LOST [4X13 e 4×14] – There´s No Place Like Home

maio 30, 2008 às 3:20 pm | Publicado em LOST | 7 Comentários

Davi Cruz – Nota 8,5

Nesta semana acabei assistindo ao piloto de LOST, além de mais dois episódios da primeira temporada, como forma para “matar a saudade”. Na verdade, já estava me antecipando ao eventual saudosismo, que deve ocorrer nestes próximos 8 mêses. Essa experiência, aliada ao final da 4ª temporada, confirmou uma opinião minha: a primeira temporada, por enquanto, foi a melhor. A quarta temporada, apesar de superior as duas anteriores, não conseguiu atingir o nível de excelência da primeira – cujo PILOTO, considero como sendo uma obra-prima que merece ser cultuada pelos próximos 100 anos.

Quem acompanha meus comentários, sabe que nunca gostei muito das questões “mitológicas” da ilha, sempre preferindo o lado “humano” da história. E esse tema está cada vez mais raro em LOST, infelizmente.

Outra fato gritante diz respeito a qualidade da produção dos episódios. Embora poucos aceitem, nesta SEASON FINALE ficou claro que, à necessidade de se filmar tudo em cima da hora, para manter o “mistério”, acaba prejudicando, e muito, a qualidade do produto final. Enquanto no piloto tínhamos efeitos perfeitos, aqui achei tudo muito tosco e pouco convincente.

Também percebi uma certa fragilidade no roteiro, provavelmente resultado da pressão dos fãs por um número cada vez maior de “respostas”, em detrimento ao andamento da história. Não posso culpá-los, já que  greve dos roteiristas e a terceira temporada fraca, acabaram deixando todo mundo sem paciência… Por isso, mesmo AMANDO Lost, não pude deixar de perceber algumas seqüências muito mal elaboradas:

– A morte(?) de Jin: para justificar a transformação de Sun em um personagem frio e vingativo, tinham que separá-la do marido. OK, entendo isso, porém não consegui engolir o comportamento dele, ao ficar com Michael na sala, mesmo depois que Desmond (que, afinal, era o “expert” em bombas) já havia fugido dali. Jin seria pai e tinha que ficar perto da sua esposa – não havia porque se entregar a uma missão suicida como aquela. Além disso, alguém saberia me explicar porque, ao invés de ficar no convés, gritando para o helicóptero (e sabendo que o barco iria explodir), o coreano simplesmente não PULOU NA ÁGUA?

– A forma encontrada para separar o triângulo amoroso Sawer-Kate-Jack também foi muito estranha. Se era para arriscar a vida, pulando do helicópero, porque Sawer não a arriscou de forma mais “inteligente” como, por exemplo, indo para fora da nave e tentando reduzir o vazamento de combustível, mesmo que com as mãos?

– Porque Locke simplesmente não retirou o equipamento, que monitorava os batimentos cardíacos de Keamy, do braço do cara e colocou no seu, rapidamente. Mesmo que não funcionasse, pelo menos seria uma tentativa melhor do que ficar resmungando ao redor dele…

É claro que o episódio teve bons momentos. Achei bem interessante a forma com que amarraram o final da 3ª temporada com essa. Gostei muito da conversa de Hurley com Walt, da luta de Sayid com Keamy e da sequencia final entre Ben e Jack. Mas, no momento, eu realmente queria reclamar de LOST. Amanhã, com mais calma, eu volto para elogiar.

Ah… já estou com saudades!!!!!!!!

 

Anúncios

GOSSIP GIRL [1×17] – Woman on the Verge

maio 27, 2008 às 8:40 pm | Publicado em GOSSIP GIRL | 4 Comentários

Davi Cruz – Nota 7,5

Eu sei, eu sei que estou bastante atrasado. Mesmo assim, não vou “pular” esse episódio para comentar a SEASON FINALE de GOSSIP GIRL.

Assim, começo comentando que, pelo menos comigo, funcionou a tática dos produtores, que “esquentaram” o romance entre Rufus e Lily para atrair espectadores mais velhos (justamente o meu caso…). Eu realmente acho muito mais interessante a história entre esses dois do que o namoro sem sal de Serena e Dan… Fazer o que? Nasci nos anos 70…rsss

O pano de fundo desse episódio é um concerto, apenas com bandas dos anos 90, do qual Rufus irá participar. Esse evento ocorre ao mesmo tempo em que o jantar de Lily e de Bart Bass, que  faz parte da cerimônia de casamento deles.

E é justamente neste concerto em que todos os personagens se encontram.

