O OLHO DO MAL (The Eye/2007)

junho 26, 2008 às 8:51 pm | Publicado em Filmes | Deixe um comentário

Davi Cruz – Nota 6,5

Dessa vez, o monstro da expectativa não me pegou:  assisti a O OLHO DO MAL (que, aliás, é um péssimo título, sujeito a toda a sorte de interpretações maliciosas) sem esperar  nada além do que alguma cena com a Jéssica Alba de pouca roupa. Talvez por isso, essa nova adaptação hollywoodiana de um filme de horror oriental não tenha me desagradado tanto.

Gosto da Jessica Alba. Sei que ela não é talentosa, mas pelo menos ela é carismática e aparenta ser gente boa. É uma pena que ela esteja tão magrinha nos últimos filmes. Mesmo assim, continua bonita.

Segundo consta, o filme original já não era nenhuma maravilha (segundo consta, porque não o assisti). Por isso mesmo, não dá nem para reclamar muito da história dessa versão, que mostra Jéssica Alba como Sydney, uma violinista que é cega desde a infância (a atriz, claramente, não leva o menor jeito para tocar violino). Já adulta, ela se submete a um transplante de córneas, cuja doadora era uma jovem mexicana, conhecida pelas visões sobrenaturais que tinha – quase sempre relacionadas à morte.  Esse estranho dom acaba sendo transferido para Sydney, que começa a ter visões estranhas logo após a cirurgia.

Um dos recursos que me agradou no filme foi o da imagem embaçada/desfocada, usada para demonstrar o processo de recuperação de visão da personagem. Apesar de simples, conseguiu criar cenas bastante tensas.

O visual do filme é todo caprichado, principalmente nas cenas passadas no hospital e no vazio prédio onde a personagem mora.  Porém não me agradaram em nada as cenas onde o cenário se transforma, mostrando o cenário onde a doadora das córneas vivia. Além de não servirem para assustar ou relevar nenhuma informação importante, ainda achei o efeito feio.

Em relação aos demais personagens da história, que são poucos, nenhum me chamou muito a atenção. Temos o porteiro latino (que achei que teria uma importância maior no desenrolar do filme), o médico ranzinza (que parecia ter saído de algum hospital do SUS) e, não poderia faltar, o personagem sinistro que parece conhecer todos os segredos – neste caso, a menininha com câncer, que solta umas frases misteriosas.

O final do filme é meio bobo e me lembrou muito um filme sobre premonição, onde uma ponte caía matando milhares de pessoas… Não lembro agora se era com o Bruce Willis ou o Kevin Costner…  Enfim, o filme é apenas mediano, não consegue assustar mas, pelo menos, não tem grandes apelações.

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AS RUÍNAS (The Ruins/2008)

junho 25, 2008 às 11:06 am | Publicado em Filmes | 9 Comentários

Davi Cruz – Nota 4,0

Escrito por Scott Smith e dirigido pelo seu irmão Carter Smith, AS RUINAS mostra Jeff McIntire (100 GAROTAS) como Jonathan Tucker, estudante de medicina que, juntamente com seu melhor amigo Eric (Shawn Ashmore de X-MAN) e respectivas namoradas, encontra-se em férias no interior mexicano.

Um dia antes do regresso para os EUA, acabam aceitando o convite de um turista alemão, que pretende conhecer algumas ruínas maias, próximas dali, mas que não constam em nenhum guia turístico.

Como é normal nesse tipo de filme, os personagens têm cérebro de minhoca e aceitam qualquer proposta. Aqui está em bom exemplo:

– O irmão do tal alemão está desaparecido, após ter ido conhecer essas ruínas;

– Um taxista os avisa que o local é extremamente perigoso e que eles não devem ir para lá;

O que uma pessoa normal faria? Provavelmente, chamaria a polícia e nunca, mas NUNCA mesmo, se meteria numa indiada dessas, ainda mais um dia antes do retorno para casa (pois haveria o risco de se perder o vôo). Mas, é claro, os personagens fazem exatamente o oposto…

O caminho até as ruínas é altamente sinistro e isolado. Além disso, os malucos não têm nem certeza de como voltarão para o hotel, confiando apenas no taxista que os leva até a metade do caminho e deixa o número do telefone para eles liguem quando precisarem. Eles realmente acreditam que, no meio de uma floreta mexicana, haveria sinal para celular? Na empresa onde trabalho, a menos de 5 km do centro da cidade, muitas vezes o sinal não chega…

Enfim, ao chegarem no local pretendido, eles se deparam com uma grande pirâmide maia, coberta por uma vegetação densa.

Eles mal têm tempo de apreciar a paisagem, pois logo são surpreendidos por moradores locais, que os ameaçam , matam um amigo do alemão e os obrigam a se esconder na pirâmide.

Atenção, caso você não tenha assistido ao filme, fica o aviso: SPOILERS adiante!!!!

Pelo menos os realizadores conseguiram me surpreender em dois momentos:

– O tal alemão não era nenhum maníaco (até que era um cara legal). Porém, assim que percebi isso, tive a certeza que ele seria o próximo a morrer…

– Aliás, não havia nenhum maníaco/psicopata no filme. Nem os tais nativos agressivos eram os vilões da história, pois estavam apenas protegendo o mundo dos verdadeiros vilões: as plantas assassinas. Tais plantas, aliás, poderiam ser perfeitamente classificadas como um híbrido entre as raízes demoníacas de EVIL DEAD e as criaturas de ALIENS…  Elas chegam ao absurdo de imitar o som de um toque celular para atrair as vítimas…

Achei o filme extremamente monótono, realizado apenas com o intuito de mostrar duas ou três cenas chocantes (a amputação da perna, por exemplo, realmente impressiona) e nada mais.

A atitude (ou falta dela) dos personagens também irrita, pois eles imediatamente se acomodam, esperando por ajuda (que nem sabem se virá) e racionando a pouca comida e água que têm. Irrita, ainda mais, a forma como essa atitude muda apenas quando necessário para a construção de uma cena chocante, como é o caso da já falada amputação.

É claro que, se não fosse assim, o filme teria a duração de apenas 15 minutos. Bastaria que tentassem um plano de fuga, ao invés ficarem esperando a morte, ora sentados, ora dormindo (com direito a uma ridícula cena de masturbação, ocorrida logo após os personagens terem presenciado uma morte e um acidente quase fatal, além de temerem pela própria vida).

No final das contas, AS RUINAS acaba sendo um genérico do filme TURISTAS (que já era genérico do ALBERGUE). Resumindo: cópia da cópia de um filme mediano… Não dá para esperar grande coisa…

O INCRÍVEL HULK (2008)

junho 20, 2008 às 6:09 pm | Publicado em Filmes | 3 Comentários

Alex Oliveira – Nota 8,5

Hulk esmaga!!

Com está frase, dita pelo próprio Hulk, podemos ter a dimensão de como é o novo filme do gigante esmeralda. Realmente depois que a Marvel meteu a mão nos projetos a coisa mudou, e pra bem melhor!!!

Alguns dias atrás fiz um programa de índio: tive que levar uma moto para fazer revisão e este trabalho levaria algumas horas. Então resolvi deslocar-me até o Novoshopping ( agora se chama Bourbon ) para assistir um filme. Dentro de algumas opções que existiam decidi assistir o novo Hulk. Meus amigos , gostaria de dizer para vocês que o filme é legal, muito legal mesmo.

A história começa com nosso Bruce Banner ( interpretado pelo mais ou menos Edward Norton )  morando, vejam só, na Favela da Rocinha. Este gringo trabalha em uma fábrica de refrigerantes e pratica Capoeira para aprender a controlar a sua raiva.

