Garrincha – Estrela Solitária

dezembro 4, 2007 às 1:47 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário
Davi Cruz – Nota 5,0
Ontem, por curiosidade, acabei assistindo ao filme GARRINCHA – ESTRELA SOLITÁRIA e, apesar de ser uma produção de 2003, achei interessante postar aqui um pequeno comentário sobre ela. Após ótimas produções, como CIDADE DE DEUS e TROPA DE ELITE, fui assistir a essa produção nacional com uma enorme boa vontade. Além disso, por tratar de um assunto que eu adoro – futebol – bastaria que o filme fosse apenas razoável para que eu me sentisse satisfeito.
Infelizmente, sou obrigado a admitir que o filme é péssimo, com idéias e seqüências que chegam a ser constrangedoras – lembrando produções nacionais capengas, dos anos 70 e 80.
Inicialmente, o que chama a atenção é a enorme quantidade de cenas de sexo – o que não achei adequado para um filme que, pelo assunto, poderia ser uma diversão para toda a família. Mas tudo bem, se era assim que queriam retratar a vida do craque MANÉ, que pelo menos, o fizessem com um mínimo de criatividade e qualidade. Mas não: o diretor limita-se a alternar as cenas entre André Gonçalves lambendo as atrizes ou a câmera focando alguma bunda. Tudo soa artificial e burocrático demais.
Falando em André Gonçalves, é impossível não perceber que ele, obviamente, não deveria ter sido escolhido para o papel. Além das suas visíveis limitações como ator, seu tipo físco não lembra em nada o jogador. Ele é franzino, pernas retas, gosto totalmente diferente.
As cenas que mostram ele jogando futebol são pavorosas – entre elas, destaque para os momentos iniciais, onde temos uma pelada em um campinho na bera de um matagal. Sempre que o ator (aliás, todos os atores são ruins de bola) pega na bola, a cena é encoberta pelo corpo dos expectadores da partida – num recurso estúpido para disfarçar a falta de habilidade dele. Em outros momentos, a câmera acompanha apenas os pés dos “jogadores” conduzindo a bola com uma total falta de coordenação.
Pior que isso, só mesmo a recriação do desfile de carnaval. Qualquer programa de TV, ao estilo ZORRA TOTAL, teria uma produção muito, mas muito mais caprichada.
Não gostei do fato de não terem mostrado a infância do atleta, o que com certeza, nos faria entender um pouco mais a personalidade dele. Aliás, falando em personalidade, é praticamente impossível, através do filme, tentar entender o personagem. Nunca sabemos se ele é depressivo, se é burro ou se é mal caráter.
A maquiagem (ou a falta dela) atrapalha muito também. Os praticamente praticamente não mudam – mesmo com o passar de mais de 30 anos, ficam todos sempre com a mesma cara.
Quem se salva é apenas Taís Araújo, que consegue inclusive ficar feia para parecer Elza Soares. Ela consegue copiar todos os trejeitos de seu personagem e até dublar razoavelmente os números musicais.
Encerrando, fica a minha irritação com o fato do diretor tratar o expectador como débil mental. Além dele estampar na tela a palavra RIO DE JANEIRO, logo após mostrar imagens do Cristo Redentor e do Corcovado (alguém poderia pensar que ali era PARIS ou NOVA IORQUE, né?), ele ainda coloca uma narração no momento que um personagem retorna ao Chile, para cumprir uma promessa feita ao amigo Mane, colocando a camisa 7 deste sobre o altar da igreja – pois imaginou que ninguém conseguiria entender aquela cena…

Deixe um comentário »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: