P.S. EU TE AMO (P.S. I Love You/2007)

abril 30, 2008 às 11:19 am | Publicado em Filmes | 18 Comentários

Davi Cruz – Nota 7,5

Posso garantir que não sou um daqueles maridos machistas, que dormem durante filmes românticos. Também quero deixar bem claro que prefiro assistir a uma boa comédia romântica (por exemplo, UM LUGAR CHAMADO NOTHING HILL do que perder meu tempo com bombas como RAMBO 4 .

Portanto, não foi com nenhum tipo de preconceito que fui assistir ao badalado P.S. EU TE AMO. Aliás, fui com um único preconceito: Geraldo Butler (do chato 300) não me parecia a persona mais indicada para este tipo de filme.

Minha surpresa, porém, foi com o fato de que os problemas do filme não passam por Butler. Pelo contrário, ele parece muito a vontade no papel de irlandês brincalhão e apaixonado. É importante citar que, antes de assistir a esse filme, eu havia assistido ao infantil NIM´S ISLAND, onde ele, no papel de cientista e bom pai, havia conseguido se distanciar da imagem de Rei Leonidas.

Os problemas do filme, portanto, estão onde eu menos esperava: na oscarizada Hilary Swank. Ela simplesmente não consegue convencer no papel de jovem imatura, sonhadora e atrapalhada.  Talvez isso ocorra pelo fato de que ela não é nem muito bonita e nem muito feminina – fato esse comprovado pelos seus papéis de maior destaque, todos de mulheres duras (MENINA DE OURO e MENINOS NÃO CHORAM, podendo aí incluir seu bom trabalho em INSONIA). O próprio cartaz do filme, já denuncia isso, abusando do uso do Photoshop, na tentatiza de “suavizar” os traços dela.

A trama também não ajuda muito, pois depende de um plano perfeito demais para funcionar. Mas isso até que é tolerável, tendo em vista que as cartas deixadas pelo finado Gerry são realmente legais e levam a personagem a superar a perda sem grandes reviravoltas ou milagres.

O outro problema, além da já citada Hilary, é o elenco de apoio. Simplesmente não dá para torcer pelas melhores amigas de Holly, todas chatas e sem graça. Aliás, nem dá para acreditar que uma personagem como ela tenha como melhores amigas as tais criaturas. A mãe de Holly, vivida por Katte Bates (TITANIC) também não ajuda, pois passa o filme todo mal humorada.   SPOILER –> ela é tão ranzinza, que fica impossível de acreditar que era ela a pessoa que estava ajudando Gerry com as cartas…

Para encerrar, temos ainda os dois candidatos a “novo amor” de Holly. Um deles, além de muito feito, sofre de algum distúrbio mental e só abre a boca para falar besteiras. O outro, apesar de boa pinta, surge apenas como um aventureiro, que vive de “bicos” – ou seja, para uma pessoa que se irritava por ser pobre e ter que viver em um apartamento pequeno (os americanos não sabem o que é ser pobre…) esse seria o pior candidato possível.

Tirando os problemas  de elenco, o filme em si consegue até ser bacana, tendo inclusive um final bonito e bem resolvido. Uma pena mesmo que o elenco não ajude. 

SPOILER – o fato de mostrar que o trabalho, e não uma paixão forçada, pode ajudar a curar as feridas, me agradou muito.

GOSSIP GIRL [1X14] – The Blair Bitch Project

abril 29, 2008 às 9:39 am | Publicado em Filmes | 4 Comentários
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Davi Cruz – Nota 6,5

GOSSIP GIRL está de volta. Infelizmente assisti ao episódio THE BLAIR BITCH PROJECT logo após ter assistido o maravilhoso THE SHAPE OF THE THINGS TO COME  de LOST e a comparação (desleal) acabou prejudicando, e muito, minha opinião sobre o pobre seriado adolescente.

Enfim, senti que GOSSIP GIRL ainda não engrenou neste seu retorno. Não percibi nenhuma boa história para ser contada. Apenas acompanhamos o casal bacana, formado por Dan e Serena, curtindo seu namoro e levando uma vida tranquila (porém sabemos que isso não dá audiência). Também temos Rufus, sem ter muito o que fazer (após perder a esposa e Lily) e a mudança de personalidade de Jenny – já prevista nos capítulos anteriores (o que é um recurso, dos mais batidos, de roteiristas que não tem uma boa história para contar). Eles simplesmente “humanizam” um personagem mal e tornam mal um personagem bonzinho.

