O NEVOEIRO (Stephen King’s The Mist, 2007)

março 13, 2008 às 11:46 am | Publicado em Filmes | 24 Comentários
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Davi Cruz – Nota 6,0 

Embora eu tenha gostado do filme CINE MAJESTIC e adorado A ESPERA DE UM MILAGRE e UM SONHO DE LIBERDADE, todos escritos e dirigidos pelo francês Frank Darabont, preciso confessar que o nome dele, estampado no cartaz de THE MIST, não me motivou muito.

Talvez porque o filme em questão tivesse a pretensão de ser “assustador” – algo que não combina muito com a filmografia de Darabont – ou simplesmente por pensar que já era o momento do diretor virar essa página, ou seja, deixar de adaptar roteiros do Stephen King e tentar algo novo.

Enfim, minha última experiência com obras do Stephen King havia sido péssima (o filme 1408, recordista absoluto de comentários aqui no blog) e fui assistir THE MIST com uma pulga atrás da orelha.

Antes de mais nada, quero deixar claro que estou comentando apenas o filme e não as obras de King (de quem, volto a repetir, sempre fui fã).

THE MIST conta a história de um grupo de moradores de New England que, devido a um forte nevoeiro, ficam presos dentro de um supermercado. Inicialmente, ficam ali apenas por precaução, uma vez que na noite anterior, uma tempestade havia causado diversos incidentes. Uma grande quantidade de carros da polícia, do exército e do corpo de bombeiros, passando pela avenida a todo o momento, faz com que o clima fique cada vez mais tenso.

A chegada de um outro morador ao mercado, ensangüentado e desesperado, acende o alerta vermelho: algo está errado. Algumas pessoas, não acreditando no perigo que correm, resolvem sair do prédio e são atacadas, por algo não identificado, no meio do nevoeiro.

É quando o protagonista, David Drayton (Thomas Jane de O JUSTICEIRO, que aliás é a cara do Christopher Lambert) vai até o depósito no fundo do mercado, em busca de um cobertor para o seu filho, e percebe que alguma coisa está forçando a porta de metal. Ele tenta avisar às outras pessoas do local, mas ninguém acredita nele…

Até aí, posso garantir que o filme mereceria uma nota 10. Visualmente interessante, muito tenso e com um bom desenvolvimento de todos os personagens, esta parte inicial  fez com que eu acreditasse que estava diante de um ótimo filme de terror.

the-mist1.jpg

A partir desse momento, porém, algumas escolhas erradas do diretor e uma quantidade enorme de clichês fizeram com que o filme desandasse para o atual padrão da indústria cinematográfica, ou seja, o do filme-de-terror-que-não-assusta.

O curioso é que, das escolhas erradas do diretor, duas são exatamente opostas. A primeira delas, diz respeito à uma antiga regra do cinema, que diz não se deve mostrar a “criatura” (monstro, serial killer, etc) muito cedo. No caso deste filme, mesmo que só sejam mostrados os tentáculos do monstro, isso acontece realmente muito cedo e numa cena muito longa, que acaba prejudicando o impacto que este elemento deveria causar.

Já a segunda escolha refere-se ao uso dos efeitos sonoros. Muitos reclamam do uso excessivo da trilha e dos efeitos sonoras, como recursos para causar sustos em filmes mornos. Por isso, foi até com bons olhos que percebi que este não era o caso de THE MIST: aqui, o uso destes recursos é mínimo. Porém, o que deveria ser uma qualidade, acabou prejudicando o filme em alguns momentos. Um deles é a primeira aparição dos tentáculos, quando um garoto é arrastado por eles. O silêncio (aliado a falta de atitude dos outros personagens) chega a ser constrangedor, me fazendo bocejar em uma cena que deveria ser tensa.

O filme tem méritos, é importante dizer. Talvez o principal seja que, como em toda história de Stephen King, os monstros sejam mero pano de fundo, para mostrar a reação das pessoas, diante de situações absurdamente inesperadas. Aqui, a clausura, o medo e as diferenças pessoais, que vão desde a rixa entre os “locais” e os “visitantes” até as diferenças religiosas, criam um clima hostil, onde muitas vezes ficamos em dúvida se é mais perigoso permanecer dentro do prédio ou tentar a sorte no nevoeiro.

