BLADES OF GLORY

Setembro 30, 2007 at 2:55 pm | In Filmes | 2 Comments

Davi Cruz – Nota 5,0

Um dos filmes mais bizarros que assisti nos últimos tempos.

Conta a história de dois patinadores artísticos, verdadeiras estrelas do esporte, que após diversas desavenças acabam sendo banidos das competições individuais. Chazz (Will Farell) faz mais o estilo “cowboy” e viciado em sexo, enquanto Jimmy (Jon Heder) é praticamente uma “barbie”. Para voltar a competir, os dois precisam formar uma insólita dupla, podendo assim participar do campeonato mundial.

As piadas não tem graça e limitam-se a criar situações “gays” para os personagens héteros. Dá para rir um pouco apenas das coreagrafias ridículas apresentadas pelos personagens (todos caricatos) – principalmente numa cena onde a lâmina de um dos patins de um competidos corta um fio da barba do outro. A cena, digital, faz uma paródia aos comerciais de barbeadores.

Fora isso, não tenho muito a falar. A história é estúpida e muitas vezes fica-se em dúvida do que se está assistindo. Inacreditável é o fato de alguém investir dinheiro num filme desses…

TROPA DE ELITE

Setembro 29, 2007 at 11:38 am | In Filmes | 2 Comments

Davi Cruz – Nota 9,5

Normalmente, não tenho muita expectativa em relação a filmes nacionais. Mesmo que, com algumas exceções como o divertido O AUTO DA COMPADECIDA e a obra-prima CIDADE DE DEUS, a grande maioria dos filmes ainda não me agrada. Para piorar a situação, o sucesso de O AUTO DA COMPADECIDA ainda motivou ainda mais os cineastas brasileiros a insistirem no surrado gênero “filme sobre o nordeste”. Não, não tenho nada contra esses filmes, porém acho que o Brasil é bem maior do que isso. E todo assunto, por mais interessante que seja, acaba saturando.

Meu medo agora, é que o sucesso de CIDADE DE DEUS, seguido de TROPA DE ELITE, lance uma enxurrada de filmes sobre favelas cariocas…

Falando agora no filme em questão, vou direto ao ponto: TROPA DE ELITE é um filme ótimo (tratando-se de cinema nacional, é expetacular), tem uma crueza assustadora, é ágil e, não podemos esquecer, é uma obra de ficção – e deve ser assistido e encarado dessa forma, embora muitos tentem encará-lo como uma reportagem do JORNAL NACIONAL.

Grande parte do que está ali, realmente existe. Grande parte da Polícia é corrupta? Claro que é. A mensagem é duvidosa? Sim, com certeza. Mas para mim, o importante é que trata-se de grande filme de ação. Achei, inclusive, superior a CIDADE DE DEUS, embora não tenha dúvida de que o filme só tenha sido possível graças ao sucesso e a repercussão da obra-prima de Fernando Meirelles – e inclusive copie muitos conceitos desse filme (até por ter sido escrito pelo mesmo e genial Bráulio Mantovani).

Mas, se é para copiar, então que sejam copiadas coisas boas. Um exemplo disso, fica bem claro nos instantes finais do filme, numa seqüência longa, sem cortes, que culmina com um disparo que deixa a lente da câmera suja de sangue – e mesmo assim, a cena continua por mais alguns instantes, acompanhando um personagem fugindo por uma escadaria. Na hora, me lembrei de uma cena muito parecida (pelo menos, conceitualmente), daquele que foi, para mim, o melhor filme de 2006 – FILHOS DO AMANHÃ do mexicano Alfonso Cuarón.


Sangue na lente (literalmente)

TROPA DE ELITE, filme de José Padilha (diretor de ONIBUS 174) conta ainda com um ótimo elenco, com destaque para os três protagonistas Wagner Moura, provavelmente o melhor ator da sua geração, o experiente Caio Junqueira e o estreante André Ramiro (impressionante a transformação desse personagem, inicialmente sereno e, ao final do filme, transformado pela fúria).

