidade suficiente para lidar com isso e ajudar sua namorada. Pelo menos, durante uma conversa com os amigos, ele lida com o assunto com bom humor, dizendo que trataria do problema “como um homem”, ou seja, não atendendo os telefonemas e se escondendo dela….

Falando nessa conversa entre amigos, para mim foi o ponto alto do episódio. Pois era algo que eu realmente sentia falta em FNL, mas ainda não havia me dado conta: a camaradagem entre os companheiros de time. Apesar da pressão toda, dos problemas familiares, eles ainda são jovens de 17 anos! Então, neste episódio, temos essa conversa, regada à cerveja, onde Matt, Riggins, Jason e Smash passam a noite falando sobre futebol e problemas pessoais. E Street mostra seu lado “treinador” dando diversas dicas para Matt e os amigos.

A noite termina com Riggins e Jason fazendo as pazes, definitivamente. Apesar de parecer um pouco forçado e precipitado, achei válido – uma vez que Jason também está traindo Lyla, talvez tenha se tornado mais fácil para ele entender Riggins.

DÚVIDAS:

- Voltaremos à ver Herc e seu sarcasmo? Da formo como Jason foi excluído do time, não deve querer ver o amigo tão cedo – além deste estar, a partir de agora, envolvido com a seleção.

- Será que Jason vai ser o substituto de Eric, no comando dos Panthers? É uma idéia maluca (não leio spoilers)

Ó PAI Ó

Agosto 23, 2007 at 7:59 pm | In Filmes | 5 Comments

Davi Cruz – Nota 9,0

Talvez se talvez fosse visto num outro momento, o filme Ó PAI Ó não teria me chamado a atenção. Porém, após alguns anos morando no nordeste e tendo contato com grande parte da cultura baiana, simplesmente adorei o filme.

Inspirado numa peça teatral encenada pelo Bando de Teatro do Olodum nos anos 1990, “Ó Pai, Ó” utilizado o sotaque e a música baiana, a partir do ambiente do bairro histórico do Pelourinho, em Salvador, para desenvolver um crônica urbana bastante atual, que pode tanto chocar quanto divertir.

Começando como comédia musical, o filme da diretora Monique Gardenberg (de “Benjamim”) conta a história de Roque (Lázaro Ramos), aspirante a cantor que, como a maioria dos moradores do Pelourinho – e do Brasil – dão duro para viver, sem carteira assinada.

Outros personagens do lugar são a dona de bar Neuzão (Tânia Tôko), a imigrante desiludida Psilene (Dira Paes), o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás), dividido entre a mulher grávida (Valdinéia Soriano) e o amante, o travesti Yolanda (Lyu Arisson). Vários outros travestis, camelôs e traficantes fazem parte da história. Destaque para a irmã de Psilene, que ganha a vida realizando abortos e, talvez movida pelo sentimento da culpa, adota diversas crianças – mesmo com todas as dificuldades do dia a dia, cria sete “filhos”.

Todos os personagens vivem no mesmo prédio, de propriedade da rigorosa evangélica dona Joana (Luciana Souza). Sua principal diversão, além do culto evangélico, é palpitar sobre a vida dos outros e cortar a água dos demais moradores do prédio – uma espécie de punição pelos pecados dos mesmos. Por outro lado, ela recusa-se a aceitar a realidade: seu marido a abandonou (mas ela insiste que vai voltar) e seus filhos Cosme (Vinicius Nascimento) e Damião (Felipe Fernandes), dizem que vão ao culto mas passam o dia na rua ocupam-se com trambiques e até pequenos furtos na feira.

Várias pequenas histórias são mostradas, sendo que todas acabam convergindo para o mesmo local e para um triste evento ao final do filme.

Wagner Moura, apesar de ser um ator muito talentoso, aqui parece que errou um pouco a mão, pois seu personagem está muito caricato. Já Lázaro Ramos está bastante à vontade no papel de Roque. Apenas achei que o ator é um pouco desafinado – nem o uso do ProTools ajudou muito. Porém isso é apenas um detalhe, diante da simpatia do personagem e seu sotaque divertidíssimo.

