OS DESBRAVADORES (Pathfinder)

julho 12, 2007 às 11:12 pm | Publicado em Filmes | 2 Comentários
Davi Cruz

Existem bons filmes, que assistimos e achamos péssimos. Também existem filmes ruins que assistimos e amamos. Não sei se PATHFINDER se enquadra no segundo caso, mas o fato é que li vários comentários na internet, baixando o pau no filme e, no final das contas, acabei gostando dele.

Provavelmente minha opinião se deva ao fato de que assisti o filme sem nenhuma expectativa boa. Quando soube que ele havia sido lançado diretamente em DVD, pensei “boa coisa não deve ser”. Lendo os créditos, descobri que o diretor Marcus Nispel era diretor de videoclipes (de nomes tão variados quanto Cher, Faith No More e Janet Jackson). Sua experiência em cinema se resumia à diretor de segunda unidade do filme TESOURO NACIONAL (com Nigolas Cage, bem fraquinho) e diretor do remake de MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA ( que não vi, mas dizem que é interessante).

Contra tudo isso, porém, achei o filme legal (não vou ter a ousadia de dizer que é um filme “bom”). Me chamou a atenção a belíssima fotografia, amplamente melhorada na pós produção – mas de uma forma coerente, e não exagerada como em 300. Falando nesse filme, eu estava tentando definir PATHFINDER para meu amigo Alex, que estava pensando em assistí-lo, e a melhor definição que encontrei foi: uma mistura de APOCALYPTO com CONAN e alguns toques de 300.

Como fã de SENHOR DOS ANÉIS, gostei muito da escolha de Karl Urban (o Eomer daquela trilogia) como protagonista. Eu já havia gostado do seu trabalho em SUPREMACIA BOURNE e até mesmo em DOOM (apesar do filme ser ruim). Neste filme ele não decepciona.

A história é a seguinte: uma criança é encontrada nos destroços de um navio viking, por índios americanos. Eles acabam adotando essa criança e, 15 anos depois, é ela quem vai defender a aldeia contra um ataque dos próprios vikings.

O roteiro é não tem nenhum brilho e o ritmo do filme torna-se lento em alguns momentos. Os planos mirabolantes do protagonistas, contrastando com a burrice dos vilões, também pode ser considerado como um ponto fraco do projeto. Mas isso é compensado por um belo design de produção: tanto os locais quanto a caracterização dos vikings estão fabulosos. A violência (muita) em alguns momentos lembra SIN CITY, com jorros de sangue vermelho escuro (inseridos digitalmente) sobre imagens com cores bastante desaturadas. Em outro momentos, a violência já é bem mais crua, com várias cabeças decapitadas e outros elementos dignos de um filme de terror. Aliás, notei o diretor tem um grande potencial para filmes de terror, pois as seqüências “sombrias” são muito mais eficientes que as “de ação” (que chegam a ser um tanto quanto confusas).

Enfim, muitos não vão gostar de PATHFINDER. Porém, como filme de ação, o filme nos entrega exatamente aquilo que promete, ou seja, uma boa diversão.

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2 Comentários »

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  1. Oi,
    bem o que rola é ser desatualizada! rs… nem se quer ouvi falar desse filme. Vou procurar me informar mais..
    Viu Kyle? Poxa, mais é tão legal como vc num gostou? auishaiuia. Gosto é gosto né?! Beeeijos

  2. Oi Davi!

    Você foi convocado para um meme!

    http://blognatv.com/blog/2007/07/14/meme-os-cinco-livros-que-mais-me-marcaram/


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