Tudo ia bem até que um dia o seu esconderijo é descoberto e ele se vê obrigado a voltar para os Estados Unidos.

Até este momento nós não conseguimos ver Hulk em sua forma total, pois sua transformação se dá dentro da fábrica, com quase total ausência de luz. Mas a partir do momento que ele começa a ser perseguido pelo exército no seu país e se transforma ao ar livre, eu fiquei embasbacado. Os efeitos especiais são, sem dúvida, o que há de melhor hoje em dia. O nosso herói, na forma do gigante esmeralda ficou muito bem feito, nos passando toda a sensação de ferocidade do personagem dos quadrinhos. As cenas de luta são muito bem realizadas e o enredo não faz feio. Enfim, um filme muito gostoso de se assistir. E que, apesar de algumas falhas, merece o nota que recebeu pelo conjunto da obra.

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008)

junho 13, 2008 às 5:27 pm | Publicado em Filmes | 4 Comentários

Davi Cruz – Nota 9,0

Estou morando no nordeste (em Pernambuco, para ser mais exato) à aproximadamente 8 anos, quando saí do conforto da casa dos meus pais para enfrentar o desafio de trabalhar em uma região diferente e bastante distante. Como não poderia deixar de ser, acabei amadurecendo “na marra”, principalmente pelo fato de ter que viver longe de todas as pessoas que eu conhecia, inclusive da família.

Esse amadurecimento, entre outras coisas, acabou influenciando meu modo de encarar alguns filmes. Posso dizer que, nesse tempo todo, poucos filmes mexeram tanto comigo como o novo INDIANA JONES mexeu. Não quero dizer, com isso, que se trata do MELHOR filme que vi nos últimos anos – coisa que ele está longe de ser.  O grande mérito do filme (na verdade, mérito da franquia) é o clima gostoso de nostalgia que ele desperta, a cada acorde da imortal trilha sonora criada por John Williams. Não tem como deixar de lembrar a forma como assisti as dois primeiros filmes da série, o primeiro em uma sala de aula com mais de 50 crianças junto e o segundo ao alugar um aparelho de videocassete (era muito caro para comprar), acompanhado de uma única fita VHS com o filme (assistido 13 vezes no final de semana).

Assim como eu, todo mundo tem uma boa história para recordar. Além disso, eram filmes maravilhosos e que resistiram muito bem ao tempo.

O mesmo já não posso dizer de INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, assistido numa época em que as coisas já eram bem mais fáceis. O filme era bom, mas não trazia nenhum tipo de sentimento especial.

Agora, porém, quando a saudade de casa volta e meia me maltrata, INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL acabou caindo como uma bomba. Tanto que é até difícil de analisar, friamente, a qualidade do filme.

Antes de mais nada, não posso deixar de dizer que não gostei do nome do filme… porque não colocaram, simplesmente, Indiana Jones e A CAVEIRA DE CRISTAL?

Steven Spielberg continua imbatível na arte de apresentar personagens: a seqüência inicial é um exemplo disso. O diretor mostra inicialmente apenas o chapéu caído no chão e depois a sombra do nosso herói, tudo acompanhado pela famosa música… Um momento realmente de arrepiar.

Temos boas cenas de ação, realmente empolgantes e a várias viagens, acompanhadas pelo famoso mapa mundi.

Porém, não gostei da história escolhida. Tenho certeza que o outro roteiro (que acabou virando um game) que tratava do continente perdido de Atlântis seria muito mais interessante.  Porém, pelo que consta, o Sr. George Lucas bateu o pé na hora da escolha, preferindo a história da caveira.

Mesmo assim, com um roteiro fraco e com alguns remendos (devido a impossibilidade de se contar com alguns atores, principalmente Sean Connery), o filme consegue agradar, méritos do elenco e do diretor. Muitas vezes, temos um roteiro bom resultando em um filme fraco e aqui o oposto acontece.