A história mostra o dileta do Capitão Nascimento (Moura), um oficial exemplar do BOPE (grupo especial da polícia carioca) que, tomado pelo stress e preocupado com o nascimento do filho, pretende sair do grupo (quando digo que ele é um oficial exemplar, é sob o ponto de vista da corporação, embora eu acredite que, naquele mundo em que eles vivem, a violência das suas ações seja um mal necessário) Para conseguir seu afastamento (e conseguir ficar tranqüilo, pois ele é bastante responsável), precisa encontrar um substituto “a sua altura” (sim, ele não é nem um pouco modesto), o que inclui dirigir em treinamento severo para aspirantes ao BOPE. Segundo a narração em off, feita pelo próprio Wagner Moura, o treinamento é mais intenso que o utilizado pelo exército israelense e, para cada 100 participantes que o iniciam, 95 acabam desistindo.


Treinamento estilo NASCIDO PARA MATAR, de Stanley Kubrick

Entre estes aspirantes, estão Neto e André, policiais integros e amigos de infância. Enquanto Neto é também estudante universitário, tranqüilo e metódico, André é pura adrenalina e sente-se bastante a vontade em meio à tiroteios.

Basicamente essa é a história. Porém a maravilhosa montagem a torna ainda mais envolvente e aguça a nossa curiosidade. A fotografia é nada menos do que perfeita (até porque o diretor de fotografia é Lula Carvalho, que participou de quase todos os grandes filmes nacionais dos últimos tempos)

Ao pesquisar no IMBD, o que mais me chamou a atenção e que merece grande parte dos créditos pela qualidade do filme, é o diretor da segunda unidade (responsável pelas cenas de ação), chamado Phil Neilson. No seu currículo constam trabalhos (como diretor de segunda unidade ou diretor de dublês) como OS CAÇA FANTASMAS II, BONS COMPANHEIROS, ARMAGEDON, GLADIADOR e AS CRÔNICAS DE NARNIA…

Como em qualquer ramo, seja numa empresa, seja numa universidade, seja no cinema, acho isso muito válido. Só assim, agregando talentos, é que ocorre a troca de experiência e conhecimento.

HEROES [2X01] – Four Months Later

Setembro 27, 2007 at 8:07 pm | In Heroes | 5 Comments

Davi Cruz – Nota 8,5

Após alguns meses de espera, está de volta a tão badalada série HEROES. Neste primeiro episódio, praticamente todos os principais HEROES são mostrados (com exceção de Nikki e família), em eventos que ocorrem quatro meses após o final da primeira temporada.

Parkman conseguiu sobreviver e está tomando conta da menina Molly. Além disso, consegue ser promovido à policial de rua. Molly continua apavorada com o misterioso homem que aparece em seus sonhos – o único dos HEROES que ela não consegue localizar, pois se o fizer, também seria localizada por ele. Ela tem pesadelos com ele e faz estranhos desenhos, mostrando o símbolo misterioso dos HEROES e vários olhos (alguém lembrou de SENHOR DOS ANÉIS e o “olho que tudo vê”?).

Mohinder e Mr Parkman planejam destruir a Compania onde Parkman trabalhava – acabando assim com a perseguição aos HEROES. Como parte do plano deles, Mohinder faz palestras sobre uma doença que afeta apenas os HEROES – doença essa responsável pela morte de sua irmã. Após a palestra, ele é procurado por uma pessoa, que diz ser representante de uma organização que pretende financiar as pesquisas de Mohinder, já que considera elas extremamente importantes. A tal pessoa, ao final da conversa mostra que também possui um curioso poder: transforma uma colher de metal em ouro – provando assim, ter condições de financiar todas as pesquisas necessárias.

Logo após essa conversa, Mohinder liga para o sr Benett, informando que “eles” morderam a isca – confirmando assim que aquela pessoa que o procurara era um representante da Compania.

Temos a aparição de dois novos personagens, os irmãos Maya e Alejandro. Eles pretendem ir até os Estados Unidos, na tentativa de encontrar o pai de Mohinder (que eles obviamente pensam que está vivo) pois leram o livro dele e querem ajuda. Maya tem poderes e parece não ter controle sobre eles (algo como “Carrie a Estranha”, liberado um força assassina quando está assustada). Até o momento, seu irmão não demonstrou ter poder algum.

