UNEARTHED (2007)

março 26, 2008 às 7:51 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário
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Davi Cruz – Nota 1,0 

Sabem aquelas paródias, no estilo TODO MUNDO EM PÂNICO, onde o roteiro é composto apenas de uma historinha simplória, onde são inseridos diversos personagens e situações retiradas de outros filmes? Pois UNEARTHED é exatamente assim, só que com uma grande diferença: ele NÃO É uma paródia (ou, pelo menos, não deveria ser).

O roteiro, simplesmente ridículo, é uma colcha de retalhos, sem pé nem cabeça, que mistura toda a sorte de clichês e tenta nos convencer de que o filme é assustador.

Tudo se passa numa cidade isolada do Novo México (algo meio VIAGEM MALDITA misturado com PSICOSE), onde os poucos moradores precisam passar a noite junto com alguns forasteiros, presos no local por falta de gasolina. Aos poucos alguns deles começam a ser mortos por uma criatura, que é nada mais é do que uma cópia mal-feita do alienígena assassino de ALIENS. A única diferença é que, ao invés de sangue ácido, o bicho aqui tem um “cuspe ácido”. E quando digo que é uma cópia mal-feita, é porque é mal-feita mesmo: falta fluidez na sua movimentação (parece os antigos monstros criados em stop-motion) e até a iluminação dela é diferente da iluminação do ambiente.

Fora isso, ainda precisamos agüentar uma gama de personagens sem qualquer tipo de carisma que, para piorar, pouco são desenvolvidos. A lista inclui um negro ranzinza, duas loiras que querem ser atrizes, um índio com algum tipo de magia, uma bióloga boazinha, um fazendeiro sem escrúpulos, uma policial alcoólatra que guarda um segredo e um maluco, que desenterrou a tal criatura e agora quer acabar com ela.

Nem sei se posso chamar a frase seguinte de SPOILER, mas vamos lá: se você não viu esse filme (e nenhum outro filme de terror na vida), pode parar por aqui…

Não é preciso ser nenhum expert para perceber, com poucos minutos de exibição que:

– o negro ranzinza e as loiras teriam mortes cruéis, assim como o fazendeiro;

– o índio morreria tentando defender os outros;

– o maluco, responsável pelo incidente, morreria também, mas só no final do filme (como punição);

– a policial alcoólatra morreria de forma heróica, em busca de redenção;

– a bióloga boazinha sobreviveria…

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E, para encerrar, não poderia deixar de comentar sobre a tal fórmula encontrada para matar a criatura. Nunca antes, na história do cinema (isso parece frase do nosso presidente Lulla…) roteiristas criaram algo tão grotesco: no local onde o mostro foi desenterrado, encontram a fórmula (estampada em um vaso indígena) de um veneno capaz de matar o alien. Fazem a mistura e ela não funciona. Imediatamente, um dos personagens saca um contador Geiger e descobre que a formula não havia funcionado porque, na formula original, as plantas eram contaminadas com URÂNIO. Isso mesmo que vocês leram: a bióloga, sem motivo nenhum, desconfia que esse seja o motivo e – acreditem – tem um contador Geiger na sua mochila….

A bizarrice não acaba aí: num estalar de dedos eles extraem urânio de uma pedra, encontrada no local e conseguem fazer a tal fórmula…

Acho que não é preciso dizer mais nada, não é?

Só dei nota 1,0 e não ZERO porque o filme conta com um integrante de LOST em seu elenco: M.C. Gainey, que interpreta Tom na série.

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