Chuck, o grande destaque do seriado para mim, por ser um personagem mimado e complexo, aparece meio apagado – limitando-se a levar a culpa por algo que visivelmente não havia feito. Blair, por sua vez, está com o filme queimado e vê sua posição ser ocupada por Jenny. Ela resolve lutar para inverter essa posição, mas surpreende-se ao encontrar na “ex-loirinha-boazinha” uma bitch tão astuciosa quanto ela própria.

Espero que a chegada da nova personagem (conhecida, por enquanto, apenas como G) dê uma movimentada na trama. Caso contrário, não sei se terei paciência para aguentar muitos capítulos mais.

Destaque positivo, mais uma vez, apenas para o título criativo do episódio, fazendo uma alusão ao filme A BRUXA DE BLAIR.

UMA CHAMADA PERDIDA (One Missed Call/2008)

abril 28, 2008 às 8:52 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

Davi Cruz – Nota 5,5

Poucos minutos atrás, enquanto ouvia um programa esportivo na Rádio Gaucha AM, uma enquete me chamou a atenção. A pergunta, motivada por uma emocionante entrevista divulgada no Globo Esporte, era a seguinte: Você acha que o Grêmio deve recontratar o centroavante Jardel?

Não perdi tempo e logo liguei para a emissora, votando na resposta “Sim, Jardel deve ser recontratado”. Nesse momento percebi que estava sendo movido pelo mesmo tipo de sentimento que me levou a assistir ao filme UMA CHAMADA PERDIDA: um misto de esperança e de masoquisto, que eu não conseguia bem descrever.

Jardel já tem 34 anos e já poderia, a muito tempo, ser considerado um ex-atleta. Sua grande façanha futebolística atual é ter conseguido consumir mais cocaína do que o próprio Maradona. Certamente, ele irá frustrar as minhas espectativas e acabará tornando-se  motivo para muitas piadas dos torcedores do Inter. Mas eu e cerca de 89% da torcida gremista (segundo a enquete) torcemos pelo Jardel e, mesmo contra todos os prognósticos, queremos pagar para ver.

O mesmo ocorre quando, já careca de saber que o gênero já deu o que tinha que dar, agüento  os 87 minutos de filmes na esperança de encontrar , pelo menos, alguma cena criativa ou minimamente assustadora.

Infelizmente, isso não acontece e, novamente, sou abrigado a aturar, entre um bocejo e outro, a mesma história de sempre: um fantasma vingativo perseguindo os personagens, numa monótona corrida contra o tempo.

Shannyn Sossamon (de legal CORAÇÃO DE CAVALEIRO) é a mocinha, linda mas meio magrinha demais. O fantasma vingativo ataca através de celulares: a pessoa recebe uma mensagem de voz, informando o dia e a hora da sua morte,  com a sua própria voz. Edward Burton, totalmente perdido, é um policial que acredita na história e resolve ajudar a mocinha.

O roteiro é previsível e repleto de falhas e de cenas bobas. Os personagens livram-se dos celulares, mas logo em seguida já estão com outro aparelho – além de adorarem entrar, sozinhos, em locais escuros e sinistros.

O filme é, na verdade, uma cópia descarada de O CHAMADO, misturada com PREMONIÇÃO. Não tem nenhuma cena interessante, não assusta e só serve para comprovar que:

1-Filme de terror com telefone é PÂNICO

2-Adaptação de filme de terror japonês é O CHAMADO

O resto, é como contratar o Jardel. Pura enganação

LOST [4X09] – The Shape Of The Things To Come

abril 25, 2008 às 1:09 pm | Publicado em LOST | 4 Comentários

Davi Cruz – Nota 10,0

Como é bom não ler spoilers! Confesso que foi muito duro, agüentar por cinco semanas a falta de LOST e ainda evitar toda e qualquer revelação que pudesse estragar a surpresa. Porém, ao assistir THE SHAPE OF THE THINGS TO COME pude ter a certeza de que tudo valeu muito à pena.

O episódio foi feito sob medida para agradar a todos os gostos: tivemos muita ação, respostas e, principalmente, muitas novas perguntas!

O CADÁVER NA PRAIA

Seqüência muito importante, pois além de mostrar que Bernard não é tão bobo quanto parece, ainda jogou mais dúvidas no ventilador.

