FILME – 300

maio 1, 2007 às 9:44 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário
Após ler diversas criticas negativas e positivas, resolvi conferir o tão badalado “300”.
Antes de tudo, me assustei com o tamanho do filme – praticamente duas horas. Tenho me deliciado tanto com os 45 minutos de série como LOST, BONES e HEROES que achei uma imensidão a duração do filme. Especialmente num caso como esse, onde desde o primeiro segundo de exibição, já sabia o final da história, ou seja, que os 300 espartanos lutariam até a morte.
Logo nos primeiros minutos, somos apresentados aos costumes dos espartanos na época: apenas as crianças fortes e saudáveis eram aceitas. As demais, descartadas. Assistimos ao treinamento pelo qual passam os futuros soldados, que são separados da família ainda criança e aprendem a ser os mais FODÕES de todos os soldados da terra. Aliás, essa parte do filme é bem interessante, apesar da mensagem inadequada para os nossos dias atuais, de racismo e preconceito explícitos.
Pra ser macho, tem que andar descalço e só de sunga em plena nevasca. E matar um lobo, pra descontrair…
Como bem observou um comentarista (em um dos sites que costumo conferir), em certos momentos o filme parece um videogame, onde assistimos aborrecidos, aguardando nossa vez de jogar. Isso porque não conseguimos nos envolver com os personagens a ponto de nos preocuparmos com eles (ou “torcermos” por eles) – além do fato de o filme ter tanta pós produção que em certos momentos o visual realmente parece com o de um game.
Parece ou não parece ter saído do PlayStation 3 ?
Falando em visual, é impossível não cita-lo. O filme é tecnicamente impecável. Cada cena pode ser salva e utilizada como papel de parede do Windows perfeitamente. A técnica, utilizada com bastante sucesso no filme CAPTÃO SKY E O MUNDO DO AMANHÃ evoluiu bastante, chegando ao ponto de não ser possível diferenciar o que é real e o que é digital nos cenários.
As imagens são assustadoramente belas.
Porém, acredito que os méritos do filme não vão muito além da parte técnica. A mensagem é bastante estúpida, uma vez que tudo poderia ser resolvido de outra forma. As propostas do “deus rei” Xerxes são praticamente de pai para filho. Bastaria um pouco de diplomacia para que Leônidas salvasse a todos e, posteriormente, até tentasse ser o novo rei, ou algo assim. Ou, já que era pra se arriscar, que tentasse matar Xerxes depois de conquistar sua confiança.
Mas o rei Leonidas é tão egocêntrico, orgulhoso e arrogante que não vê nenhuma dessas possibilidades. Ele quer morrer, assim como quer que todos fiquem sabendo como isso aconteceu e como ele foi bravo.
A rainha trai… mas como é uma mulher séria, mata o “Ricardão” logo depois…
O que salva a história é o final, onde vemos o exército de Esparta – agora com um contingente de aproximadamente 50 mil homens – partir para um confronto mais equilibrado, usando a luta de Leônidas e os seus 300 homens como fator de motivação.
Ops… já te vi, nesse mesmo papel, no SENHOR DOS ANÉIS…
De resto, o filme é apenas uma seqüência de batalhas, muito bem realizadas, com alguns poucos segundos de história e política no meio. Mas tudo muito cansativo e o terrível vício da câmera lenta. Todo golpe dado, todo sangue jorrado, todo cabeça decapitada, TEM que ser em câmera lenta .
Apenas uma cena me marcou. Na verdade, foram duas, mas muito parecidas e tratando do mesmo assunto: a chuva de flechas, que chega a cobrir a luz do sol. Realmente achei muito bonito e assustador, principalmente na cena final de Leonidas (abaixo).
A chuva de flechas. Um momento inesquecível.
As criaturas que surgem (mamutes, uns ogros, cavalos negros, etc) lembram demais as vistas no SENHOR DOS ANÉIS (por favor, não estou comparando a obra prima de Peter Jackson com esse filme). Os demais personagens, parecem saídos de algum filme do CONAN. O “sutil teor homoerótico” citado em alguns sites, é tão grande que a qualquer momento eu imaginava que começaria a tocar VILLAGE PEOPLE na trilha sonora.
Imagine a cena acima: no programa ZORRA TOTAL, no quadro do Porteiro Severino, o diretor manda Severino ocupar a posição de Leonidas, tendo um ator grandão segurando seus ombros…
Severino imediatamente diria: “Doutor, isso não é um gladiador…isso é uma BICHONA
Resumidamente: um filme de ação, que vai agradar principalmente os marmanjos que adoram ver outros marmanjos de sunga. É uma pena, pois o recursos técnicos utilizados são fantásticos e mereciam uma história um pouco mais inteligente.
Mais um belo quadro

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1 Comentário »

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  1. cara voce que é um idiota isso sim. Voce não conhece a historia e fika falando merda, essa batalha realmente existiu lê um pouco de historia que voce vai entender por que ele fez essa estrategia.(o filme so resume a historia da BATALHA DAS TERMOPILAS)


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