Falando em diferenças religiosas, uma grande coincidência ocorreu ontem. Enquanto “zapeava” pela TV, acompanhei a alguns momentos da novela DUAS CARAS, que mostravam fanáticos religiosos (evangélicos) linchando o personagem homossexual. Logo depois, ao assistir THE MIST, me deparei com cenas de fanatismo muito parecidas, já que uma personagem (fanática religiosa e maluca) incita os seus seguidores contra aqueles que, segundo ela, eram os responsáveis pela “ira divina”, causadora de toda aquela situação.

Esse é um assunto realmente interessante e que iniciativa de discuti-lo já merece aplausos (tanto na novela quanto no filme). Mesmo que, nos dois casos, a coisa toda seja mostrada quase de uma forma caricata, nunca é demais lembrar que, numa escala maior, o fanatismo tem causado guerras e trazido sofrimento para o mundo todo. Mesmo que nem todo fanático resolva jogar um avião contra um prédio, ou algo parecido, é sempre importante discutir o assunto.

Voltando ao filme, também gostaria de citar que os efeitos visuais são muito bons, principalmente no que diz respeito ao capricho com que as criaturas digitais são inseridas nas cenas. Porém, cabe aqui um comentário: apesar de bem realizadas, as criaturas também não assustam. Algumas delas têm uma ridícula “cara de caveira”, que mais diverte do que dá medo.

Atenção: caso você ainda não tenha assistido ao filme, o texto a seguir contém SPOILERS)

Para encerrar, minha opinião sobre o final do filme: ele é horrível.

OK, talvez este seja o mesmo final do livro (estou chutando, pois não o li) ou então quiseram fugir de qualquer tipo de final feliz. Isso não importa. Apenas achei que os personagens foram burros e/ou precipitados demais. Custava esperar um pouco mais?

Filme apenas mediano, com um ótimo começo, mas que, a partir da segunda metade, decepciona bastante.

24 Comentários »

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  1. O problema das adaptações de King é que não existe meio termo. Existiram as obras primas: O Iluminado, Espera de Um Milagre, Um Sonho de Liberdade e A Tempestade do Século.

    O resto descamba de uma maneira terrível e irrecuperável.

    Uma pena.

    • Pelo amor de Deus… Assisti a quase todos os filmes… Em especial o Iluminado e um Sonho de Liberdade…

      Esse filme, no começo, achei podre quando apareceu aqueles tentáculos… talvez a continuidade poderia ter sido melhorada, no roteiro… mas foi um dos melhores filmes que assisti NA VIDA… se comparado aos outros dois citados, que dou nota 10, daria nota 8 para este… ou seja, um excelente filme…
      GOSTO É GOSTO, E MEUS AMIGOS QUE ASSISTIRAM, ADORARAM MAIS DO QUE EU… FALTOU SÓ MIDIA PARA ESTE…

  2. Oi:

    Encontrei teu blog por meio da tag surfer, permita-me dar minha opinião? :)

    a) O Iluminado = a interpretação de Jack Nicholson foi ótima, mas o Kubrick não conseguiu transportar para as telas a ‘influência’ do hotel na mente da personagem Jack. Além disso, o final do livro foi muitíssimo melhor do que o do filme,
    b) À espera de um milagre = excelente,
    c) Carrie, a Estranha = no filme não ficou claro para todos a exata dimensão dos ‘poderes’ da menina,
    d) Christine = também ficou meio sem sentido, pois não conseguiram fazer com que as modificações efetuadas no carro eram meio ‘sobrenaturais’,
    e) Montado na bala = horrível, mas tb não apreciei o livro,
    f) Desespero = o livro é muitíssimo mais assustador,
    g) It = ah, o filme acabou com o livro. Derry tinha uma influência assustadora e no filme o ‘parcimonioso’ parecia apenas um serial killer
    .

    Abraços
    :)

    • A ESPERA DE UM MILAGRE FOI PÉSSIMO, HORRÍVEL..
      UM EXCELENTE FILME, MAS HORRÍVEL..
      MUITO INFANTIL…. PARA MULHER MESMO… COMO COMÉDIA ROMÂNTICAS…
      DE TODOS, INDISCUTÍVEL: 1º UM SONHO DE LIBERDADE E 2º O ILUMINADO…
      E TODOS OS ATORES DO ILUMINADO FORAM EXCELENTES… MELHOROU ATÉ O LIVRO….

  3. Fátima, obrigado pelos comentários.
    Todos realmente tem fundamento.
    A única questão, que insisto desde que iniciei o meu primeiro blog, é que – quando comento um filme – estou comentando apenas O FILME.

    Acho que, para ele ser bom ou ruim, independe do fato de ser igual ao livro. Filme é filme, livro é livro.

    Estou falando isso mais em relação aos comentários desse gênio chamado André.
    Aliás, para ele, só digo uma coisa: lerei o livro se eu quiser. E se você não gostou do meu comentário, OK. Basta não aparecer mais aqui.

    • Amigo… gosto é gosto, livro é livro… eu mesmo, reprovo quase a totalidade de suas manifestações sobre este filme “o nevoeiro”. Acho q a única coisa que poderia ter sido melhorada e a continuidade… no roteiro até o meio do filme… achei podre os tentáculos do começo… acho que bastava deixar tudo um pouco menos iluminado…
      Mas é um excelente filme… Meus amigos, igual a mim, não se motivaram muito, mas quando assistiram, acharam o melhor filme da vida… e esse filme e estória é meio nerd… para homem e que gosta de et… então, como disse no começo… gosto é gosto… livro é livro…

      • E mais um coisa… parabéns pelos comentários… ainda que críticos, só quem conhece para ter uma boa opinião como vc… abraço…

  4. Ainda não vi esse filme (the mist) mais estou muito curioso para ve-lo pois ja vi o trailer e vejo muitos comentarios sobre ele gostaria de saber onde baixa-lo se alguem souber por favor me passem o site.

  5. Bom, cada um tem seu entendiment. Você esperava um filme de monstros, e um filme de monstros é a última coisa que Darabont queria fazer. Nada de polêmica, é uma das razões de Shyamalan ser amado e odiado, e pessoalmente considero Shyamalan um gênio.
    Darabont – e King também – não estão falando de névoas, monstros, portais, sustos ou medo, mas, como diz o próprio cartaz, “o medo muda tudo”. Falam de comportamento, loucura, fanatismo, falta de perspectiva e falta de esperança. É a falta de fé e esperança, por exemplo, que levam ao final. E o final é desesperador, o que é assustador quando se pensa que quem está ali gritando é o insosso Thomas Jane, talvez na melhor cena da carreira dele. Você pergunta “custava esperar um pouco mais?” Taí o efeito que era para ter causado, justamente essa indignação. Isso é falta de fé, esperança, desespero diante do medo… o medo muda tudo.
    A metade final é muito mais forte que o início – por sinal, esse sim, repleto de clichês e um nível acéfalo dos personagens em suas atitudes. Pessoalmente, gostei da cena dos tentáculos justamente na trilha sonora – ou ausência dela. Me aborrece diretores que fazem uso dela para captar a atenção da platéia por absoluta falta de consciência do que estão fazendo, e Darabont, é claro desde o início, não quer assustar ninguém. Nem é seu forte. Por isso discordo de todas as suas afirmações sobre o erro em mostrar o monstro muito cedo, não assustar ou mesmo o “filme de terror que não assusta.”
    Temos opiniões diferentes, mas é sempre bom essa troca. Sempre se aprende com isso.
    Abraços!

    • Concordo plenamente com você! Adorei esse filme. Não li o livro, mas pelos comentários, percebo que o final do filme parece ser muito mais incômodo do que o livro.