Se o médico do navio apareceu morto na praia, como é que informaram que ele está no navio e está bem? Só consigo pensar em duas hipóteses:

– A pessoa que passou essa informação está mentindo;

– Ao contrário dos rádios hi-tech utilizados pela equipe do navio, o sistema do telégrafo não conseguiu “furar” a diferença de tempo entre a ilha e o cargueiro. Assim, a pergunta de Faraday chegou ao navio antes da morte do médico ocorrer. Essa seria, para mim, a hipótese mais razoável.

JACK DOENTE

Seria a doença de Jack apenas uma simples infecção estomacal? Ou seria algo mais sério? Pergunto isso, porque achei a cara dele, pálida, idêntica a das pessoas doentes no cargueiro… De qualquer forma, a doença dele tem tudo para ser um elemento interessante para a trama, já que forçará outras pessoas (Kate talvez) a assumirem um papel de liderança nos próximos episódios.

Além disso, me passou pela cabeça que, talvez, Jack tenha saído da ilha ainda doente, sendo levado por Kate, pois somente saindo da ilha ele teria condições de ser corretamente medicado.  

Minha teoria é que Jack só irá descobrir que Claire é a sua irmã quando ele estiver fora da ilha – e, na hipótese de que ela tenha ficado viva na ilha, seria a desculpa ideal para que ele enlouqueça e queira voltar para lá.

O ATAQUE A VILA

Seqüência eletrizante, com cenas de ação (Sawer trocando tiros com os mercenários) e de impacto (a morte de Alex).

Em relação a essa morte, para mim ficou claro que Ben, pela primeira vez, foi surpreendido – ele não esperada que eles realmente fossem sacrificar a sua filha, já que isso não estaria nas “regras”. Que regras seriam essas? Obviamente, Bem ficou enfurecido e também quebrou uma regra, ao usar o LOSTZILLA para acabar com os assassinos.

Não vou nem tentar especular sobre esse tema. Minha cabeça ainda está zonza… Só fica claro que Ben SEMPRE MENTE, já que havia declarado para Locke que não sabia o que era o monstro da fumaça.

VIAGEM NO TEMPO

Eu odeio esse tema de LOST! Mas, fazer o que? Parece que a maioria das pessoas gosta… Enfim, Benjamim Linus parece conseguir viajar no tempo e no espaço da mesma forma que Desmond e, com isso, acaba indo parar no deserto do Sahara. Segundo pude entender, ele o fez logo após a saída dos Oceanic Six da ilha (ou seja, no final de 2004) e foi parar em 24 de outubro de 2005, ou seja, 10 meses depois.

Ficam algumas dúvidas:

– Porque exatamente aquele lugar? Se não me falha a memória, foi ali que o Urso Polar havia sido encontrado por Charlotte. Além disso, Ben (ou a Dharma) possui um cadastro VIP no hotel, inclusive deixando a recepcionista bastante assustada.

– Dean Moriarty, nome usado por Ben, é o mesmo do protagonista do livro ON THE ROAD, clássico de Jack Kerouac. Como não li o livro, vou esperar que outros blogs tentem alguma relação entre o nome e o personagem.

– Qual seria a “constante” utilizada por Ben para sobreviver às viagens no tempo? Inicialmente, pensei em Alex, mas como ela está morta, não sei mais em quem pensar. Ou a constante seria a própria ilha?

SAYID

Finalmente ficamos sabendo como Ben acabou recrutando Sayid. Porém, ninguém me tira da cabeça que foi justamente Ben, o responsável pela morte de Nadia. Widmore não teria motivo nenhum para fazê-lo, ao contrário de Ben, que com aquela morte, conseguiria o apoio de Sayid.

BEN  X  WIDMORE

Que cena grandiosa! O encontro entre os dois vilões da trama realmente foi fantástico. Aliás, quando digo que são os dois vilões da trama, faço isso cheio de incertezas. Será que Ben realmente é o vilão? Volta e meia me pego pensando na famosa frase dele, dizendo que era um dos “mocinhos”.

E, novamente, quais seriam essas “regras” que eles tanto falam? Widmore não podia matar Alex, mas o fez. Por quê?

Agora Ben pretende matar Penélope. Com isso, ele logo se tornará o inimigo n°1 do Brotha Desmond…

Que episódio fantástico!!!! Ainda neste final de semana, retorno com mais algumas informações e comentários.

OS SEIS SIGNOS DA LUZ (Seeker: The Dark is Rising/2007)

abril 24, 2008 às 9:47 pm | Publicado em Filmes | 9 Comentários

Davi Cruz – Nota 5,0

Uma luz amarela se acende sempre que, ao assistir determinado filme, fico tentando me lembrar “de onde os produtores copiaram aquela idéia”. Essa luz torna-se vermelha, quando começo a ter pensamentos tipo: “esse filme é uma mistura de tal filme com aquele outro outro”. Pois poucos geraram uma alternância tão grande de luzes quanto essa nova “adaptação-de-livro-infantil-de-fantasia-desconhecido-no-Brasil” chamada OS SEIS SIGNOS DA LUZ.