Dan já não agüenta as mentiras de Serena, principalmente depois de encontrar ela de ressaca, junto com o trio Blair, Nate e Chuck. Acho até que ele agüentou demais, embora tenha que admitir que essa história de Serena ter “matado uma pessoa”  realmente foi muito fraca. Ora, o cara era maluco e teve uma overdose! Além disso, a culpa era muito mais de Georgina que dela… Pior que isso, só mesmo a forma com que Lily resolve acabar com a culpa da filha… Bah, os pais do cara aceitando tudo passivamente, sem nem tentar arrancar uma gorda indenização delas foi foda…

 

Continuando, Dan se vê envolvido pela demoníaca Georgina e vai com ela no show do seu pai. A noite termina com um beijo entre os dois. Serena não presencia a cena,  mas mesmo que estivesse ali do lado, não poderia reclamar, depois de tanta m… que fez.

Lily leva Serena ao show de Rufus (saindo no meio da sua festa) e lá chega a tempo de ver ele cantando “…come back to me…” para ela. Muito legal a cena (e a música também é bacana, embora eu tenha estranhado a voz extremamente aguda de Rufus).

Destaque para as ótimas frases sarcásticas de Chuck. Separei esses dois trechos:

– Uhhhh (Serena vomitando no banheiro)

CHUCK: – Como nos velhos tempos…

NATE: – Porque eu tenho a sensação de que você está gostando disso?

– Ahhhh (Serena vomitando novamente)

CHUCK:  -Me chame de sentimental…

 

(Os amigos tentam lembrar Serena que nenhum deles é santos)

 BLAIR: Eu transei com Chuck dentro de uma limosine…

NATE: Eu transei com Serena enquanto namorava Blair…

CHUCK: Eu…sou Chuck Bass…

 

Encerrando, tivemos o beijo entre Rufus e Lily, pra mim tão (ou mais) impactante que o beijo entre Georgina e Dan.

Vou assistir ao próximo episódio agora e, daqui a pouco, volto para comentar.

LARS AND THE REAL GIRL (2007)

maio 26, 2008 às 4:17 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

Davi Cruz – Nota 9,5

“Rapaz solitário compra boneca em sex shop e torna-se namorado dela”.

Eram, mais ou menos assim, as poucas sinopses de LARS AND THE REAL GIRL disponíveis na internet. Mais desanimadoras que estas, impossível. Por isso, só acabei tomando coragem para assistir ao filme, devido à insistência do meu amigo Diógenes, o mesmo que já havia me indicado o ótimo MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO.

Mas, quanta surpresa! Por trás de uma premissa um tanto quanto “esquisita”, encontrei um dos filmes mais tocantes que assisti nos últimos tempos. Conduzido com extrema sensibilidade pelo ex-diretor de comerciais Graig Gillespie, LARS AND THE REAL GIRL mostra-se um belo filme sobre o amor e a solidão.

O personagem título, interpretado de forma brilhante por Ryan Gosling (infelizmente, não me recordo de nenhum filme dele em especial) é um cara solitário, órfão e que mora na garagem da casa dos falecidos pais, enquanto seu único irmão Gus vive na casa com a esposa Karim.

Mostrando totalmente anti-social e perturbado desde os primeiros minutos do filme, Lars segue a rotina de ir da casa para o trabalho (monótono), evitando ao máximo qualquer contato mais próximo com outras pessoas.  Ele é assediado pela colega de trabalho Margo, mas recusa-se até mesmo a falar com ela – mesmo que essa, apesar de não ser especialmente bela, aparente ser uma criatura muito doce, além de carente.

Sua cunhada Karim, parece ser a única pessoa que realmente se preocupa com Lars, a ponto de praticamente obrigar ele a jantar com ela e o marido, tentando assim tirá-lo do isolamento.

Lars, apesar de tudo, é uma pessoa de boa índole e que não quer atrapalhar ninguém – considerado, mesmo que estranho, como um “bom garoto” pelos demais moradores da cidade.

A situação fica mais complicada quando Lars compra uma “real doll” (que para quem não sabe, é uma boneca de silicone, com dimensões e características idênticas as de uma pessoa real) e a apresenta para seu irmão e sua cunhada como sendo sua namorada. A situação, que seria cômica, logo se mostra triste, diante do fato de que Lars parece realmente acreditar que a boneca é uma pessoa de verdade.

É então que surge a personagem da psicóloga Dagmar (Patricia Clarkson), que orienta a todos para que entrem na fantasia de Lars, enquanto ela tenta desvendar os motivos para aquela criação fantasiosa para, só assim, tentar descobrir um modo de curá-lo ou de, pelo menos, ajudá-lo.

Não vou me aprofundar mais na história porque isso tiraria muito da graça do filme, que vale realmente a pena ser assistido.

Praticamente todos os personagens são interessantes, com destaque para Karim, Dagmar e, é claro, o ótimo Lars, com todos os trejeitos de uma pessoa problemática e tímida.

Alguns provavelmente acharão o filme uma tremenda bobagem. Mas tenho certeza que a maioria vai facilmente captar a beleza e a delicadeza dessa história e, com certeza, torcerá muito para Lars.

