A HORA DO ESPANTO (Fright Night/1985)

outubro 30, 2008 às 11:36 am | Publicado em Filmes | 11 Comentários

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É sempre muito difícil julgar algum assunto quando este envolve, de alguma maneira, o nosso emocional, principalmente no que diz respeito ao saudosismo. Como sei que os anos 80 são um exemplo que se encaixa perfeitamente nesse tema, vou me esforçar para ser um pouco imparcial, embora duvide muito que vá conseguir…

Entre 1981 e 1986 foram produzidos filmes fantásticos, sendo que considero o ano de 1985 como “o” ano que reuniu o maior número de boas produções. Basta uma rápida busca na internet, para encontrar filmes que marcaram a toda uma geração, como DE VOLTA PARA O FUTURO (uma obra-prima), OS GOONIES, O FEITIÇO DE ÁQUILA, A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS, A HORA DO LOBISOMEM e A HORA DO ESPANTO.

A HORA DO ESPANTO, que vem a ser o tema deste texto, mostra sua importância desde o seu título nacional, que acabou popularizando a moda de se colocar “A HORA…” antes de todo e qualquer filme. Apesar da idéia ter sido utilizada primeiramente em 1984, em A HORA DO PESADELO, foi A HORA DO ESPANTO que realmente difundiu a moda, até porque o primeiro ficou mais conhecido para o grande público como, simplesmente, o “filme do Freddy Kregger”.

Na época em que assisti A HORA DO ESPANTO, existia apenas um videocassete na nossa cidade, justamente na casa do meu brother Marcio – casa essa que era ponto de encontro de toda a gurizada pois, além do videocassete, eles ainda contavam com um MSX, mistura de computador com videogame, muito famoso na época e praticamente um artefato alienígena para nós, tamanha era modernidade queele  representava.  Foi lá, na casa do Marcio, que assisti também ao primeiro INDIANA JONES.

Pois bem, o fato é que A HORA DO ESPANTO foi tão marcante para mim que, até hoje, lembro com detalhes do dia em que foi assistido. Anteriormente, os pais do Marcio, junto com os seus tios, haviam visto o filme no cinema e, segundo consta a lenda, sua tia até havia passado mal no cinema, pois o filme era ABSURDAMENTE ASSUSTADOR. Assim, quando a fita VHS chegou, reuniram-se em torno de 15 pessoas na sala, para ver o filme, rodeados de expectativa e muito, muito medo. O filme não decepcionou ninguém na época e, por isso mesmo, resolvi voltar a assistí-lo nessa semana.

A rua onde a ação de passa

É claro que, passados tantos anos, o filme perde um pouco do seu impacto, principalmente em função da ingenuidade do roteiro. Já em relação aos efeitos especiais, que eu tinha como certo que me decepcionariam, achei e, porque não, ainda chocantes. Poucas vezes vi maquiagens tão assustadoras (e criativas) quanto as apresentadas pelos personagens Dandrige (o vampirão), Evil Ed (o amigo maluquinho) e, principalmente, Amy (o que era aquela boca??!?!) – todas criação dE Richard Edlund, responsável, entre outras coisas, pelas criaturas de GHOSTBUSTERS.

Por outro lado, achei engraçado ver atores adultos interpretando ingênuos adolescentes. Na época Wiliiam Ragsdale, que interpreta o Charley tinha 25 anos, enquanto sua pura namoradinha, interpretada pela lésbica assumida Amanda Bearse já tinha 27!!! Já Evil Ed, interpretado por Stephen Geoffreys (que hoje é ator pornô gay, sob o pseudônimo de Sam Ritter) era o mais “novinho” da turma, tendo apenas 21 anos.

 

Os "adolescentes" do filme...

Os adolescentes do filme...

O destaque, para mim, acaba sendo o ator Roddy McDowall, famoso por interpretar o Cornelius de PLANETA DOS MACACOS, que está simplesmente perfeito, no papel do decadente ator Peter Vincent, que é procurado por Charley como sendo a sua última esperança. Adorei ver as cenas em que ele demonstra ser um grande covarde e também a “cara de pena” que ele faz, cada vez que mata um vampiro. Ele praticamente chora de pena dos monstros!!! Em um filme mais atual, ele provavelmente gritaria algo como “Diiiiieeee, fuckin’ blood sucker!!!” e sairia rindo da situação… Convenhamos que esse misto entre pavor e pena (afinal, por trás dos monstros temos seres humanos) é bem mais real.

Sem me estender muito, considero A HORA DO ESPANTO como um dos grandes filmes de terror que assisti, uma vez que, além de toda a aura “anos 80” que carrega, soube dosar muito bem o humor e o susto, além de contar com um diretor competente (Tom Holland, que faria depois o ótimo BRINQUEDO ASSASSINO – o primeiro é ótimo mesmo, depois é que esculhambaram a franquia), bons atores e efeitos especiais que, se não eram revolucionários para a época, eram extremamente eficientes.

Pretendo assistir, assim que possível A HORA DO ESPANTO 2, que também é muito bom e, depois disso, tenho planos de gravar um podcast sobre os filmes que tem “A HORA” no nome. Até mais! 