Não tenho preconceito nenhum em relação a filmes infantis. Assisti a todos os HARRY POTTER no cinema, no meio da gurizada mesmo e achei tanto AS CRONICAS DE NARNIA quanto A BÚSSOLA DE OURO bons filmes (NARNIA é melhor). Além disso, adorei A PONTE PARA TERABITHIA. Faltou algum? Ah, não cheguei a assistir AS CRÔNICAS DE SPIDERWICK ainda.

Digo isso para deixar bem claro que o problema não é preconceito. O problema é que, em OS SEIS SIGNOS DA LUZ, tentaram copiar praticamente todos os filmes citados no parágrafo acima e acabaram criando uma obra confusa, boba e insossa.

A primeira impressão que tive é que, o filme em questão, se tratava de uma paródia, ao estilo TODO MUNDO EM PÂNICO –  onde os realizadores empilham cenas copiadas de outros filmes, sem lógica nenhuma, na tentativa de fazer rir. Obviamente não era o caso deste filme (fazer rir), mas o procedimento foi muito parecido.

Temos o menino comum (Will Stanton) que descobre ser um mago poderoso (na verdade, algo chamado “seeker”) que precisa encontrar os tais seis signos da luz para salvar o mundo (mais HARRY POTTER que isso impossível). O tal menino vive numa família idêntica a do filme ESQUECERAM DE MIM, ou seja, quinhentas pessoas morando em uma mesma casa bagunçada, sendo que algumas delas simplesmente ignoram o protagonista e as restantes passam o tempo todo tentando irritá-lo.

Também temos um mago malvado que representa a “escuridão” (sim, o filme trata da luta entre a luz e a escuridão… quanta criatividade…) e que quer dominar o mundo (zzz ZZZ zzz ZZZ). Aliás, o tal mago/cavaleiro é simplemente a cara do Ralph Fiennes (o Lord Valdemort de HARRY POTTER).

Fora as comparações (eu poderia escrever ainda muitas páginas), o que realmente me irritou foi a falta de carisma dos personagens e o roteiro, que é simplesmente patético. O protagonista Will Stanton é um guri chato e que varia, em questão de segundos,  de criança calada para adolescente irritante, mudando em seguida para jovem autoritário e destemido. Sua “busca” pelo tais seis signos não podia ser mais boba. Cenas claramente limitadas por um orçamento baixo (além de uma gritante falta de criatividade) mostram o garoto encontrando os signos em um vitral, dentro da sua própria casa, em um galo empalhado (isso mesmo, um GALO) e em um shoping center…

Em uma dessas cenas, Will viaja no tempo e encontra o um dos signos preso a um escudo de um guerreiro bárbaro. O tal guerreiro, extremamente sanguinário, primeiramente deixa de matar o garoto para jogá-lo em um lago (devia estar precisando de um banho, para morrer limpinho…) e depois, já com o machado em punho, simplesmente se encanta com o relógio do garoto e o troca pelo seu escuto… Ainda não sei porque eu não fui dormir depois dessa cena…

O festival de besteiras não acaba aí. Nosso herói, ao perder a namorada para um dos irmãos (namorada esta que, diga-se de passagem, é a única coisa interessante do filme), numa crise de ódio adolescente, usa seus poderes e põe fogo em diversos prédios e carros… Ué, esse não era para ser o nosso salvador?

Outra fato que me intrigou bastante foi a falta de finalidade dos “anciões” – outros magos que supostamente estariam ali para ajudá-lo. Eles não ajudam o herói em praticamente nada. Sempre que ele precisa de um conselho, eles limitam-se a dizer asneiras como “a resposta está em você” ou “confiamos na sua força”… Para isso, bastaria um livro de auto-ajuda na mochila…  Sem contar que, na hora da “grande batalha”, os anciões são derrotados com uma facilidade constrangedora. 

Ah, já que falei em batalha, nem vou comentar aqui sobre ela para não estragar a surpresa… Só vou dizer que ela não durou mais do que 15 segundos…rsss

Enfim, um filme muito fraco, onde nem mesmo os efeitos se salvam, e que serve para mostrar que o gênero já está mais do que saturado.

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