Sr Benett tenta levar uma vida “normal” juntamente com Claire e o restante da família. Precisam agir o mais discretamente possível, pois a segurança deles depende disso. Claire tem seu primeiro dia de aula na sua nova escola e seu pai precisa lidar com um chefe arrogante. Ambos são provocados e percebem como manter-se “normal” é uma tarefa bastante difícil. Claire se sai melhor e consegue controlar o impulso de voltar a ser um cheerleader. Já o sr Benett acaba dando uma lição no chefe, quase arrancando o dedo dele. A seqüência mais misteriosa envolvendo este núcleo é a que mostra um colega de classe de Claire, chamado West. O garoto aproxima-se dela durante a aula e a noite é visto espiando ela pela janela da casa. O detalhe é que o rapaz, assim como Nathan Petrelli, tem a capacidade de voar…

Hiro está no Japão medieval, no ano de 1671. Usando seus poderes, ele consegue escapar de flechas disparadas por soldados e ainda salva um cavaleiro, que ele descobre ser seu herói Takezo Kensei – dono da famosa espada que Hiro usava na primeira temporada. Porém, para sua decepção, ele descobre que o herói não é oriental e sim um inglês. Para piorar, é um bêbado covarde. E que ao salva-lo, Hiro acabou modificando o rumo da história. Ele precisa agora reverter o que fez, algo que não parece ser muito fácil. Obviamente, caso Hiro tivesse controle sobre suas viagens no tempo, poderia voltar novamente e desfazer o equívoco…

Já o amigo de Hiro, Ando e o seu pai, sr Nakamura está preocupado com o sumiço dele – já se passaram quatro meses sem nenhuma notícia. Durante a conversa entre os dois, cai de dentro do jornal que o sr Nakamura estava lendo, uma foto sua, com o símbolo misterioso dos HEROES pintado em vermelho. Segundo sr Nakamura, aquilo significa que ele estará morto em 24 hs… Isso, se ele não conseguir ajudar do Jack Bauer…rsss

Nathan e Ângela Petreli se encontram no apto de Peter. Ele está barbudo e a cara do Jack (LOST) no flashfoward do último episódio….E assim como o doutor, está caindo de bêbado. Mãe e filho discutem e ele a expulsa do local, dizendo que ela é uma pessoa má. Ao sair, ela encontra uma foto sua, com a mesma marca da foto do sr Nakamura.


É ou não é o clone do Jack Shepard (LOST)

Ela então vai ao encontro de do pai de Hiro e lhe mostra a foto. As duas fotos são pedaços de uma mesma foto. Durante o diálogo deles, temos uma importante informação: restam apenas nove pessoas como eles, da geração anterior dos HEROES.

Ângela sai e logo depois, um personagem encapuzado aparece (me lembrou Sylar) e derruba o sr Nakamura do prédio, assassinando-o (agora restam 8…). Ando chega a tempo de presenciar tudo, sem consegui, no entanto, interferir.

Claire liga para Natan, mas ele não quer falar com ela. Ele se olha no espelho e se vê com o rosto completamente desfigurado… o que seria aquilo? Será que ele está utilizando algum poder para camuflar seu verdadeiro rosto, destruído pela explosão de seu irmão Peter?

E a revelação final e surpreendente do episódio: alguns assaltantes encontram Peter, algemado dentro de um container, em um porto da Irlanda. E o mais estranho: ele está completamente desmemoriado…

HEROES começa com todo gás. Um roteiro ágil, repleto de mistérios e com a participação de muitos personagens. A produção está caprichada, dando a impressão que a NISSAN, principal patrocinadora do seriado, injetou uma boa grana, principalmente depois do final da temporada passada, que foi pobre e ridículo.

BEM-VINDO AO JOGO

Setembro 26, 2007 at 11:16 am | In Filmes | Leave a Comment
Alex Oliveira – Nota 7,5
Os meus comentários no blog estão raros ultimamente, peço desculpas a todos, principalmente ao meu velho amigo Davi, que está tocando sozinho esta empreitada. Por motivos profissionais eu tive uma certa falta de tempo, mas que agora está se resolvendo.

Bom , vamos ao que interessa, o filme abaixo, BEM-VINDOS AO JOGO (Lucky You) é um daqueles filmes leves e divertidos de se assistir, que fazem com que suas duas horas passem rapidamente.

