OS ESPARTALHÕES (Meet The Spartans/2008)

março 30, 2008 às 8:23 pm | Publicado em Filmes | 10 Comentários

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Davi Cruz – Nota 3,0

A cena, ocorrida enquanto assistíamos a OS ESPARTALHÕES resume bem as “qualidades” do filme: das 6 pessoas presentes, fui a única a não dormir – e isso me deixou profundamente irritado, já que, ao final do filme, percebi o quanto havia desperdiçado meu precioso sono…

Senti uma enorme saudade de filmes como TOP SECRET, TOP GANG e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ que, com todos os seus defeitos, me pareceram verdadeiras obras de arte, comparados com essa porcaria.

OS ESPARTALHÕES tem até algumas (poucas) boas idéias, principalmente nos momentos iniciais. Posso destacar o bebê-Shrek, como espartano “defeituoso”, as tatuagens da Carmen Electra (mostrando quem já havia “traçado” a atriz) e a piada que cita o trabalho escravo de crianças nas fábricas da Nike. 

Porém as demais piadas, além de serem excessivamente voltadas ao pública americano, não são nem um pouco engraçadas e, para piorar, são repetidas até a exaustão. O que dizer daquela seqüência em que os dois exércitos se enfrentam num concurso de dança, para logo em seguida se enfrentarem em um concurso de piadas? Talvez agradem ao público americano, mas para mim, pareceram intermináveis.

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As piadas sobre o homossexualismo dos espartanos até divertem num primeiro momento, mas também são repetidas até tornarem-se irritantes, o mesmo acontecendo com a alusão às “famosas-sem-calcinha” e aos jurados de programas como AMERICAN IDOL.

Ainda posso citar a irritante seqüência onde vários personagens são jogados em um poço, um após o outro, culminando em um efeito especial terrivelmente mal feito. Cena longa e sonolenta…

Fora esses problemas já citados, ainda temos o fato de que vários personagens famosos são inseridos sem qualquer critério ou um mínimo de criatividade. A cena que melhor ilustra isso é a que mostra o MOTOQUEIRO FANTASMA aparecendo no meio de uma batalha. Ele simplesmente aparece, fala alguma bobagem e é “apagado” por outro personagem, com um extintor… Quanta criatividade, não é?

Não vou prolongar mais esse comentário, já que o filme realmente não merece. Deixo apenaso meu aviso: fujam deste ilme. É preferível assistir  ZORRA TOTAL…

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FÉRIAS DO MR.BEAN (Mr. Bean´s Hollyday/2007)

março 30, 2008 às 7:51 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

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Davi Cruz – Nota 7,0 

Domingão, sem muitas opções na TV (e nem no HD), fui assistir ao filme FÉRIAS DO MR. BEAN sem nenhuma grande expectativa. Para minha surpresa, encontrei um filme rápido (apenas 82 minutos) e muito agradável. Mesmo sem o uso de cenas de nudez, palavrões ou piadas sexuais, tão exageradamente comuns nas comédias atuais, o filme consegue ser divertido.

A história é simples e mostra o atrapalhado Bean viajando rumo sul da França, mais precisamente paraa região de Cannes. No caminho ele se envolve em diversas confusões, que vão desde a perda da carteira com todos os documentos até a invasão do Festival de Cannes.  As situações são razoavelmente criativas e, mesmo não provocando grandes gargalhadas, conseguem divertir.

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Logo nos primeiros momentos, Bean , já na França, pega um táxi errado e vai parar longe da estação do trem – atrasando seu roteiro. A partir daí, suas ações atrapalhadas e a dificuldade com o idioma (aliás, qualquer idioma do mundo é difícil para o personagem) atrapalham cada vez mais os seus planos e acabam envolvendo outras pessoas também. Acidentalmente, ele faz com que um pai e seu filho se separem no trem e, sentindo-se culpado, resolve ajudar o menino, que logo se torna seu amigo. Mais tarde, os dois juntam-se a uma atriz, que lhes dá carona até Cannes e, no caminho, se envolvem em novas trapalhadas.

Além das situações já esperadas em um filme do Mr. Bean, me agradou também o uso das imagens geradas pela câmera digital dele (que imediatamente me lembraram CLOVERFIELD), pois além de originarem algumas cenas divertidas, ainda trouxeram um certo ar de modernidade ao filme.

Sei que muita gente não gostou desse filme mas, fica minha dica. É um filme simples e agradável, sem grandes piadas mas quem conseguiu me agradar.