      Tudo o que você citou nesse texto é o que me faz amar filmes apocalípticos com ameaças constantes (A Noite dos Mortos Vivos, Ensaio Sobre a Cegueira, O Nevoeiro), mas a maioria é tão clichê e tão preguiçosa que eu simplesmente detesto. Eu sempre fico achando que o diretor teve um p* assunto para tratar nas mãos, mas preferiu dar atenção aos monstros – que, devido à enxurrada de filmes de terror do mercado, estão enfrentando cada vez mais problemas em assustar o público. Quem nunca ouviu falar do grande impacto que O Monstro do Pântano ou O Exorcista causou em suas respectivas plateias? Mas hoje a história é bem diferente. Ao contrário do medo dos monstros, que tem ficado cada dia mais banalizado, eu acho que o medo daquilo que nos transformamos quando privados de abrigo, alimentação e descanso ainda é muito assustador porque ainda é muito real. Arriscaria dizer que é cada dia mais real.

      Com todos os defeitos do filme (sim, ele os tem), eu ainda acho que aquele final é o que ficará na sua cabeça durante vários dias, um desejo de nunquinha ter que passar por algo parecido, pelo simples fato de você não saber se seria tão precipitado quando o personagem. Eu fico com medo de, em um mundo caótico, me conhecer.

  6. “A primeira delas, diz respeito à uma antiga regra do cinema, que diz não se deve mostrar a “criatura” (monstro, serial killer, etc) muito cedo.”

    Apreço por regras e coisas antigas… tá aí o motivo pro Davi não ter gostado do filme hehehe

  7. Cara hoje que consegui assiti ao filme, morar em fim d mundo é uma merd***, mas sem mudar de assunto. Cara adoro as histórias de King, mas alguns filmes, não só dele como de outros autores, pecam no final. Detestei o final do filme, realmente o cara bem que poderia ter esperado um pouco mais, e sim não é o final do livro, nao o li mas pesquisando na net sobre ele descobri q o final de Frank foi escrito por Frank. Não concordo com vc sobre o fato das criaturas serem apresentadas logo no início. Ficou muito bom, da uma impressão pra gente do q está por vir… Tentáculos nossa a coisa ta feia… e a cena do gigantesco monstro passando na frente deles na estrada, demais… Me lembro mto o JOgo Half Life fugindo de seres de outra dimensão…

    Adorei o filme e espero que os diretores parem de reescrever o final e se quiserem fazer isso por favor parem de ser estudpidos… Matar os amigos e o próprio filho não revela desespero e sim como ele fraco, burro e desumano com o proprio sangue dele….

    Abraços

  8. Sem querer dar uma de chata com papo cabeça, mas acho que a grande sacada do filme é que mostra como o homem, mesmo com séculos de evolução é incapaz de manter o auto controle em situações totalmente inesperadas, que remetem a um estágio pré histórico, em que, como dizia Hobbes (estudei de leve no começo da faculdade há anos e não lembro de muitos detalhes) o homem é mau por natureza, o que resta evidenciado na cena em que “crucificam” e matam o soldado sem a menor piedade, e também são incapazes de controlar o caos. Acredito que a mensagem final se baseie na controvérsia do personagem central, que, a princípio tem um surto de fé e heroísmo, mas em seguida fraqueja e toma uma atitude desesperada fazendo o que faz no fim… Os monstros são meros coadjuvantes! Sei lá, só uma opinião…

  9. Concordo com vc Renata. Mas acredito que sim a história não se baseia mesmo em monstros e terror, mas sim em como aquela sociedade iria recomeçar longe das regras impostas por seculos pela humanidade. O ser humano eh sim mau por natureza, mas nem todos, acredito que ele se perdeu fazendo o personagem um herói e depois ele perdendo a sua fé nele mesmo e nos outros. Pela sua personalidade ele iria continuar lutando..

    Abraços

  10. O filme “Ensaio sobre a cegueira”, baseado no livro de José Saramago, fala também sobre como as atitudes podem ser inesperadas e inacreditáveis em situações que fogem as regras “naturais” ou impostas pelos próprios homens e como os seres humanos “civilizados” sob intensa pressão e caos volta ao seu primitivismo.

