CLOVERFIELD

março 10, 2008 às 9:54 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário
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Davi Cruz – Nota 9,5

Inspirado em uma velha canção do LEGIÃO URBANA, chamada OS ANJOS, tentarei expressar minha opinião sobre CLOVERFIELD de uma maneira bem simples: imaginemos um enorme liquidificador, onde são colocados os filmes GUERRA DOS MUNDOS (do Spielberg), GODZILLA (o original) e a BRUXA DE BLAIR. Alias, nem colocaremos A BRUXA DE BLAIR no liquidificador. Ele será a forma, onde a mistura será depositada.

O resultado dessa receita, na minha modesta opinião, seria algo parecido com CLOVERFIELD.

Não pareceu apetitoso? Vou melhorar um pouco: utilizaremos apenas a idéia central de GODZILLA (um monstro destruindo uma cidade) e o apuro técnico de GUERRA DOS MUNDOS (descartando as bobagens daquele roteiro). Como tempero, as chocantes imagens, ainda vivas na nossa mente, dos atentados do 11 de Setembro. Não podemos esquecer do toque de criatividade do produtor J.J. Abrams (criador de nada mais, nada menos do que a série LOST). Agora sim, colocaremos a mistura na forma BRUXA DE BLAIR e teremos o sensacional e impactante CLOVERFIELD.

O filme se inicia durante a festa de despedida de Rob, que está de mudança para o Japão. O cenário é seu um apartamento em Manhatan. Durante a longa introdução (que, na sessão em que assisti ao filme, afugentou vários expectadores com pouca paciência), acompanhamos as filmagens dessa festa, sob o ponto de vista de Hud (ou melhor, da câmera que ele opera), grande amigo de Rob.

Apesar de longa, essa introdução tem uma função clara e fundamental para o sucesso do filme: é através dela que passamos a conhecer bem os personagens e, por isso mesmo, que nos preocupamos com o que virá a acontecer.

Assim, quando a primeira explosão acontece, já estamos praticamente nos sentindo parte daquele ambiente: “Pô, o Rob vai embora justamente agora, que conseguiu ficar com a Beth…”. É com pavor que, na seqüencia, assistimos à vários prédios desabando. A partir daí, o filme se limita a seguir esses personagens em sua desesperada tentativa de sobreviver.

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O diferencial, claro, é o modo super-realista com que tudo é mostrado. Os efeitos são simplesmente espetaculares. Cenas como a queda de um helicóptero (mostrada sob a perspectiva que alguém que está DENTRO da nave) e aquela, para mim já clássica, que mostra a cabeça da Estátua da Liberdade sendo arremessada em uma rua movimentada, simplesmente me deixaram boquiaberto.

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É claro que o filme tem os seus defeitos e algumas coisas são difíceis de engolir (principalmente o fato do personagem não largar a câmera e não parar de filmar nem nos momentos em que claramente corre o risco de morrer). Porém, se ignorarmos esse fato, assim como algumas outras pequenas falhas, CLOVERFIELD mostra-se como uma experiência única.

Para quem ainda não o assistiu, aqui vai uma dica: corra para o cinema mais próximo, antes que saia de cartaz.

1 Comentário »

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  1. Eu tbm adorei o filme. Tudo muito bem feito e ainda por cima deixar no vazio a origem do monstro foi ótimo… é como se nós estivéssemos no filme sem saber o que está acontecendo…

    Abraço, Davi!

    Ps.: já tem seu link no Teorias LOST!!


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