MAGNÓLIA (2000)

março 28, 2008 às 12:08 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário
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Davi Cruz – Nota ainda não definida

Devido a insistência do meu amigo (cinéfilo) Diógenes, acabei assistindo  nesta madrugada  o filme MAGNOLIA, do diretor Paul Thomas Anderson. E, como já devem ter percebido, pela “nota ainda não definida”, o filme realmente me deixou atordoado.

Minha primeira reação, após 3 horas de filme, foi de grande decepção. Talvez por estar numa noite meio depressiva, simplesmente não consegui enxergar todas as virtudes citadas pelos comentários. Esperava ver uma trama mais movimentada, com grandes reviravoltas e um final surpreendente e me decepcionei bastante – achei que a experiência não havia sido proveitosa e que havia desperdiçado meu tempo (e meu sono).

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Mesmo assim, não pude deixar de reconhecer o primor técnico do filme. Várias cenas, altamente complexas e longas me deixaram impressionado. Também achei interessante o modo como o diretor extende algumas cenas e diálogos ao máximo (sem ao menos movimentar a câmera ou fazer algum corte), conseguindo, com isso, deixar o expectador bastante angustiado.

Além disso, desde as primeiras cenas, fica claro que o filme conta com um elenco maravilhoso em ótimas interpretações. Destaque para Tom Cruise, um ator notoriamente limitado, em uma performance surpreendente.

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Dito isso, quero chegar ao fato principal: não sou crítico de cinema e, provavelmente, tenha me faltado uma maior atenção e boa vontade com o filme. Precisei ler, hoje pela manhã, a crítica do Pablo Vilhaça a respeito de MAGNÓLIA para, de queixo caído, conseguir perceber a grandiosidade da obra que estava diante de mim.

Por isso, nem vou me estender mais no meu comentário. Sugiro apenas que leiam o maravilhoso texto publicado no site CINEMA EM CENA e comprovem que, apesar de ser uma obra de  difícil digestão, MAGNÓLIA é, antes de tudo, uma grande obra.

UNEARTHED (2007)

março 26, 2008 às 7:51 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário
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Davi Cruz – Nota 1,0 

Sabem aquelas paródias, no estilo TODO MUNDO EM PÂNICO, onde o roteiro é composto apenas de uma historinha simplória, onde são inseridos diversos personagens e situações retiradas de outros filmes? Pois UNEARTHED é exatamente assim, só que com uma grande diferença: ele NÃO É uma paródia (ou, pelo menos, não deveria ser).

O roteiro, simplesmente ridículo, é uma colcha de retalhos, sem pé nem cabeça, que mistura toda a sorte de clichês e tenta nos convencer de que o filme é assustador.

Tudo se passa numa cidade isolada do Novo México (algo meio VIAGEM MALDITA misturado com PSICOSE), onde os poucos moradores precisam passar a noite junto com alguns forasteiros, presos no local por falta de gasolina. Aos poucos alguns deles começam a ser mortos por uma criatura, que é nada mais é do que uma cópia mal-feita do alienígena assassino de ALIENS. A única diferença é que, ao invés de sangue ácido, o bicho aqui tem um “cuspe ácido”. E quando digo que é uma cópia mal-feita, é porque é mal-feita mesmo: falta fluidez na sua movimentação (parece os antigos monstros criados em stop-motion) e até a iluminação dela é diferente da iluminação do ambiente.

Fora isso, ainda precisamos agüentar uma gama de personagens sem qualquer tipo de carisma que, para piorar, pouco são desenvolvidos. A lista inclui um negro ranzinza, duas loiras que querem ser atrizes, um índio com algum tipo de magia, uma bióloga boazinha, um fazendeiro sem escrúpulos, uma policial alcoólatra que guarda um segredo e um maluco, que desenterrou a tal criatura e agora quer acabar com ela.

