TREINANDO COM O PAPAI (The Game Plan/2007)

agosto 31, 2008 às 3:37 pm | Publicado em Filmes | 2 Comentários
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Domingo pela manhã e eu estava com vontade de assistir a algum filme divertido, de preferência com uma mensagem positiva. Nisso, a Patrícia aparece com esse TREINANDO COM O PAPAI, uma produção água com áçucar da Disney estrelada pelo brucutu Dwayne “The Rock” Johnson.

Traçando um paralelo com a indústria automotiva, este filme seria mais ou menos como um Fiat Uno, enquanto BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS poderia ser uma Ferrari. É claro que um não se compara um carro com o outro mas, como produto, os dois cumprem exatamente aquilo que prometem e, por isso, devem ser avaliados de forma diferente. Enquanto a Ferrari, um carro dos sonhos, foi feita para quem quer acelerar muito e impressionar (e possa pagar um preço exorbitante, além de custos de manutenção e seguro idem), o Uno é um carro feito para custar e consumir muito pouco. E, por isso, o carrinho segue aí, vendendo muito bem.

Da mesma forma, esse filme ganha uma boa nota, por cumprir aquilo que é prometido (no meu caso, diversão em uma agradável manhã de domingo), mesmo sendo infinitamente inferior a outras obras. 

TREINANDO COM O PAPAI têm os méritos que fizeram da Disney uma indústria tão lucrativa. Ela consegue, mesmo que através de fórmulas manjadas, criar produtos atraentes e extremamente comerciais. Todo mundo sabe o que irá encontrar no filme e, mesmo assim, assistí-lo é sempre interessante.

Todos os clichês do mundo estão lá: o herói rico, solitário e egocêntrico (mas de bom coração), a criança-gênio-que-fala-como-adulto, a empresária (que poderia ser uma ex-namorada ou uma pretendente do herói) fria e materialista, a gostosa “sangue-bom”, o animalzinho de estimação e vários amigos atrapalhados.

A história também é bastante previsível: Joe Kingman (Dawyne), um famoso atleta (jogado de futebol americano) é surpreendido pela aparição de uma filha de 8 anos (a ótima Madison Pettis), cuja existência era, até então, desconhecida. Isso acontece em meio a fase decisiva do compeonato e faz com que sua empresária (Kyra Sedgwick) tema pela repercussão da notícia na imprensa (e o eventual impacto que isso trará junto aos patrocinadores do seu chefe).

Incialmente atrapalhado em seu papel de pai, Joe acaba se aproximando da menina, até a reviravolta final, que traz um pouco de drama a história.

Como sempre, as melhores piadas envolvem a colocação do personagem, durão, em situações constrangedoras. Aqui, em uma dessas situações, Joe aceita participar de uma apresentação de balé com sua filha. A opção por mostrar a apresentação como algo singelo e que aproxima pai e filha (ao invés de mostrar o ridículo daquela situação) me pareceu bastante adequada.

Temos também o uso, quase exaustivo, do famoso recurso “mostrar a reação do animalzinho”: sempre que alguém comete alguma gafe, a câmera imediatamente mostra a reação do cachorro Spyke (nem a escolha da raça foi criativa, sendo que ele é um buldogue). Mesmo sendo extremamente surrado, o recurso ainda conseguiu gerar boas gargalhadas aqui em casa.

Para completar o check list, temos o interesse romântico do herói, encarnado pelo professora de balé da menina (interpretada pela maravilhosa Roselyn Sanchez da série WITHOUT A TRACE).

Confesso que o ator Dwayne Johnson conseguiu me surpreender desta vez, confirmando ser mais talentoso do que o seu “concorrente” Vin Diesel. Ele é mais carismático e se sai bem em papeis mais divertidos. E não faz muito feio quando canta (não sei o quanto daquilo é obra do PRO TOOLS, mas me pareceu bastante convincente).

Aliado a isso, a boa química entre ele e a garotinha Madison acabam contagiando e tornando o filme uma boa diversão.

