DURO DE MATAR 4.0

agosto 11, 2007 às 4:19 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário

Davi Cruz – Nota 9,5

Tenho um certo preconceito contra filmes de ação. E tenho ainda mais preconceito contra continuações. Porém, DURO DE MATAR 4.0 (Live Free or Die Hard/2007) realmente me surpreendeu, pois o diretor Len Wiseman (dos bons ANJOS DA NOITE e ANJOS DA NOITE: EVOLUÇÃO) conseguiu criar um ótimo filme de ação, divertido e com um tema mais do que atual.

A história mostra o plano (dos mais elaborados do cinema, que eu me recorde) arquitetado pelo gênio e hacker Tomas Gabriel (Timothy Olyphant de PÂNICO 2). Ex-funcionário do governo americano, ele havia tentado alertar seus superiores sobre a fragilidade dos sistemas de segurança do país e, justamente por isso, havia sido demitido e hostilizado por eles. Como forma de vingar-se de todos (e de quebra se tornar o homem mais rico do mundo), Gabriel e uma equipe de hackers pretende realizar a chamada “Queima Total”, onde assumiria o controle dos sistemas de comunicação, bancário, energético e tudo mais que fosse operado por computadores.
Mas não é simples plano de “dominar o mundo”, como é comum nos filmes de ação. O governo americano possui uma espécie de fortaleza, onde são feitos os bckups de todos os sistemas do país (inclusive do Tesouro Nacional e da Previdência) em caso de ameaça terrorista ou outro evento que gerasse o caos. E é justamente isso que Gabriel pretende: o caos. Com isso, ele e sua equipe, já estariam aguardando no local onde é feito o tal backup, para copiá-lo e usá-lo para movimentar praticamente todo o dinheiro do país da forma que achassem interessante. Ou então, cobrar uma soma altíssima para reestabelecer todo o sistema.

Para por em prática o plano, Gabriel conta com o apoio de uma equipe de hackers, que trabalha quebrando códigos pensando estar participando de um “concurso de hackers”. Depois de utilizar os serviços deles, Gabriel manda matar a todos, para não deixar pistas.

É aí que entra nosso herói John McClane (Bruce Willis). O FBI percebe uma estranha atividade no grupo de hackers e envia policiais para encontrar os principais deles, e trazê-los para interrogatório. Um dos policiais é McClane, que recebe a missão de encontrar o hacker Matthew Farrell (interpretado pelo ator Justin Long de OLHOS FAMINTOS 1 e 2). McClane chega no mesmo momento que os capangas de Gabriel e consegue salvar Farrel. A partir daí, acompanhamos a fuga dos dois e sua tentativa de impedir que Gabriel realize seu plano.

A filha de McClane é sequestrada pelos criminosos e ele então fica bastante zangado e com uma motivação a mais: salvar a filha, custe o que custar.
Quando digo “custe o que custar”, isso inclui escapar de uma usina prestes a explodir, derrubar um helicóptero (utilizando um carro), enfrentar um caça F-35 dirigindo um caminhão, levar diversos tiros, entre outras barbaridades. Com excessão da sequência do F-35 que, para mim foi “forçada” demais e clonada do filme TRUE LIES, as demais são empolgante e muito bem feitas.

A química entre o policial durão McClane e o hacker Farrell também é ótima. Principalmente por fugir do irritante padrão de duplas de filmes de ação, onde o durão passa o filme brigando com o colega covarde, burro e falastrão. Farrell sente medo sim, mas é inteligente e sempre disposto a ajudar. Além disso, logo após se conhecerem, os dois logo passam a se respeitar e realmente tentar trabalhar como uma equipe.

Me agradou também a caracterização de outros três personagens fundamentais à trama:
– O vilão Gabriel faz um vilão inteligente e frio, que mantém o controle até o último momento.
– O Diretor Bowman (Cliff Curtis, vilão em vários filmes – não lembro de nenhum no momento), ao contrário de outros filmes onde os “chefes” sempre são idiotas que não acreditam no herói, faz um personagem forte, que logo percebe a importância de John McClane e faz tudo para ajudá-lo. Além disso, é corajoso, inteligente e, quando percebe que seus colegas e subordinados são incompetentes (ou corrompidos pelo vilão, o que não fica muito claro) logo veste um colete a prova de balas e parte para a ação.

– A filha de John, Lucy McClane (vivida por Mary Elizabeth Winstead de PREMONIÇÃO 3), ao contrário de outras “mocinhas” do cinema, não fica chorando e gritando histericamente durante o filme todo e, em toda a oportunidade que surge, tenta escapar ou fazer algo útil. Apanha na cara e mesmo não baixa a bola.

Em relação à direção, nada menos do que palmas e fogos, para parabenizar o diretor pela excelente idéia de abrir mão daquele recurso que ninguém aguenta mais: os cortes rápidos e movimentos de câmera enlouquecidos, para imprimir ritmo acelerado ao filme. Pelo contrario, Wiseman preferiu a forma mais tradicional de fazer as coisas, com sequencias mais longas e bem construidas – o que não nos cansa e ainda possibilita que vejamos tudo o que está acontecendo com clareza.

Cabe citar a curiosa participação do diretor de cinema Kevin Smith, no papel de Warlock, em seu porão repleto de computadores e referências ao filme STAR WARS.

Um filme realmente muito bom, onde vale a pena ignorar algum pequeno defeito que possa existir e apenas curtir.
Ah, e como brasileiro, sentir inveja dos hackers, que conseguem fazer tantas coisas impressionantes, enquanto a quadrilha do nosso presidente LULA não consegue nem controlar o Aeroporto de Congonhas.

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