Nem sei se posso chamar a frase seguinte de SPOILER, mas vamos lá: se você não viu esse filme (e nenhum outro filme de terror na vida), pode parar por aqui…

Não é preciso ser nenhum expert para perceber, com poucos minutos de exibição que:

– o negro ranzinza e as loiras teriam mortes cruéis, assim como o fazendeiro;

– o índio morreria tentando defender os outros;

– o maluco, responsável pelo incidente, morreria também, mas só no final do filme (como punição);

– a policial alcoólatra morreria de forma heróica, em busca de redenção;

– a bióloga boazinha sobreviveria…

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E, para encerrar, não poderia deixar de comentar sobre a tal fórmula encontrada para matar a criatura. Nunca antes, na história do cinema (isso parece frase do nosso presidente Lulla…) roteiristas criaram algo tão grotesco: no local onde o mostro foi desenterrado, encontram a fórmula (estampada em um vaso indígena) de um veneno capaz de matar o alien. Fazem a mistura e ela não funciona. Imediatamente, um dos personagens saca um contador Geiger e descobre que a formula não havia funcionado porque, na formula original, as plantas eram contaminadas com URÂNIO. Isso mesmo que vocês leram: a bióloga, sem motivo nenhum, desconfia que esse seja o motivo e – acreditem – tem um contador Geiger na sua mochila….

A bizarrice não acaba aí: num estalar de dedos eles extraem urânio de uma pedra, encontrada no local e conseguem fazer a tal fórmula…

Acho que não é preciso dizer mais nada, não é?

Só dei nota 1,0 e não ZERO porque o filme conta com um integrante de LOST em seu elenco: M.C. Gainey, que interpreta Tom na série.

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LOST [4X08] – Meet Kevin Johnson

março 22, 2008 às 12:11 pm | Publicado em LOST | 5 Comentários
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Davi Cruz – Nota 8,0

Graças a TELEMAR, que deixou toda a cidade sem internet (estou em uma lan house, na cidade visinha),  somente hoje consigo postar algo sobre esse surpreendente episódio.

Vou ser bastante direto, tendo em vista que a maioria dos blogs já publicou seu review

TOM E MICHAEL

– A revelação da opção sexual de Tom me pareceu tão forçada e fora de propósito quanto o beijo entre Jack e Juliet, na porta da estação TEMPEST. A impressão é que apenas quiseram garantir ibope entre o público homossexual;

– Fico muito decepcionado quando lido com eventuais desculpas “sobrenaturais” em LOST. Aquela história da ilha “não permitir” a morte de Michael realmente me tira o tesão. Para evitar isso, vou considerar a hipótese de que Tom trocou a arma de Michael – algo totalmente plausível, uma vez que ele teria tempo suficiente para fazer isto, antes de devolver a arma.

SAYD E DESMOND

– Achei muito estúpida a atitude de Sayid, ao entregar Michael para o capitão Gault, sem ao menos pensar sobre isso ou discutir com Desmond. Se fosse uma atitude do doutor Jack, que tem uma personalidade impulsiva, tudo bem, mas o Sayid…

– Muito estranha a reação do capitão Gault… ele não pareceu surpreso em nenhum momento.

BEN LINUS

– Ridícula aquela “pegadinha” da bomba falsa. Realmente ridícula.

– Não sei mais em quem confiar. depois de todas as evidências apresentadas pelo Tom sobre o fake Oceanic 815. Cheguei, inclusive, a teorizar sobre a existência de um terceiro grupo, ainda desconhecido, interessado na ilha. Por isso, Widmore joga a culpa em Ben e vice-versa, ignorando a existência desse grupo, que seria o verdadeiro responsável. Tal grupo, depois de descoberto, poderia ser formado pelas pessoas que serão assassinadas pelo Sayid, a mando do sr. Ben Linus…

FINAL

– Como Frank Lapidus não está no barco, imagino que ele possa ter trazido para ilha alguns dos assassinos de Widmore, que seriam os responsáveis pelos disparos na cena final.

– Nada como o medo para transformar as pessoas. Alex, que sempre repudiou o fato de ser filha de Ben, não pensou duas vezes na hora de gritar, para toda a ilha ouvir, que não deveria morrer por ser filha dele.

– Outra hipóstese seria de que os disparos foram realizados pelos “protetores” do templo, por engano, ou então, a mando de Ben Linus – uma vez que nenhum deles atingiu Alex.

MINHA OPINIÃO

Realmente é muito difícil de agradar aos fãs de LOST. Muito se reclamou da falta de respostas em temporadas anteriores e agora, justamente quando respostas são dadas a cada 15 segundos, temos novas reclamações.

Eu mesmo, acredito que um dos defeitos dessa nova temporada seja justamente o excesso de respostas. Até porque, a maioria delas, não chega a ser surpreendente. Por isso, acabamos tendo episódios tão fracos como este MEET KEVIN JOHNSON. Quando disse que se tratava de um episódio surpreendente, no início do texto, foi porque ele realmente me surpreendeu: pela falta de emoção e de conteúdo.

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