FNL [3X04] Hello, Goodbye

outubro 28, 2008 às 10:52 pm | Publicado em FRIDAY NIGHT LIGHTS | 2 Comentários

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O que dizer de uma série onde os 4 primeiros episódios são simplesmente perfeitos? Pois é justamente essa a minha dúvida após assistir HELLO, GOODBYE…

Começando pelo dilema envolvendo Tyra e Landry, tivemos uma seqüência claramente filler, mas que consegue agradar e fugir do clichê justamente pela sensibilidade do roteiro e as seguras interpretações dos dois atores. Tyra envolve-se com outro cara (Bon Jovi cover) mas, com medo de magoar Landry, acaba omitindo a verdade dele – que, por sua vez, se recusa a aceitar que o relacionamento dos dois acabou.

Enquanto isso, Matt segue em dificuldades no time, apesar do apoio incondicional de Coach Taylor, e vê a sua mãe tentando uma reaproximação. Inicialmente, ela não é bem recebida, chegando a ser hostilizada por Matt, mas depois de alguma insistência, o rapaz e sua vó parecem baixar um pouco a guarda. Como acredito na lei das compensações, acredito que essa volta da mãe, aliada a boa situação dele com Julie, sejam formas de compensar sua queda no time, infelizmente.

E as dificuldades profissionais acabam melhorando o clima entre o casal Taylor, já que um volta a ser o confidente do outro. Enquanto Eric se preocupa com o destino de Smash e a situação de Matt, Tamy encontra-se pressionada com toda aquela história do JUMBODROME.

Ela acaba se saido muito bem, agradando aos investidores e a comunidade escolar, enquanto coloca Buddy em uma situação delicada. Já Eric, empurra o problema de Matt com a barriga, provisoriamente, mas consegue encaminhar Smash para um time universitário. Show de bola a cena em que ele incentiva Smash momentos antes do teste. 

Smash, aliás, que se despede de Eric como quem se despede da série, após uma ótima participação que mostrou toda a evolução do jovem e arrogante atleta. Impossível não se emocionar com o abraço final deles.

Por enquanto, era isso. No final de semana, continuo os comentários no Podcast # 3.

[Podcast #2] Séries da Semana

outubro 26, 2008 às 10:08 pm | Publicado em PODCAST | 9 Comentários

Está no ar a segunda edição do podcast TÔ ASSISTINDO, desta vez com comentários sobre as seguintes séries:

– TERMINATOR: THE SARAH CONNOR CHRONICLES [2X06]

– FRINGE [1X06]

– FRIDAY NIGHT LIGHTS [3X03]

Ainda é uma versão beta, pois ainda não conseguimos incluir o Alex no podcast (realizamos a gravação da parte dele, que falaria sobre DEXTER, mas tivemos problemas no audio do SKYPE. Mas o problema já está resolvido e nesta semana, na edição 3 do podcast, já poderemos contar com o Alex.

OUVIR O PODCAST:

DOWNLOAD DO ARQUIVO (17:30 min / 15.3 MB)

Enviem suas críticas, opiniões e comentários para toassistindo@oi.com.br 

DEXTER [03X04] – All In The Family

outubro 25, 2008 às 1:29 pm | Publicado em DEXTER | 1 Comentário

Neste 4º episódio de Dexter as coisas começam novamente a esquentar.Acontecem muitos eventos que terão um bom desenvolvimento no decorrer da temporada. Pelo menos eu torço para que isto aconteça.

Yuri Amado, a policial da corregedoria que aparece desde o 1º episódio continua no pé de Debra Morgan para que ela seja o informante da corregedoria dentro do departamento. É claro que Debra continua não aceitando mais começa a desconfiar que o objetivo de Yuri é na verdade o policial novato Joseph Quinn, pelo qual o nossa policial começa a sentir uma crescente repulsa. Por outro lado, ela se vê cada vez mais envolvida com o antigo informante de Quinn, o músico Anton. Cheiro de romance no ar.

Já o nosso agora Sargento Batista após quase ser preso pela Detetive disfarçada Bárbara Giana, recebe a visita da mesma e jura que nunca mais vai fazer isto. E também em poucos minutos conta a história de sua vida para a mesma e parece que dali vai nascer uma grande amizade.

Mas falamos agora um pouco de nosso personagem principal, o policial Morgan Dexter. Já não bastasse todos os problemas por ter assassinado Oscar Prado por engano e depois Frebbo para se livrar da testemunha e de ser pego no ato por Miguel Prado, agora ele tem que lutar contra a vontade do Promotor de contar toda a verdade para  o irmão do meio, o explosivo Rámon Prado. Dexter não se sente nem um pouco a vontade de dividir o seu segredo com mais alguém. Então de uma maneira muito ábil, ele faz com que Miguel veja que o irmão é muito explosivo e não terá condições de guardar o segredo, ficando assim somente entre os dois.

Ainda neste capítulo temos um crime que é solucionado, vejam só, por nosso amigo Dexter. Ele descobre que a morte de Jack Rice foi morto pela suposta noiva, Fiona Kampp. Apesar da mesma jurar de forma convincente que ela apenas encontrou o corpo. Observando esta moça que Dexter descobre que também deve fingir para outras pessoas que tem sentimentos, para que aos olhos de todos ele pareça um pouco mais “humano”.