Para encerrar, como fã de FRIDAY NIGHT LIGHTS, gostei bastante das cenas de football, coordenadas pelo diretor da 2ª unidade Mark Robert Elis. Sem exagerar nas jogadas “mirabolantes”, ele consegue trazer um tom razoavelmente realista e, ao mesmo tempo, divertido às cenas. Aliás, o realismo foi tanto que, durante os ensaios para essas cenas, Dwayne Johnson rompeu o tendão de aquiles e precisou passar por uma uma cirurgia, o que atrasou bastante as filmagens.

ROMA – 1ª Temporada (Rome/2005)

agosto 25, 2008 às 6:27 pm | Publicado em Filmes | 3 Comentários
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Depois de tanto tempo, finalmente reuni tempo e coragem para assistir à elogiada série ROMA, produzida pelo canal HBO e considerada a série mais cara de todos os tempos (U$ 100 milhões).

Tratando-se de um programa já um pouco antigo (originalmente, a primeira temporada foi exibida entre agosto e novembro de 2005), não foi me estender muito nos comentários.

 Antes de mais nada, considero elogiável o trabalho de pesquisa realizado pela equipe de produção. Os capítulos são repletos de detalhes sobre o cotidiano  daquela civilização, que podem ser acompanhados mesmo durante os complexos diálogos da história.

Em certos momentos, por exemplo, enquanto dois personagens conversam,  descobrimos como os enormes pilares dos templos eram erguidos: através de complexos sistemas des cordas e polias, detalhadamente recriados para o filme.

É impossível deixar de citar, também, a famosa cena que mostra uma  cirurgia rudimentar, feita no cérebro do personagem Tito Pullus. Além de extremamente impactante, ela conta com instrumentos cirúrgicos originais, resgatados de Pompéia e restaurados.

Tratando-se de uma obra fechada (com começo, meio e fim), os capítulos de ROMA fluem de  forma natural, sem pressa, mas também sem muita “encheção de linguiça”.

Outra coisa que chama a atenção é fato de não existir nenhum tipo de suavização da história, como estamos acostumados a ver nas produções americanas. Aqui, a equipe inglesa não tem nenhum pudor em mostrar sexo e violência o tempo todo. Além disso, não temos nenhum personagem “bonzinho” na história: todos tem seu lado obscuro.

Nesta primeira temporada, acompanhamos a ascensão e queda do imperador Júlio César, desde 52 a.C., quando ele derrota os gauleses, até 44 a.C., quando é assassinado por conspiradores no Senado romano. Tudo isso, regado a inúmeras intrigas e traições.

De forma a tornar a trama um pouco mais interessante para os expectadores, a história é mostrada pelos olhos de dois soldados romanos, Tito Pullo e Lucius Voreno. Juntos, estes personagens poderiam ser comparados ao famoso FORREST GUMP, pois sempre que algo importante acontece, os dois estão presentes (e, na maioria das vezes, por mera coincidência).

Tito (Ray Stevenson de REI ARTUR) é um soldado brutamontes, beberrão e mulherengo, mas que tem um bom coração (pelo menos, para os padrões da época), enquanto Lucios (Kevin McKidd de JOURNEYMAN) é seu superior hierárquico, um soldado caxias e ranzinza mas apaixonado pela família (também, para os padrões da época).

As cenas de batalha são poucas (menos do que eu esperava), porém isso é compensado pelos excelentes cenários e pelo elenco corretíssimo. Todos convencem muito bem em seus papéis, com destaque para a dupla de protagonistas e para Ciarán Hinds (SANGUE NEGRO), no ingrato papel de César. Digo ingrato porque se trata de um papel complexo, pois se tratava de um tirano, capaz das maiores monstruosidades, mas quase sempre com um ar amigável.

Enfim, uma série realmente ótima, que agrada muito, mas que também assusta, quando percebemos que a humanidade não evoluiu o tanto quanto gostaríamos. Principalmente para nós brasileiros, pouca coisa ali mostrada realmente parece inédito, visto todas as histórias podres de BRASÍLIA (aliás, li um artigo de arrepiar sobre o governo Collor…). O pior de tudo é constatar que, apesar de tudo, em ROMA ainda existiam muitas pessoas com ideais, enquanto no Brasil, nunca tivemos tanto panis et circenses para o povo…

O JUÍZO FINAL (Doomsday/2008)

agosto 18, 2008 às 4:49 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

Sempre cito O ABISMO DO MEDO como filme de terror exemplar, devido a sua simplicidade e a capacidade de assustar. O responsável pelo filme em questão chama-se Neil Marshal, diretor britânico pelo qual eu nutria grande admiração. Nutria até hoje, infelizmente…

Por alguma distração qualquer, acabei não prestando atenção aos créditos iniciais de DOOMSDAY e, por esse motivo, não vi que se tratava de um novo trabalho do diretor. Só fui perceber isso hoje cedo, ao iniciar esse texto. Foi então que todo o descaso que havia sentido em relação ao filme, acabou se transformando em uma grande decepção.

