LOST [4X12] – There’s No Place Like Home – Parte 1

maio 16, 2008 às 12:34 pm | Publicado em LOST | 1 Comentário

Davi Cruz – Nota 10,0 

Simplesmente expetacular! Não posso começar este comentário de outra forma que não seja enaltecendo a imensa capacidade dos realizadores de LOST. THERE´S NO PLACE LIKE HOME foi perfeito do começo ao fim. Um roteiro genial, muito bem dirigido e, sob ponto de vista emocional, impactante como a BATALHA DOS AFLITOS (para mim, que sou gremista, lógico…)

Este episódio conseguiu, ao mesmo tempo, me deixar muito empolgado e, também, muito triste. Empolgado por ter acabado de assistir a uma obra única e fantástica, mas triste ao perceber que apenas mais um episódio nos separa daquele interminável jejum de LOST…

Mas, bola pra frente, vamos ao que interessa: os detalhes do episódio.

A ESTAÇÃO ORQUÍDEA

Ainda não foi desta vez que conhecemos essa badalada estação, porém, praticamente todas as ações deste e do próximo episódio convergem para lá.

Em relação à ela, várias informações foram dadas: Ben confirma que seria através dela que a ilha seria movimentada (e que esta seria uma operação perigosa e imprevisível) e Daniel Faraday mostra ter boas informações sobre ela, com direito as famosas anotações no seu inseparável caderninho.

KEAMY E SUA EQUIPE

Tivemos algumas dicas sobre aquele equipamento preso ao braço do assustador vilão: ele controla os batimentos cardíacos de Keamy e, caso o cara seja morto, ele aciona (via rádio) os explosivos armazenados no barco. A freqüência de rádio, emitida por ele, ainda impede que os equipamentos de navegação do barco sejam corretamente utilizados. Enfim, parece que criaram uma armadilha perfeita.

Dito isso, só me resta concluir que Keamy deve morrer futuramente, levando pelos ares o barco e quem quer que esteja nele.

OS OUTROS

Finalmente tivemos o prometido retorno de Richard Alpert e sua “equipe”. Fortemente armados, eles fazem de Sayid e Kate seus reféns e partem para uma misteriosa jornada. Para mim, são os únicos com alguma chance de enfrentar Keamy e, por isso, devem estar indo para a ESTAÇÃO ORQUÍDEA.

Um detalhe que me chamou a atenção é que, em momento algum, Richard pareceu se amedrontar com o fato de ter duas armas apontadas para sua cabeça. Pareceu-me uma dica de que o cara realmente não tem medo de morrer (por saber que a ilha “não deixaria” isso acontecer?).

JIN, SUN E DESMOND

Parece que este foi o último encontro entre o casal de coreanos. A cena que mostra ela correndo para o convés, enquanto a porta se fecha lentamente (deixando Desmond, Michael e Jin junto aos explosivos) teve um gosto amargo de despedida. E a “nova” Sun, assumindo o controle das empresas do pai, claramente se tornou uma pessoa amargurada (confirmando a morte do seu marido?)

Aliás, a forma como Sun enfrenta Mr. Paik realmente me deixou intrigado. Quem seria a outra pessoa responsável pela morte de Jin? Seria Widmore? E ela estaria culpando o pai pelo fato deles estarem no Oceanic 815 fugindo dele, ou porque ela havia descoberto alguma ligação dele com os acontecimentos da ilha?

JACK E SAWER

Os dois seguem em direção à ORQUIDEA, armados e sabendo com quem eles deverão lidar – já que Sawer já teve uma “demonstração” da crueldade dos caras. Encontram Lapidus algemado no helicóptero e conseguem soltá-lo. Com o piloto e a nave em mãos, infelizmente não podem escapar porque precisam salvar Hurley antes…

Para quem gosta da mitologia envolvendo as coisas que a ilha “quer” ou “não quer” (não é o meu caso), o sangramento de Jack, enquanto seguia o helicóptero, pode ser interpretado como um aviso da ilha, dizendo “Jack, seu cabeça-dura, você está fazendo m… de novo”.

AS PEÇAS NO TABULEIRO

Ao final do episódio, é impossível não ficar confuso e extremamente curioso com a disposição das “peças no tabuleiro”. Sabemos que os Oceanic Six saem da ilha em um avião da guarda costeira americana, porém, por enquanto, as “peças” estão estranhamente distribuídas:

– Hurley está junto com Locke na ORQUIDEA, a mercê do plano de Benjamin Linus, que se entrega aos mercenários;

– Kate e Sayid estão sob o poder da equipe de Richard Alpert, aparentemente seguindo para a ORQUIDEA;

– Jack também está indo em direção a ORQUIDEA, junto com Sawer;

 Até aí, tudo bem, pois todos estão indo na mesma direção. O que me deixa, realmente muito curioso, é a posição de Sun e Aaron. Os dois estão no navio, que tem tudo para explodir em breve.  Como eles se juntarão aos outros?

A VIDA PÓS-ILHA

Eu sinceramente não esperava ver aquela coletiva de imprensa neste episódio. Acho que todos os atores merecem os parabéns, pois a forma com que todos aparentam estar arrasados foi impressionante.

Pior do que mentir, é ter que mentir diante de outras pessoas que CONHECEM a verdade. A forma com que eles respondem as perguntas dos repórteres (que perguntam tudo o que nós gostaríamos de perguntar) é constrangedora para eles.

Mesmo as cenas “felizes” são diluídas por tudo o que sabemos que irá acontecer. Sayid logo irá perder Nadia (que, aliás, surge linda), Jack descobre que Claire era sua irmã (numa cena direta e coerente) e Hurley volta a encontrar aquilo que mais o assustava: os bed number. Sempre achei que apenas a visão de Charlie não seria suficiente para assustá-lo tanto. Agora, com os números, a coisa fica mais sensata (quem não se arrepiou vendo aquela seqüência no hodômetro do Camaro?)

Por enquanto, apenas Kate e Sun ainda não demonstraram nenhum tipo de “efeito colateral”. Aaron dá sustentação a Kate (até quando? ) e Sun, mesmo sem enlouquecer, parece ter deixado toda felicidade na ilha e se transformado numa versão feminina do seu pai.

Vou encerrando por aqui, pretendendo voltar assim que conseguir “digerir” melhor o episódio.

1 Comentário »

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  1. Grande Davi… que início de SF, não!?

    O primeiro impacto do retorno dos 6 foi muito bom. Legal ver como foram recebidos e como se sentiam diante desse circo que se meteram. Mentir na frente de pessoas que sabem a verdade deve ser bem difícil…

    A coisa mais interessante, e que vem desde o episódio passado, é o PRATICAMENTE certo envolvimento de Widmore com HANSO FOUNDATION. Ou então ele já esteve na Ilha. Uma idéia que tenho discutido muito com um amigo, o Mario lá do Blog, é a possível ligação de Widmore com a Hanso Foundation e alguém muito importante dentro da fundação. Alguém tipo Thomas Mittelwerk…

    Namastê!


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