ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (2007)

abril 10, 2008 às 9:32 pm | Publicado em Filmes | 3 Comentários
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Davi Cruz – Nota 8,0

Hoje, ao ouvir o programa esportivo SALA DE REDAÇÃO, me deparei com uma declaração do colunista Paulo Sant´anna que imediatamente me remeteu ao filme ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ. Segundo o sr. Sant´anna, “as pessoas não deveriam perder tempo procurando a felicidade e, sim, deveriam tentar ser menos tristes”.

Momentos futebolisticamente tristes à parte (assim como aquele colunista, eu também me encontrava um tanto quanto arrasado com a situação do meu Grêmio), a declaração me chamou a atenção e lembrou esse trabalho dos irmãos Cohen, justamente devido a sua total falta de alegria ou esperança, algo similar aos personagens deste filme. Todos parecem cansados demais e apenas querendo sobreviver – em alguns casos, como o do xerife Ed (Tommy Lee Jones) o cansaço é tão grande que manter-se vivo já parece ser um fardo pesado demais.

Apesar dessa tristeza toda, não sou nem louco e nem cego para não perceber as muitas qualidades do filme. O roteiro é bastante simples, mostrando duas perseguições simultâneas, motivadas por um McGuffin (expressão criada pelo mestre Hithcook para designar um objeto perseguido pelos personagens). Aqui, o McGuffin é uma mala cheia de dinheiro, que é encontrada pelo caçador Llewelyn Moss (Josh Brolin). Contratado para recuperar a mala, mas também motivado por uma cruel “ética”, temos Anton Chigurh (Javier Bardem) que, por sua vez, é perseguido pelo xerife Ed Tom Bell.

O que engrandece essa história simples são seus ótimos diálogos e as muitas reflexões presentes, além da grande e assustadora performance de Barden – porém nesse ponto, nem vou me estender muito, pois praticamente todos os sites e blogs já o elogiaram .

Porém, assim como já havia ocorrido em MAGNOLIA, apesar de reconhecer que se trata de um grande filme, não tenho como deixar de citar que a EXPERIÊNCIA de assisti-lo não é das melhores. Além do seu ritmo, que é muito lento, ao final fiquei bastante frustrado com o desfecho da história e com a mensagem pessimista.

Como comparação, sempre que assisto a um filme de terror, acho que o grande barato é, ao final da exibição, poder respirar aliviado, sentindo-se seguro.  Neste filme, o final não nos deixa aliviados e sim ainda mais apreensivos, ao verificar o quanto o ser humano pode ser desprezível.

Mesmo discordando parcialmente da citação que abre esse texto (sou um otimista incorrigível), concordo que precisamos tentar ser “menos tristes”. Para tanto, infelizmente, precisamos passar bem longe de filmes como esse – bom, mas altamente depressivo.

3 Comentários »

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  1. tenhoq eu reve-lo pois não prestei muita atenção nos dialogos iniciais e finais do tomy Lee… mas esse filme é ótimo e vale ser visto e revisto sempre, uam grande obra… lenta e ágil na medida certa, no tempo certo…
    Só o Javier com áquela arma improvisada com um tubo de oxigeno, já e fantastico.. o cara me deu medo, hahahha
    abraços

  2. Bom eu não assisti a esse filme, não gostei da história, não me interessei por nada dele e como sempre acehi uma injustiça o filme ter levado os premios que levou!

  3. Apesar de não ser entendedor de filmes como vc, o meu time (inter) e o seu (grêmio) nos fazem sempre pensar positivo e acreditar em um futuro melhor, tendo visto que sempre temos que ter esperança, já que nem sempre temos time!! hehe


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