Sei que existe uma linha muito tênue entre “homenagem” ou ser “copia” e que isso pode gerar alguma controvérsia durante a análise do filme. Mas, no caso de DOOMSDAY, o sr. Neil simplesmente chutou o balde e, jogando vários filmes dentro de um liquidificador, acabou gerando essa verdadeira aberração.

O filme começa na Escócia, com um estilo meio MADRUGADA DOS MORTOS meio EU SOU A LENDA, com pessoas sendo infectadas por um vírus misterioso (reaper vírus) e morrendo logo em seguida. O governo isola o país todo, primeiro com o exército e depois com um enorme muro, deixando a maioria da população (incluindo os não-contaminados) presa e condenada a morte.

Trinta anos depois, um satélite espião fotografa sobreviventes nas cidades escocesas, onde supostamente não deveria ter sobrado ninguém. Isso leva o governo a acreditar na existência de uma cura ou de, pelo menos, algum tipo de imunidade ao vírus e resolve enviar uma equipe até lá para averiguar. Ao mesmo tempo, temos o surgimento de um foco do vírus fora da área isolada – mais precisamente em Londres – o que torna a missão ainda mais urgente.

Nesse momento, o filme assume um estilo “policial-futurista”, que tenta ser BLADE RUNNER mas acaba lembrando mais algum filme do Van Damme (mesmo se passando 30 anos no futuro, temos a impressão que tudo se passa em 2007 mesmo).

Conhecemos a Major Eden Sinclair (Rhona Mitra do péssimo SKINWALKERS e que estará no próximo UNDERWORLD), uma espécie de Sarah Connor genérica. Ela é a escolhida para liderar o grupo de militares que entrará na área infectada. A Major é uma das poucas sobreviventes do incidente de 30 anos atrás e ainda tem esperança de encontrar a sua mãe viva – o que remete imediatamente à trama de EXTERMÍNIO 2).

A próxima “etapa” lembra os dois primeiros filmes da série ALIENS e mostram a equipe (com roupas espaciais e veículos blindados modernos) entrando na área isolada. Após algumas cenas legais de exploração eles encontram os primeiros sobreviventes, uma gangue de punks canibais, transformando o filme em uma “releitura” de MAD MAX 2 (aliás, os punks me lembraram também os vilões de GAROTOS PERDIDOS).

Bom, se até esse momento o filme até que era curioso, a partir daí a coisa toda desanda. Basta citar que os veículos blindados, que deveriam ser “resistentes a armamentos pesados, incluindo armas químicas” são danificados por simples coquetéis molotov. Um dos veículos, inclusive, tem o seu pára-brisa quebrado a socos por um punk…

Depois de algumas seqüencias estranhas com esses punks (tortura, canibalismo, cabeças decepadas), os sobreviventes da equipe escapam e, na fuga, acabam encontrando a outra facção de sobreviventes. Acreditem, se quiserem, mas estes são cavaleiros medievais que vivem em um castelo!!

Para piorar, eles possuem uma rede de túneis, repletos de armas e equipamentos modernos (era uma espécie de depósito do governo), mas preferem utilizar cavalos e espadas.

Em certo momento, a heroína da história enconta, nesse depósito, um BENTLEY CONTINENTAL GT que, depois de 30 anos parado, ainda funciona perfeitamente (nem a bateria havia descarregado)!!!! O filme, a partir daí, se torna 100% MAD MAX

Enfim, o visual do filme até que é caprichado, mas as cenas de ação não conseguiram me empolgar. Nem a violência, presente em grandes doses, consegue chocar (imagino que essa era a intensão) de tão trash que são. Acho, por exemplo, que uma fratura exposta (em um protagonista) chocaria muito mais que as várias decapitações do filme, extremamente banais.

