HARRY POTTER E A ORDEM DA FENIX

julho 27, 2007 às 10:14 am | Publicado em Filmes | 2 Comentários

Davi Cruz

A primeira impressão que tive ao assistir o quinto filme do bruxo Harry Potter é que o clima de encantamento dos filmes anteriores realmente é coisa do passado. A cada novo filme, tudo torna-se mais sombrio. É claro que vejo isso como um dos grandes trunfos do filme. Enquanto nos filmes anteriores Harry estava descobrindo um mundo novo, aqui ele já é um adolescente, que carrega uma enorme responsabilidade nas costas e ainda precisa lidar com a descrença e o questionamento de todos. Se ser adolescente é ser inseguro, imagine uma situação dessas?

A história, tratando-se de uma trama juvenil, até que é bastante complexa. Prova disso é o recurso utilizado pelo diretor David Yates para facilitar a compreesão dela: as manchetes de jornal. Há todo momento são exibidas imagens de jornais com textos explicativos. Além disso, esse recurso é uma forma de reduzir o tamanho do filme, pois é muito mais rápido mostrar uma notícia na tela dessa forma, do que desenvolver uma sequência toda que traga aquela mesma informação.

Voltando a história: Cornelius Fudge (Robert Hardy), o Primeiro Ministro da Magia, é um mago obcecado pelo poder. Ele reluta em acreditar no retorno de Voldemort (Ralph Fiennes) e acha que tudo é uma grande mentira de Harry e Dumbledore (Michael Gambon). Cornelius está tão cego pelo poder, que acha ainda que Dumbledore estaria usando essa mentira para tentar tomar o seu lugar, no Ministério. Por isso, utiliza seu poder político para desacreditar Harry e seu mentor, principalmente através da mídia. Nada muito diferente do que fazem o sr.Bush e companhia limitada…

Cornelius inclusive consegue intervir na Escola Hogwarts, indicando a professora Dolores Umbridge (Imelda Staunton), que age de forma a enfraquecer Harry e Dumbledore. Ela apresenta-se como o personagem mais ameaçador do filme, cometendo as maiores atrocidades na busca pelo poder, mas sempre com uma voz suave e um sorriso nos lábios. Ela faz diversas proibições na escola, entre elas, o das aulas práticas de magia. Muitas das cenas, envolvendo a professora Dolores, imediatamente me lembraram o clássico THE WALL, do Pink Floyd.

Enquanto isso, Voldemort age nas sombras, recrutando bruxos e outras criaturas para a guerra que ele pretende iniciar na tentativa de retomar o poder. Dumbledore reune a Ordem da Fenix, grupo criado para enfrentar Voldemort. Porém, na tentativa de preservar Harry, afasta-se dele e se recusa a lhe dar informações.

Harry então, incentivado por Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) reune vários alunos e, em sessões secretas, começam a praticar Defesa Contra as Artes das Trevas. Essas sequências rendem cenas ótimas, com os mais diversos tipos de feitiços, nem sempre realizados com perfeição pelos estudantes. Numa dessas sessões, acaba rolando o primeiro beijo entre Harry e Cho Chang (Katie Leung). Imagino como este envolvimento do bruxinho com uma personagem oriental aumentou a rentabilidade da série na Ásia…Parece que aprenderem com LOST: personagens de todas a etnias, garantem sucesso nos quatro cantos do mundo…

Em relação aos outros personagens, temos Rony deixando um pouco de lado o papel de bobo da turma. Aqui ela já aparece acertando alguns feitiços e tendo atitudes mais corajosas. Hermione está menos chata. Temos ainda Luna Lovegood (a estreante Evanna Lynch), uma personagem misterioso, que opóia bastante Harry nos seus momentos de solidão e dúvida.

O filme, como não poderia deixar de ser, é tecnicamente admirável. É impossível diferenciar os cenários reais dos cenários digitais. Todos os atores evoluiram bastante, inclusive Daniel Radcliffe, que consegue transmitir muito bem todos esses sentimentos que envolvem Harry – inicialmente isolado, confuso e revoltado, passando para um jovem lider, corajoso e seguro. As cenas entre Harry e Sirius Black (o ex-Drácula, Gary Oldman) são muito tocantes e mostram a busca de Harry por uma figura paterna.

Talvez este filme venha a ser considerado o mais fraco da série, principalmente por ter menos ação do que os demais e por ser mais pessimista. Porém, acho muito difícil classificar estes filmes como “melhor” ou “pior”. Cada um mostra evolução em determinado ponto e tem sua função. “A Ordem da Fenix” mostra o amadurecimento dos personagens e serve como preparação para a guerra que está por vir. Mais ou menos como foi ” As Duas Torres” na trilogia SENHOR DOS ANÉIS. Que venha o próximo então!
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2 Comentários »

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  1. Tô aqui me mordendo, pois não assisti ainda!! Grrrr!!

    O livro Ordem da Phoenix com certezaé o mais sombrio, e onde a amizade tem sua importância ressaltada.

    Talvez os fãs do livro sintam falta da ação, já que no livro ela aparece maios graças ao quadribol e tudo mais, mas os demais, que acompanham só os filmes, não devem sentir tanto.

    Si

  2. Olá Davi! Deixei um comentario sobre Ponte para Terabithia na sua critica sobre ele!

    Você acredita que eu nunca vi nenhum filme do Harry Potter, quer dizer, tentei assistir um ou outro, mas de maneira nenhuma o filme me interessou, talvez seje bobagem minha, mas nunca tive interesse em continuar assistindo os filmes!

    ana


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