Enfim, Ó PAI Ó é um filme que diverte mas que também nos faz pensar um pouco, pois mostra o contraste entre a tragédia social, representada principalmente pela pobreza e violência do local, e a alienação do carnaval. Isso fica bem estampado numa cena em especial, quando a câmera parte da imagem de dois corpos jogados no chão, cercados por algumas pessoas, e segue – sem cortes – até a avenida onde os blocos, lotados de turistas europeus, fazem a festa. Logo depois, temos imagens de turistas loiros se divertindo, enquanto o aleijado segue o bloco recolhendo latas de alumínio – e aparentemente feliz com aquela “oportunidade”.

Talvez falte ao projeto um pouco mais de objetividade (algumas vezes a história se dispersa demais) ou então um posição mais clara sobre determinados assuntos citados. Mas só a atuação de Lázaro Ramos e sequencias como as que acabo de citar, já valem a pena.

FRIDAY NIGHT LIGHTS [1X18] – Extended Families

Agosto 22, 2007 at 9:24 pm | In FRIDAY NIGHT LIGHTS | 2 Comments

Davi Cruz – Nota 9,0

Após uma partida emocionante, os Panthers estão classificados para as semifinais do campeonato estadual.

Buddy é expulso de casa pela esposa traída e acaba indo pedir asilo na casa do treinador Eric. Buddy porém é muito espaçoso: passa o dia lendo jornal na frente da TV, anda pela casa enrolado em uma toalha e ainda vive pedindo para que Tamy prepare costelas de porco (a boa e velha cozinha americana super light).

Eric recebe uma proposta de emprego melhor. Buddy descobre e fica extremamente irritado com ele.

Lyla, com a confusão toda em sua casa, liga diversas vezes para Jason – em busca de algum apoio. Como ele não atende (e quando atende está sempre sainda para a balada) ela pega seu carro e parte para Austin. Acho importante comentar a imaturidade mostrada por Lyla: sua mãe está passando por uma enorme dificuldade, com o casamento em ruínas e Lyla (que deveria a apoiar, principalmente por ser a filha mais velha) simplesmente viaja e a deixa sozinha.

Lyla descobre a tatuagem e a tatuadora – e apronta um grande barraco. Após isso, ela e Jason tem uma séria conversa, onde o quarterback declara seu amor eterno por Lyla e finalmente consegue voltar a transar com ela. O que aconteceu? Para mim, depois de trair Lyla com a tatuadora, Jason desencanou do fato de ter sido traído pela amada e conseguiu voltar a “funcionar”.

Smash precisa lidar com um novo problema: sua namorada Waverly começa a apresentar um comportamente estranho, mais falante e, na falta de uma palavra melhor, muito mais “tarada”. Ele logo descobre que ela sofre de distúrbio bipolar, que precisa ser controlado com medicação. Porém, ao julgar-se curada, ela para de tomar os remédios e os sintomas da doença tornam-se mais evidentes. Ela fala demais, quase de forma descontrolada, e no dia seguinte mergulha em uma depressão profunda, e ele a encontra chorando, sentada no chão da cosinha. Eu sabia que essa garota tinha algum problema sério, desde a primeira vez que ela apareceu.

Tim Riggins tem um novo visinho: um menino extremamente falante, que é fã de futebol (e obviamente de Riggins). Logo, o garoto conquista sua simpatia e o convida para jantar em sua casa. Tim vai e conhece a mãe do garoto – muito bonita e, adivinhem, sozinha. Já estou tentando adivinhar qual o desdobramento que essa história vai ter: Riggins vai se envolver com a tal mamãe e isso vai gerar algum conflito, já que o menino o verá como uma figura paterna…Estou apenas viajando…

Julie vai em uma festa na casa de Tyra (pois não quer ficar sozinha em casa com Buddy). Na festa, a mãe de Tyra, aparentando estar sob efeito de medicação, quebra uma mesa acidentalmente e se machuca. Julie chama sua mãe para ajudar. Depois de tudo resolvido, Tyra e Tamy discutem – Tamy está revoltada por descobrir que Tamy proibiu Julie de andar com ela – mas acabam se entendendo. Tamy percebe que Tyra é uma pessoa problemática, mas que é assim devido à família desestruturada em que foi criada – e decide ajuda-la, inclusive na escola.

