SKINWALKERS (2006)

setembro 1, 2007 às 5:09 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário

Davi Cruz – Nota 6,0

Na minha adolescência, história de terror boa era história de lobisomen. Tanto que, além de assistir à praticamente todos os filmes do gênero (e morrer de medo com filmes legais como BALA DE PRATA e UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES) ainda tinha tempo para, juntamente com meu amigo Marcio, escrever diversos livros e histórias em quadrinho sobre o tema. A qualidade dos mesmo? Bom… na época eram sucesso na biblioteca da escola… Até o meu amigo Alex (aqui do blog) também entrava na onda e lembro de participar da criação de uma história em quadrinhos sobre o monstro (aliás, nessa história, ele morria ao se engasgar com um bala “soft… podem rir, mas na época pareceu criativo).

Além disso, constantemente éramos brindados com as histórias que nosso amigo Luciano contava – aliás, parabéns Luciano, já estou sabendo da novidade! – onde o tema sempre era lobisomens. Inclusive, tenho certeza que o Lu até hoje acredita na existência deles.

Abri meu comentário relatando esses fatos porque acredito que eles – e somente eles – me motivaram a assistir ao pavoroso BID DAD WOLF e esse apenas médio SKINWALKERS.

Em relação ao último, pouco antes de começar a assisti-lo, dei uma vasculhada na net, em busca de algumas informações, já que eu apenas sabia que tratava-se de um filme sobre lobisomens. Logo dei de cara com o nome do diretor: Jim Isaac (sim, ele mesmo, o diretor do bizarro JASON X e responsável pelos efeitos especiais de A MOSCA e GREMLINS). Além dele, constava nos créditos o nome de STAN WINSTON (que participou de inúmeros projetos, como PARQUE DOS DINOSSAUROS, ALIENS, EXTERMINADOR DO FUTURO).

SKINWALKERS conta a história de um garoto, prestes a completar 13 anos, cuja família faz parte de uma geração de lobisomens do bem que tem cuidado do menino desde o seu nascimento. O garoto, de acordo com professia citada na história, é uma espécie de Messias que, ao completar 13 anos, conseguirá fazer com que todos os lobisomens tornem-se humanos e possam ter uma vida normal. Porém, existem os lobisomens “do mal” que querem destruir o menino antes que isso aconteça – pois adoram a vida que levam (são fortes e caçam humanos, para alimentar-se de sua carne). O garoto e sua mãe, obviamente não sabem de nada disso e levam uma vida tranqüila (nem sabe que é lobisomen, pois a primeira transformação só deve ocorrer no incio da puberdade) até que a chegada dos inimigos inicie uma guerra entre as duas tribos.

O filme copia descaradamente idéias do filme BLADE e de ANJOS DA NOITE (na verdade, é uma mistura dos dois), além de outros. Ao contrário do que era esperado, tendo em vista os nomes citados na parte técnica, seus efeitos são fracos (ou, pelo menos, sem graça).

Além disso, ao tentar criar uma “mitologia” dentro da história, utilizam algumas soluções duvidosas. A principal delas, é o fato dos lobos “do bem” recorrerem à uma solução boba, para controlar seu instinto animal. Ficam todos acorrentados, seja num porão ou dentro de um caminhão, algo extremamente trabalhoso e sujeito à falhas. Não seria mais simples trancarem-se um jaulas individuais? Ou serem sedados? Ou ambos?

Outra solução, no mínimo duvidosa, é a encontrada pelo chefe da gang do mal: ele e sua namorada usam o sexo para controlar o lado animal… sem comentários, pois na minha opinião, o efeito deveria ser contrário: despertaria o lado animal com ainda mais intensidade… mas tudo bem, não deixa de ser criativo.

Fora isso, temos um roteiro fraco, com personagens que passam a vida em função da tal professia, mas que botam tudo a perder por motivos estúpidos. E personagens bons que viram mocinhos… e vice versa.

Tudo isso, resulta num filme descartável, com mocinhos fugindo e vilões os perseguindo sem pressa nenhuma (com tempo inclusive para atacar um bar e fazer uma boquinha).

Indicado apenas para fãs de filmes de ação, com paciência para ignorar os furos da história e se divertir com os vários tiroteios (está mais para faroeste do que para terror) e lutas.

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