Infelizmente, ainda não digeri bem a mudança da ambientação do filme, que agora ocorre durante a guerra fria, com os inimigos sendo representados por russos e não mais por nazistas. Talvez assistindo o filme mais uma vez, a coisa torne-se mais natural, mas, por enquanto, me pareceu estranha – assim como é estranha aquela seqüência, meio VIAGEM MALDITA, que mostra o Dr. Jones em meio a testes nucleares…

Já o envelhecimento do protagonista não me incomodou em nenhum momento, seja pelas várias piadas que tratam do assunto durante o filme, seja pelo fato de já ter me acostumado a ver Harrison Ford naturalmente mais velho.

Gostei da presença do personagem Shia LaBeouf, que trouxe mais gás para o filme. Achei até que ele seria um personagem bem mais arrogante do que foi mostrado. E a vilã, interpretada por Cate Blanchet, apesar de estar sendo malhada pela crítica, me agradou, com seu tom caricato claramente proposital.

Um ponto que realmente me desagradou muito foi o uso excessivo da computação gráfica. Já vi muitas pessoas reclamando e tenho que concordar com elas. Eu preferiria ver um Indiana Jones mais analógico e com cara de “filme-B”. Tanto que considero a cena mais divertida do filme (e, tenho certeza, que será a mais lembrada) é aquela com a cobra e a areia movediça – sem nenhum efeito digital. Já o oposto ocorre justamente na bizarra cena “Tarzan” do filme, com o personagem Mutt pendurado em um cipó e rodeado por macaquinhos digitais… Como dito pelo pessoal do JOVEN NERD: “aquela cena só pode ter saído da cabeça do George Lucas”. Fico pensando que, se tivesse sido realizada de forma mais tradicional, sem efeitos digitais (no filme, ficou parecendo uma cena de um videogame, de tão artificial), a idéia até que seria interessante…

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL acaba sendo um bom filme, cujos defeitos são naturais, em uma produção cercada de tamanha expectativa. Obviamente, é inferior aos filmes anteriores, principalmente por causa do, já citado, roteiro fraco. Porém, ainda assim, é um filme muito superior a todos os filmes de ação/aventura feitos atualmente. Tenho certeza que é o tipo de filme que, após ser assistido mais de uma vez,  fica ainda melhor.

JUMPER ( Jumper/2007 )

junho 7, 2008 às 2:35 pm | Publicado em Filmes | 9 Comentários

Alex Oliveira – Nota 6,5

Fraco. Não consigo pensar em uma palavra que combine mais com este filme. JUMPER, que em português manteve seu nome original, é um daqueles filmes que quando se vê o trailer, cria-se uma grande expectativa que depois não é correspondida (como por exemplo, SUPERMAN – O RETORNO).

A premissa da história até que é legal: os Jumpers são pessoas que são capazes de se transportar pra qualquer lugar, não através do tempo, mas sim do espaço. O filme conta a história de David Rice, interpretado pelo eterno jovem Anakin Skywalker,  o péssimo ator Hayden Christensen. Até aí tudo bem, pois até hoje eu só vi este ator em papéis muito ruins, mas o que dizer de veteranos muito bons como Samuel L. Jackson ( que também não acertou  a mão ), que faz o papel de líder dos Paladinos, grupo que é responsável pela caçada dos Jumpers.

Aí você pode ter a idéia dos incontáveis clichês que existem nos filmes de ação e que se fazem presentes aqui também. Para não dizer que tudo é mediano algumas cenas de ações e alguns, eu disse alguns efeitos especiais merecem destaque. Já a história é simples e mal explicada. Legalzinho para 80 minutos de entretenimento, mas totalmente descartável.

Obs: Destaque para a participação de Raquel Bilson , da extinta série THE O.C.

Estou com grandes expectativas pelo Hulk 2 , tomara que eu não me decepcione novamente.

Grande abraço, até mais!!!

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