Recomendo o filme apenas para adolescentes sem cérebro, dispostos a engolir todas as besteiras da história (provavelmente gritando “Uhuuuuu” durante toda a exibição).

HANCOCK (2008)

agosto 16, 2008 às 4:02 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

Antes de mais nada, gostaria de falar sobre o diretor de HANCOCK, Peter Berg. Sempre achei meio difícil acreditar que, por trás daquela cara de bad boy (tão característica dos seus trabalhos como ator) estivesse um diretor, roteirista e produtor de cinema.

Acompanho seu seu trabalho desde FRIDAY NIGHT LIGHTS, ótima série que ele produz e dirige o episódio piloto, baseada no filme com o mesmo nome , dirigido por ele dois anos antes. Desde então, noto algumas características curiosas no seu trabalho de diretor, como o uso constante (as vezes até exagerado) da câmera de mão (apelidada, pelos fãs da série, de “câmera nervosa”) e a capacidade de extrair boas interpretações do seu elenco. Obviamente, não pude deixar de notar uma certa fixação do cara por protagonistas fortes e suados (de preferência negros). Tenho certeza que ele deve se sentir muito frustrado por não ter dirigido o filme 300 …

Além disso, em seus trabalhos posteriores (o bobo BEM VINDO A SELVA e mediano O REINO) pude confirmar que Peter Berg simplesmente não leva o menor jeito para a comédia e isso me deixou apreensivo em relação a HANCOCK: afinal, o filme seria um drama (é o que eu esperava) ou uma comédia (calafrios) ?

Pela premissa, era meio difícil de julgar, já que mostrava uma espécie de super-herói, amargurado e odiado pela população, sendo auxiliado por um agente de publicidade. 

Após assistir ao filme, pelo menos fiquei feliz ao constatar que o diretor teve exatamente o mesmo tipo de dúvida que eu. Infelizmente, ele acabou realizando o projeto sem definir o que queria fazer, resultando em um filme “em cima do muro”.

Os momentos mais dramáticos da história são muito bem conduzidos, principalmente por estarem apoiados em um ótimo elenco (falarei disso mais tarde). Já o mesmo, como era esperado, não pode ser dito das tentativas de se fazer humor, totalmente constrangedoras.

Em especial, posso citar a longa cena em que HANCOCK atinge uma personagem com diversos utensílios de cozinha (apenas para comprovar uma situação que já era óbvia) e a cena em que ele enfia a cabeça de um vilão no ânus do outro. Isso mesmo. Se a situação tivesse apenas sido sugerida, OK, até seria divertida. O problema é que o diretor, sem a menor elegância, mostra a cena completa, fazendo com que eu, ao invés de rir, exclamasse um: “Mas que porra é essa?”.

É uma pena, pois um elenco tão interessante não precisaria destas bobagens. Will Smith, mais uma vez, comprova sua evolução como ator e seu inabalável carisma (só achei que ele exagerou um pouco nas caras e, principalmente, nas “bocas”) enquanto o veterano Jason Bateman (de JUNO) surge ótimo como o bem intencionado agente do herói. Charlize Theron, como sua bela esposa (ela realmente está linda) mantém o alto nível do elenco (aliás, depois desse filme, fiquei com a certeza de que ELA deveria ter sido escolhida para ser a Sue Storm, do QUARTETO FANTÁSTICO). Também gostei do garoto Jae Head, que na série FRIDAY NIGHT LIGHTS interpretava o visinho do bebum Tim Riggins.

Como já era esperado, o filme também conta com o que há de melhor em termos de efeitos especiais. Estranhamente, esses efeitos são mais utilizados nas cenas “bobas” (que deveriam ser engraçadas) do que nas séries tensas (da parte final).

Aliás, ao final do filme, fiquei com uma impressão que alguma coisa havia faltado. Sei lá, talvez algum “vilão” mais interessante, talvez alguma seqüência mais empolgante, etc. Isso fica mais evidente quando comparamos BATMAN-CAVALEIRO DAS TREVAS  com HANCOCK. Enquanto o primeiro poderia render dois filmes, tamanha a quantidade de reviravoltas e momentos empolgantes, HANCOCK, pelos mesmos motivos, acabaria rendendo apenas meio filme. E que só vale a pena, realmente, pelo excelente elenco.