ANTES DE PARTIR (The Bucket List/2007)

maio 26, 2008 às 10:14 am | Publicado em Filmes | 4 Comentários

Alex Oliveira – Nota 10,0

Sempre fui fã de determinados atores e atrizes. Existem alguns que eu considero verdadeiros gênios na arte de interpretar( poucos , é verdade ). E coincidentemente, neste filme, estão dois deles, Jack Nicholson e Morgan Freeman, interpretando, respectivamente, Edward e Carter.

Antes de Partir ( The Bucket List – A Lista do Bota, em uma referência a tudo que gostaríamos de fazer antes de bater as botas ) trata da relação que todos nós um dia vamos ter com a hora da morte.

Edward é um homem rico, dono de vários hospitais, mas extremamente solitário. Já Carter é um mecânico extremamente família, mas como diz aquele ditado “trabalha de dia para comer de noite”. Um dia, por uma coincidência do destino, os dois vão parar no mesmo quarto de hospital. Edward, como dono do mesmo, poderia ficar em um quarto só pra ele. Mas como a vida toda ele defendeu o uso da quarto por duas camas, a diretoria achou que não ficaria bem para a imagem da “empresa” esta regalia.

É neste quarto que os dois descobrem quase ao mesmo tempo que têm alguns meses de vida e então resolvem aproveitar. Carter sempre teve vontade mais nunca teve dinheiro, Edward sempre teve dinheiro, mais nunca teve amigos para compartilhar. Então em conjunto eles escrevem uma lista de coisas para fazer antes de morrer. E nesta lista tem coisas bem diferentes como “ajudar um estranho” ou como ” beijar a garota mais bonita do mundo”. Na lista também conta viagem por diversos lugares do mundo, incluindo África, Egito, entre outros.

Mas o que mais marcou no filme são as lições que ele nos passa, pois por mais dinheiro que temos, por mais disposição que temos, sempre o que verdadeiramente conta são as relações que nós temos com os nossos amigos e a nossa família.

E uma coisa que eu sempre digo: nós podemos ter verdadeiros amigos de infância, que conhecemos à uma semana, e também conhecidos de uma vida toda.

Grande abraço, até a próxima!!!

BONES [3X15] – Season Finale

maio 26, 2008 às 12:09 am | Publicado em BONES | 1 Comentário

Davi Cruz – Nota 7,0

Estranho, muito estranho! Esse foi meu sentimento a respeito do SEASON FINALE de BONES. Não posso negar que foi impactante… mas que foi muiiiiiito estranho, isso foi.

(Atenção!!! O texto abaixo contém muitos spoilers)

Começamos com a suposta morte de Booth. Eu, que nunca leio spoilers, quase caí duro no chão, com aquela cena inicial. Depois de recuperado, pude perceber o quanto haviam “forçado a barra” com aquele segredo… Nem tentaram explicar a história direito, de tão absurda que era.

É sabido que BONES sempre contou com vários diretores. Por isso, é bom guardar o nome do Sr. Allan Kroeker, diretor deste episódio. Não gostei do estilo dele, desde enquadramentos esquisitos usados até ritmo acelerado demais que ele impôs ao episódio.

Neste episódio, tivemos uma fraca resolução para o caso do Gorgomon. Estranhamente, este que deveria ter sido o diferencial desta temporada (um mistério sendo investigado durante todo o ano), acabou não dando muito certo. Tivemos sim, alguns bons episódios sobre o tema, mas parece que a greve dos roteiristas dissipou um pouco da força dessa trama – e os melhores episódios acabaram sendo aqueles mais simples e com mistérios “independentes” (como no episódio anterior).

O grande choque deste final de temporada (spoiler, vou avisar mais uma vez) foi o fato de Zack ser o aprendiz do Gorgomon. Infelizmente, tudo foi muito mal explicado, dando a impressão de ter sido feito as pressas.

O ator Eric Millegan, que interpreta o nerd Zack, já havia se afastado da série uma vez, com a desculpa de que o personagem havia ido para o Iraque.  Agora, com esse novo (e aparentemente irreversível) afastamento, fico me perguntando se isso ocorreu apenas como uma escolha criativa dos produtores…

Depois do afastamento de atores que aprontavam em LOST e do recente caso do ator Gary Dourdan (o Warrick de C.S.I) que deve ser afastado. devido aos seus problemas com drogas, sempre fico imaginando que exista algo mais por trás dessas decisões.  Porém, não consegui encontrar nada na internet que justificasse essa desconfiança. Apenas descobri que o ator é gay assumido desde 1993 (o que, obviamente, não é motivo, apenas citei como curiosidade).

Enfim, BONES encerra a temporada de forma estranha e chocante, em mais episódio mal conduzido. Porém, BONES, durante essa temporada, mostrou que ainda tem gás e que seu elenco encontra-se em ótima fase. Vamos esperar para ver o que os produtores nos reservam para a próxima temporada, já confirmada pela FOX.

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.