QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO

setembro 22, 2007 às 11:43 am | Publicado em Filmes | Deixe um comentário
Davi Cruz – Nota 6,0

Na falta das minhas séries preferidas (todas em recesso – sendo que a terceira temporada de BONES começa no próximo dia 25) resolvi assistir à alguns blockbusters. Apesar de algumas excessões, como o ótimo ULTIMATO BOURNE tenho sentido muito a falta da continuidade e da identificação com os personagens, tão presente nas séries. Nos filmes, tudo acaba sendo muito raso e acontecendo rápido demais.

E esses defeitos ficam ainda mais acentuados em filmes como essa continuação (FANTASTIC FOUR . Posso dizer que o assisti sem maiores problemas e é um passatempo bastante divertido. Mas, mesmo assim, não pude deixar de perceber diversos problemas na história.

História essa que mostra os heróis, agora super-famosos, lidando com a fama, falta de privacidade e, para variar, com alguns acontecimentos misteriosos – logo explicados como parte do trabalho do SURFISTA PRATEADO (ridículo em todos os sentidos), que prepara planetas universo afora, para que o ser patrão Galactus possa alimentar-se deles – e destruí-los, é claro.

Os efeitos digitais são realmente muitos bons – mas isso não deixa de apenas obrigação, em um filme com um orçamento tão generoso – mas fora isso, fica pouca coisa a ser lembrada.

Algumas piadinhas são boas, mas a maioria apenas se esforça para isso, sem conseguir o resultado esperado. E quem é que disse que é divertido acompanhar a arrogância e o estrelismo do herói Johnny Storm (Chris Evans de CELULAR)?

Aliás, arrogância é o que não falta aos principais personagens da trama. O que dizer do singelo discurso de Reed Richards (Ioan Gruffud, que conseguiu fazer um bom papel como Lancelot, no fraco REI ARTHUR) onde o herói gaba-se por ser “uma das mentes mais brilhantes do século XXI” e ser casado com “a mulher mais gostosa do universo”. Só faltou dizer que, por ser o Homem Elástico, possuía o “maior pênis do universo”…

Além disso, achei extremamente bobo o resultado do contato entre o Surfista Prateado e Johnny Storm: o Homem Tocha passava a trocar de poderes com o personagem que o tocava. E para reverter o processo, bastava um novo toque… pratico com usar um iPhone…

Provavelmente os roteirista imaginaram que essa seria uma boa desculpa para cenas cômicas… quanta besteira…

E o que dizer do “super-carro-voador” criado por Reed…. Por que criar aquilo em segredo? E ainda por cima, com a grade frontal dos carros da Dodge…. “Ele tem motor HEMI?” pergunta Johnny para o cientista, que responde com um enorme sorriso “É claro”… putz… Fiquei surpreso por eles não passarem em um Mac Donald’s e comprarem um sanduíche e uma Coca-Cola, antes de enfrentar os vilões… Posso parecer chato, mas essas sequências de merchandising explícito me aborrecem profundamente. O que seria muito legal e até bastante divertido, num comercial de TV, fica forçado demais no meio da trama.

Outra bobagem, muito bem lembrada pelo Pablo Vilhaça, em seu excelente comentário no CINEMA EM CENA , diz respeito a qual o motivo para que o Dr. Destino voltasse a colocar a sua máscara, no meio da hsitória, sem mais nem menos? Apenas para que nós, espectadores estúpidos, possamos perceber que ele é um vilão malvado e poderoso?

Bom, resumindo: o que dizer de um filme que consegue deixar Jessica Alba feia? Aquela peruca loira definitivamente é mais ridícula que a usada por Halle Berry na franquia X-MEN…

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