RESIDENT EVIL: EXTINCTION

outubro 8, 2007 às 11:04 am | Publicado em Filmes | 1 Comentário

Davi Cruz – Nota 5,0

Como fã incondicional dos games da série RESIDENT EVIL, é grande decepção que escrevo sobre esse terceiro filme.

O primeiro filme, de 2002, havia sido bastante fiel aos games e, mesmo com um orçamento considerado pequeno, tinha ares de super-produção, alem de nos brindar com bons sustos. O segundo filme incorporava mais alguns elementos dos jogos e, apesar de alguns erros (o mostro Nemesis entre eles) ainda era uma boa diversão.

Porém este terceiro RESIDENT EVIL, com uma produção relativamente caprichada, peca pela história, que simplesmente não tem pé nem cabeça!

O roteiro é uma verdadeira colcha de retalhos! Temos uma atmosfera MAD MAX com cenas chupadas de diversos filmes. Muitos elementos interessantes, dos filmes anteriores foram simplesmente ignorados! Não é a toa que me senti perdido (na realidade, o roteirista é quem estava perdido).

Pra começar, não consigo pensar num motivo que não a redução do orçamento, para justificar o fato do planeta ter se transformado em deserto em poucos anos. Ora, se o T-virus não afeta as plantas e com as fábricas (e demais poluidores) parados, o que seria o mais aceitável seria um mundo tomado por uma densa vegetação…

A história mostra um grupo de sobreviventes rodando pelo deserto com carros transformados (só faltou a música tema de MAD MAX, enquanto eles rodavam pelas estradas abandonadas). Dentre eles, destaque apenas para Ali Larter (a Nikki de HEROES). Eles acabam encontrando Alice (Milla Jovovich – essa sim, durona e ótima como sempre) e depois passam os resto do filme sendo perseguidos (e mortos) por zumbis…



Algumas sequencias, mesmo que também copiadas de outros filmes até que poderiam ser interessantes: por exemplo, a tentativa de “domesticar” um zumbi (já vista no clássico O DIA DOS MORTOS-VIVOS) começa bem, com o zumbi manuseando um câmera digital. Porém é previsível demais e ainda por cima mal conduzida.

Outras seqüencias, além de demonstrarem a enorme cara-de-pau dos realizadores, como aquela cópia de OS PÁSSAROS, ainda mostram um descaso com a qualidade, já que os efeitos digitais são muito fracos.

O velho clichê do gênero: “personagem mordido por zumbi que não conta isso pra ninguém” está presente, assim como “herói mordido por zumbi que faz ato heróico antes de se transformar” e para dar uma ar de “descolado” ao roteiro, a última coisa feita por este herói é acender um cigarro de maconha, enquanto é atacado pelos zumbis. Só faltou, ele comprar munição e armas dos traficantes do Rio de Janeiro…

Enquanto isso, elementos que poderiam render momentos de tensão, são pouco explorados. Me refiro, principalmente, as cenas onde os personagens exploram locais abandonados (como o Posto de Gasolina) – algo bastante comum e eficaz nos jogos.

O filme não assusta e praticamente não temos cenas repugnantes (o bom e velho gore), como era de se esperar num filme de zumbis. E sinceramente, não gostei dos poderes tele-sinéticos de Alice… muito X-MEN pro meu gosto. Além disso, aquele final, com os milhares de clones – lembrando MATRIX, foi totalmente ridículo.

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1 Comentário »

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  1. “justificar o fato do planeta ter se transformado em deserto em poucos anos. Ora, se o T-virus não afeta as plantas”

    no começo a Alice ta narrando e falando o que aconteceu com o mundo e fala q o T-Virus fez isso SIM com a vegetação, e no meio do filme fala mil vezes que se passaram 5 anos!!

    (ou era 2 anos) vou ver denovo e confirmo!!

    x)!


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