E para terminar de maneira leve, vemos Dexter pedindo Rita em casamento, que aceita imediatamente e tudo vira uma grande festa.

Este capítulo foi um pouco melhor que o anterior,mas eu acredito que ainda está servindo de escada para os próximos que virão.

Até mais pessoal, grande abraço!!!

FRIDAY NIGHT LIGHTS [3X03] – How the Other Half Live

outubro 25, 2008 às 11:53 am | Publicado em FRIDAY NIGHT LIGHTS | 1 Comentário

Nenhuma outra série consegue lidar tão bem com o tema “pressão” quanto FNL.  Mesmo contando a história de pessoas simples, que querem apenas ganhar um jogo, garantir o emprego ou simplesmente seguir levando a vida, a série é tão bem escrita e realizada que consegue deixar qualquer um grudado na poltrona.

Uma simples comparação, com a badalada série HEROES, nos dá uma idéia das qualidades de FNL: enquanto os personagens da primeira tentam salvar o mundo, eu apenas me esforço para não pegar no sono. Já em FNL, uma simples cena mostrando um treinador sendo pressionado pelos patrocinadores do time me deixa com o coração na mão.

O terceiro episódio desta atual temporada trata, principalmente, do outro lado da moeda, ou seja, das pessoas de Dillon que não vivem sob os holofotes do futebol mas que, mesmo assim, precisam sobreviver. O maior exemplo disso é Billy Riggins, que de jogador promissor passou a apenas um bêbado desempregado,  que pretende se casar com uma stripper, mesmo que tenha que roubar para isso. O pior de tudo, que me leva a torcer para que o cara se foda, é que o desgraçado, ao invés de apoiar o irmão que teria tudo para ser um grande jogador, simplesmente tenta dragá-lo para dentro do mesmo buraco.

Tim Riggins encontra-se na fronteira entre ingressar no futuro e mergulhar de vez no passado com o seu irmão, sendo que Lyla o puxa para um lado e Billy praticamente o arrasta para o outro. A cena que mostra os dois irmãos, sentados à beira de uma piscina vazia, bebendo cerveja e tendo ao lado deles as bobinas roubadas, serve como uma bela metáfora para o que a vida lhes reserva: um grande vazio existencial, rodeado de problemas. Ou então, serve para lembrar que um ex-jogador  promissor tem a mesma utilidade de uma piscina vazia: nenhuma, a não ser a de lembrar o passado glorioso. E para quem sente raiva de Tim, pelas suas escolhas estúpidas, basta lembrar que o cara não teve uma figura materna, assim como Smash tem, que o aconselhe e o apoie. Sua única refência é o irmão fracassado. 

Já que falei de Smash, tivemos uns daqueles “draminhas instantâneos” de FNL, envolvendo o jogador.  O cara está com um teste marcado e com chances reais de recomeçar sua carreira, além de ingressar em uma faculdade, mas resolve desistir tudo para ser gerente de sorveteria?!?!? Ainda bem que, diferentemente de Tim Riggins, ele tem Corina Willians, uma mãe guerreira ao seu lado para lhe orientar.  Novo show de interpretação da Mama Smah e acredito que, agora, Smash irá passar no teste e, infelizmente, se afastar da série nos próximos episódios.

Outro personagem que, assim como Tim, encontra-se muito próximo do limite é Matt Saracen. A única diferença é que, ao contrário de Riggins, Matt luta para reverter o quadro. Ele sabe que se perder a vaga para a estrela Macoy, logo se tornará mais um anônimo reserva do time e, porque não, um anônimo na vida..

Pelo menos Matt conta a reaproximação de Julie que, mais madura, mostra-se uma excelente compania (além de linda, né).

Enquanto isso, J.D. Macoy  mostra-se um personagem bem mais complexo do que eu imaginava. Pelo menos foi essa a impressão que tive, ao ver o diálogo dele com Matt. A princípio, o garoto carrega a arrogância do pai, mas percebe-se que ele não se encontra totalmente confortável com aquela situação toda – talvez por medo de não suprir as expectativas do pai. Aliás, será que o pai alguma vez lhe perguntou se era aquilo, realmente, que ele queria da vida?

E como comecei o texto falando em “pressão”, nenhum outro personagem encontra-se tão pressionado como o técnico Eric Taylor. Com toda essa pressão exercida pelos patrocinadores, ele sabe que mais cedo ou mais tarde terá que colocar Macoy no time. Seu emprego também depende disso e, para completar, ele não conta mais com o apoio da esposa, saturada pelos próprios problemas.

Para encerrar, o episódio tem uma grande partida de futebol, repleta de tensão e de grandes lances, com destaque para a interpretação de Matt Saracem. A expressão assustada e, ao mesmo tempo, determinada dele, aliado a sua voz extremamente rouca, tornaram as cenas extremamente convincentes.

Enfim, um grande episódio, da melhor série em exibição. Acho que não preciso dizer mais nada. 

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