  11. achei o filme muito,mais muito bom mesmo…
    não achei q os efeitos especias foram bem feitos naum(exceto a criatura gigante q ficou muito bom).
    o filme me surpriendeu pois eu achava q seria sustos bobos,e aquele clima de filme do supercine.
    não q eu não tenha gostado do final do filme,mas tbm acho q realmente o cara bem que poderia ter esperado um pouco mais ante d desistir neh.

  12. obs:
    Muita gente não gostou do final trágico do filme.
    Mas lembram que o Drayton prometeu ao filho, quando estavam deitados no mercado, que não deixaria ele ser pego pelos monstros? O menino o fez prometer isso, e momentos antes do desfecho dentro do carro o que aparentemente ia acontecer era que todos iam ser mortos de forma horrível pelas criaturas.
    …sabendo disso,particularmente já mudei minha opinião a respeito do final do filme!

    • Reclamam do final trágico. Mas eu acho, cá no fundo do meu coração, que se o personagem estivesse esperado e tudo tivesse dado certo, reclamariam do final sacado, batido, hollywoodiano. Sempre reclamam… =p

  13. Acabei de assistir esse filme e não pude me conter vim correndo pra net comentar sobre o mesmo.
    Nunca assisti um filme tão cansativo, chega até ser deprimente, o final é detestavel.
    Claro que gosto é gosto e tudo depende do ponto de vista de cada pessoa, mas esse filme pra mim é nota mil abaixo de zero.
    Me desculpem o dasabafo mas eu precisava rsss

  14. Minha opinião sobre as adaptações:

    A espera de um milagre = Sensacional

    IT = o livro é melhor mas o filme também é muito bom.

    Desespero = para mim adaptação mais fiel ao livro, ler o livro e assistir ao filme é a mesma coisa.

    Carrie – A estranha = Livro é infinitamente melhor.

    Cemitério Maldito = Livro O cemitério, gostei muito mais do livro, porém o filme também é bom.

    O Iluminado = Bom filme, classico…mas livro é melhor.

    Sonambulos = um dos piores que ja assisti, livro também não é um dos melhores de King, mas ganha do filme.

    Conta Comigo = Sensacional, o filme e o livro.

    Dança da Morte = filme longo, mas ótimo.

    Tempestade do Século = ótimo

    Apanhador de Sonhos = livro muito bom, filme rasoavel.

    Maldição = filme Trash, mas da pra assistir.

    Janela Secreta = ótimo livro, filme mediano (mas com belissima interpretação de Jonh Torturro)

  15. O filme e muito bom. O problema e gente que nao entende nada de cinema comentando filomes em blogs e afins.

  16. Esse é o melhor filme que ja vi na minha vida, é extremamente complexo. Mostra claramente os piores defeitos dos seres humanos como: a Hipocrisia,a mentalidade fraca, covardia, a ate a loucura em situacoes dificeis. O filme é brilhante^^

  17. Nossa, você assistiu o mesmo filme que eu? A adaptação do conto neste filme pelo Darabont ficou muito boa (a exemplo dos outros dois filmes, também adaptados do SK, que vc citou). Ele conseguiu pegar o tom do livro certinho – os finais não são iguais, mas o do filme é ousado e chocante, bem interessante e fecha com chave de ouro a idéia dos “verdadeiros monstros” do filme. Pra quem se interessar, veja esta outra resenha:

    http://www.airmandade.net/resenhas/resenhas-de-filmes/47-resenha-o-novoeiro.html

  18. Assisti somente hoje o filme e gostei do modo como foi abordado o tema.

    Torci para que o filme terminasse de modo surpreendente e não clichê do “tudo volta ao normal e termina bem”.

    Achei genial o fim!

    Eles já haviam esperado muito e por isso a decisão.

    Quanto ao comportamento em situações deste tipo, assistam ou leiam “O Senhor das Moscas”.

    Abs…

    (Espero que ainda haja alguém pra ler meu comentário depois desses anos todos…)


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