A história gira em torno de Huck Cheever ( Eric Bana ), um viciado, porém talentoso jogador de Poker de Las Vegas, que não se preocupa em arrumar dívidas, ou até mesmo vender todos os móveis da casa para conseguir grana para o jogo.

E mais interessante de tudo é que um dos seus maiores adversários é seu pai L.C. Cheever, interpretado brilhantemente pelo veterano Robert Duvall. Inimigos no jogo, e uma relação pessoal não muito melhor que isso.

Os dois se preparam de todas as maneiras possíveis para o Campeonato Mundial de Poker, no qual L.C. já foi campeão duas vezes.

Neste meio tempo, Huck encontra uma garota que faz com que ele repense a sua relação com o pai, levando a um final muito legal. Onde? É claro, na final do Mundial de Poker.

Um filme bem divertido, que além de tudo, fez com que eu chegasse a conclusão de que realmente não entendo nada de Poker!!!


Até mais pessoal!!!

Obs: Próximo comentário : Dexter s02e01

GOSSIP GIRL [1x01] – Piloto

Setembro 26, 2007 at 10:59 am | In GOSSIP GIRL | 3 Comments

Davi Cruz – Nota 8,5

Escrevo esse post sem ter lido nenhum comentário sobre essa nova série. Isso porque sei que deve existir muita gente “baixando o pau” nela, principalmente os comentaristas mais adultos.

Eu, sendo um adolescente de 31 anos, tenho que confessar que gostei muito da série. Tem um ar de mistério interessante, bons atores e uma ótima narração em off, que ajuda a nos situar na trama (ou nos confundir ainda mais?…).

A história, baseada numa série de livros com o mesmo nome (que eu não li) é a seguinte:

Após um ano sumida – com a desculpa de ter ido para uma escola interna – Serena (Blake Lively) reaparece na cidade, causando alvoroço entre amigos, família e colegas. Aparentemente, a menina era uma “celebridade” no local, por ser muito rica e aprontar muito. Sua melhor amiga Blair (Leighton Meester), que se sentiu traída pelo sumiço da garota sem maiores explicações, agora está bastante reticente em aceitar esse retorno. Além disso, ela sempre soube que seu namorado Nate (Chace Crawford) teve uma queda pela amiga Serena.

Logo ficamos sabendo que um dos motivos do sumiço de Serena, foi que ela e Nate, bêbados após uma festa, acabaram transando – o que fez com que Serena se sentisse extremamente culpada.

O diferencial da série, que tem vários clichês, é a narração feita por uma personagem misteriosa, responsável por um blog chamado GOSSIP GIRL – blog este que é acompanhado por praticamente todos os personagens da série.

No episódio piloto, além de conhecermos essa história, temos alguns acontecimentos e informações interessantes.

- Chuck, um dos “vilões” da história, por enquanto, sabe que Serena e Nate se envolveram antes dela sumir – e resolve chantagear Serena, que não lhe dá atenção.


Blair e Chuck

- Nate acaba contando para sua namorada Blair sobre o ocorrido entre ele e Serena. Ela perdoa o namorado, mas passa a odiar sua ex-melhor amiga.

- Conhecemos outros dois personagens interessantes: Jenny e Dan Humphrey, personagens “pobres” da história, filhos de Rufus, um ex-pop star dos anos 80. Ambos estudam na mesma escola dos demais personagens (bolsa de estudos?), sendo que Jenny é mais nova e Dan é apaixonado por Serena.


Dan e Jenny

- Através de uma série de coincidências, típicas da série THE O.C., Dan acaba saindo com Serena. Os dois se dão muito bem (apenas conversam) e precisam salvar Jenny das garras de Chuck, que tentava agarrá-la à força.

- Nate ainda é apaixonado por Serena.

Nate

- O irmão mais novo de Serena tentou suicidar-se. O porque é um mistério.
- Rufus, pai de Dan, teve um envolvimento no passado com Lily, mãe de Serena. Será que os dois são irmãos?
Por enquanto é isso. Espero que consigam manter o bom padrão do episódio piloto. Gostei muito do ambiente de riqueza e falsidade, meio HIDDEN PALMS, meio SEGUNDAS INTENSÕES.
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