BLADE RUNNER – Final Cut (1982/2007)

julho 16, 2008 às 4:21 pm | Publicado em Filmes | 2 Comentários

Davi Cruz – Nota 10,0

Na longínqua década de 80, assisti a BLADE RUNNER em uma fita VHS (provavelmente pirata), sem ter a menor noção de que estava diante de uma obra tão poderosa e tão marcante para a história do cinema. Fracasso na época do lançamento, por ser considerado confuso e chato, BLADE RUNNER passou esses anos todos praticamente esquecido por mim – sendo que apenas me lembro, vagamente, de ter tentado assistir ao filme em algum SUPERCINE da vida, mas sem lhe dar a devida atenção.

Foi então que, nesta semana, motivado pelo NERDCAST do site JOVEM NERD, sentei-me diante da TV para, literalmente, degustar BLADE RUNNER em sua “versão definitiva” (isso enquanto o Sr. Ridley Scott não resolve lançar outra).

Não tenho como começar falando de outra coisa, senão do fantástico visual do filme. Mesmo depois desses anos todos, sendo copiado por centenas de filmes, BLADE RUNNER ainda consegue deixar o expectador de queixo caído.

Vejam como as cenas acima parecem saídas de algum videogame de última geração.

Além disso, me chamou a atenção a forma visionária com que o diretor concedeu uma grande metrópole: caótica, invadida por uma enormidade de povos, principalmente o povo chinês e com clima totalmente enlouquecido, depois de anos e anos de poluição descontrolada.

Destaque para os efeitos especiais que, apesar de serem feitos de forma analógica e praticamente artesanal, ainda mostram-se muito eficientes. Tenha certeza absoluta que se os vários carros futuristas, contruídos para o filme, fossem substituídos por versões digitais, não haveria graça alguma.

Não me recordo de como era a primeira versão lançada, mas posso garantir que a história da versão [Final Cut] até que é bastante simples. Ela mostra um ex-Blade Runner (policial encarregado de caçar e eliminar replicantes) que é chamado de volta a ativa para encontrar um grupo, fugitivo de uma colônia espacial. Tais replicantes nada mais querem do que encontrar o responsável pela sua criação e conseguir com ele uma forma de viver mais tempo (eles duram apenas quatro anos). Enquanto tenta cumprir sua missão, o Blade Runner (chamado Deckard) se apaixona pela replicante Rachel e começa a suspeitar de que ele talvez seja um replicante também.

A história é essa, porém a grande virtude do filme são as questões filosóficas levantadas por ele. A busca pelo criador, realizada pelos replicantes, não é diferente daquilo que os os humanos buscam na religião: encontrar o Deus criador e a vida eterna.

Além disso, temos o dilema vivido por Deckard: ele precisa caçar os replicantes porque eles haviam se negado a cumprir a função para a qual haviam sido criados – enquanto ele próprio desconfia que é um replicante e que está prestes a fazer o mesmo que eles, já que se nega a eliminar Rachel.

Sem contar que, da relação entre Rachel e Deckard, também podemos tirar uma mensagem interessante. Ele tem medo de assumir seu amor porque não sabe quanto tempo ela (e, conseqüentemente, o amor) irá durar. Mas… e quem é que sabe quanto tempo o amor irá durar?

Todos os atores também estão magnificamente bem, inclusive o estranho Hutger Hauer – assustador na pela do lider do grupo de replicantes, mas sensível o suficiente para dar uma lição de vida em Deckerd, na sua última cena.

Enfim, tudo o que eu tentar escrever sobre BLADE RUNNER será apenas a repetição do que já foi dito, tendo em vista a enorme quantidade de textos sobre essa obra obra-prima do cinema que existem. Por isso, vou direto ao ponto: BLADE RUNNER é FODA!

2 Comentários »

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  1. De fato, um filme muito bom! Recomendo!

  2. Um ótimo filme. Obrigatório na minha coleção.


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