ARQUIVO X – EU QUERO ACREDITAR (The X Files: I Want to Believe/2008)

agosto 12, 2008 às 11:47 pm | Publicado em Filmes | 4 Comentários

ARQUIVO X – EU QUERO ACREDITAR gerou em mim o mesmo tipo de sensação que senti ao assistir a INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL. Eu estava ciente de que ambas as histórias eram bem fracas, mas, mesmo assim, o carisma dos personagens, a competência da produção e um inequívoco saudosismo trataram de tornar a experiência bastante agradável – inclusive com um gostinho de “quero mais” ao final.

Muita gente, principalmente quem não é fã da série, questiona a qualidade do filme, dizendo que se trata de um filme “apenas para fãs”. Vou ser bem direto: quem não é fã que se f#da! Que assistam MALHAÇÃO ou que esperem pela volta de HEROES

Seguindo meu comentário, acho realmente difícil julgar as escolhas de Chris Carter, durante a criação do roteiro deste filme.  Ele, talvez, tenha considerado que os temas “mitológicos” da série já estavam saturados demais e que seria mais prático construir uma história ao estilo “mistério da semana”. Pensando de uma forma positiva, vejo que ele poderia ter escolhido fazer um roteiro “monstro da semana”, mas acho que seria bem mais difícil de engolir – pois acho que isso não funcionaria em um longa metragem.

De qualquer forma, não achei desprezível a trama, pois é claramente inspirada em antigos filmes de terror trash (não vou citar os nomes, pois isso soaria como SPOILER).

A história começa de forma interessante e muito tensa, mostrando uma agente do FBI sendo atacada e, posteriormente, raptada. A única pista sobre o seu paradeiro acaba sendo fornecida por um ex-padre pedófilo, que alega ter visões envolvendo a vítima. Além da procedência duvidosa, a pista não leva a lugar nenhum, deixando o caso ainda mais confuso.

Os investigadores encarregados do caso, conhecendo as histórias dos ARQUIVOS X, acabam pedindo ajuda a Mulder, que aceita colaborar mas exige a ajuda de Scully. Assim, a dupla volta à ativa, seis anos depois do final da série (que, sabemos, já não contava com a dupla no elenco regular).

Como sempre, Scully faz o papel da cética que, neste caso, não acredita no padre (achando que se trata de uma invenção dele, visando o perdão) enquanto Mulder, pelo contrário, mergulha de cabeça na história.

Acho importante citar como esse conflito mostra-se tão interessante quando nos melhores momentos da série, principalmente porque Billy Connelly consegue construir o ex-padre com bastante complexidade: mesmo claramente arrependido pelos seus crimes, ele não deixa de representar uma figura potencialmente perigosa.

Enquanto isso, David Duchovny volta a interpretar Fox Mulder como se nunca tivesse saído da série, o mesmo acontecendo com Gillian Anderson e sua Dana Scully.

Para quem é fã da série, além da história em si, ainda temos diversas citações bacanas, que lembrar os episódios clássicos, como os pôsteres na parede do quarto de Mulder (destaque para o foto da irmã dele e o famoso pôster I WANNA BELIEVE, que dá nome ao filme), o seu hábito de comer sementes de girassol, etc.

Temos também a presença do “chefe” Skiner no final do filme, Aliás, a presença dele me trouxe uma sensação estranha, dando a impressão de que as cenas haviam sido escritas para o policial durão (interpretado pelo rapper Xzibit), sendo posteriormente alteradas para incluir Skiner.

Achei a direção de Chris Carter, pela primeira vez dirigindo um longa metragem (no momento ele encontra-se filmando FENCEWALKER), pois consegue conduzir bem a maioria das seqüências (com exceção da queda da agente no fosso do elevador, que achei realmente esquisita). Somando-se a isso, temos a excelente fotografia, que consegue intensificar o clima obscuro daquela nevasca interminável.

Talvez o maior problema deste filme esteja no fato de que, sendo praticamente um “episódio grande”, ele nos dê a falsa sensação de que, na semana que vem, teremos outro episódio. Infelizmente, apesar dos boatos sobre uma possível volta da série, ainda não temos nenhuma confirmação de que voltaremos a ver essa maravilhosa e mítica dupla em ação novamente.

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