FRIDAY NIGHT LIGHTS [1X17] – I Think We Should Have Sex

Agosto 22, 2007 at 8:46 pm | In FRIDAY NIGHT LIGHTS | 1 Comment
Davi Cruz – Nota 9,0

Matt é surpreendido pela proposta de Julie, que acha que os dois devem transar. Como ele é inexperiente, resolve pedir conselho aos amigos. Landry, também inexperiente não lhe ajuda muito e ele recorre à Smash. Ele o aconselha a encontrar um lugar tranquilo para levar a namorada e não esquecer de comprar preservativos. E Matt faz isso: consegue uma cabana emprestada e vai comprar as camisinhas – justamente na farmácia onde sua futura sogra estava. Ela logo percebe o que está para acontecer e pressiona a filha. Julie conta que está pretendendo transar com o namorado e Tamy tenta desencorajá-la (na verdade, ela quer matar a filha…rsss… mas consegue manter o controle).

Riggins e o pai estão passando algum tempo juntos. Ao contrário do que era de se esperar, seu pai não é uma boa compania. Logo no início do episódio, temos Rig se envolvendo em uma confusão em um bar, devido à uma aposta de jogo, feita pelo pai. Em um outro momento, seu pai é suspeito de ter roubado uma câmera de vídeo do time. Riggins proteje o pai, mas ao fazer uma faxina na garagem, encontra a câmera. Ele discute com o pai e acaba o expulsando de casa (normalmente é o pai quem expulsa o filho…). Revoltado com a situação, Riggins se embreaga e acaba se metendo em uma briga, onde só não é morto porque Tyra e seu irmão aparecem à tempo. No dia seguinte, ele devolve a câmera ao treinador Eric.

Jason viaja para Austin, a fim de participar dos testes para seleção de atletas paraplégicos. Durante o tempo que passa longe, acaba participando de algumas festinhas e se envolvendo com uma linda tatuadora. Ela faz uma tatuagem no braço dele, com a palavra “PAZ” escrita no idioma aramaico. Enquanto isso, Lyla começa a perceber que seu namorado está cada vez mais estranho e, literalmente, distante. O episódio não deixa claro se realmente Jason traiu Lyla, mas é muito provável que isso aconteceu.

Buddy Garrit procura o treinador Eric, pedindo conselhos. Ele conta que se envolveu com uma pessoa (sua secretaria, que é a mãe de Tyra) e que não sabe o que fazer. Eric fica chateado e pede que o amigo encerre essa história e vá cuidar da família. Ele resolve seguir os conselhes e termina o relacionamento com Angela – além de demití-la. No dia seguinte, porém, a ex-amante (e agora inimiga mortal) tem um acesso de fúria e faz um escândalo, na saída da igreja – praticamente na frente de toda a cidade.

Julie inventa uma desculpa para os pais (diz que vai na casa de uma amiga) e encontra Matt na cabana. Apesar do desejo, Matt logo percebe que a namorada não está preparada e acabam não transando. Porém, ficam conversando e brincando e pegam no sono. Acordam de madrugada. Apavorados, correm para a casa de Julie. Quando ela entra, seus pais já haviam descoberto a mentira e estão furiosos. Porém, conseguem manter o controle (Tamy realmente é uma super-mãe) e tem apenas uma conversa com a filha – que conta que NADA ACONTECEU. Aliás, show de interpretação dos pais preocupados e confusos!

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