PRAZERES MORTAIS (Donkey Punch/2008)

dezembro 26, 2008 às 12:38 am | Publicado em Filmes | 4 Comentários
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Segundo o GOOGLE, “Donkey Punch” ou “Coice da Mula” é uma prática sexual violenta onde o homem dá um soco na nuca da(o) parceira(o), que está de quatro, para que haja uma contração dos músculos da vagina ou do ânus e conseqüente aumento do prazer de quem penetra. É chamada assim porque o pulo que a(o) parceira(o) acertada(o) dá é comparado com o coicear de uma mula.

Por aí, já podemos perceber que estamos diante de um filme europeu (no caso, inglês) já que um filme proveniente da “recatada” América não traria algo assim no título. E, me desculpem os americanos, mas os ingleses, pelo menos atualmente, estão produzindo filmes de suspense muito melhores que eles. Já cansei de elogiar ABISMO DO MEDO aqui no blog e agora me deparo com DONKEY PUNCH, filme inferior a aquele mas, ainda assim, bem superior a maioria das produções do gênero.

Antes de mais nada, me agrada a idéia de se criar um bom filme de suspense com pouco investimento – o que é o caso deste projeto, filmado inteiramente dentro de um barco. Se for para gastar muito dinheiro, que se gaste fazendo algo no estilo de SENHOR DOS ANÉIS.

donkey_01Exibido pela primeira vez no festival de SUNDANCE, em janeiro de 2008, DONKEY PUNCH segue a linha de histórias com “adolescentes imbecis entrando em situações potencialmente perigosas e achando graça” como já vimos em O ALBERGUE, TURISTAS e AS RUÍNAS. Aqui temos três jovens inglesas, em férias no Mediterrâneo, que só pensam em curtir. Durante uma “balada” (odeio essa palavra) encontram alguns rapazes estranhos e vão conhecer o iate onde eles trabalham.

Lá dentro, consomem drogas (entre elas, a metanfetamina), bebem muito e a acaba rolando uma suruba básica. Tudo muito bem encaminhado para que uma grande merda aconteça. Quando ela finalmente acontece, a partir de um incidente ocasionado pela prática sexual descrita no título do filme, todos só conseguem pensar em uma forma de se safar da situação. Para piorar, eles estão isolados em alto mar e, aos poucos, percebem que ninguém realmente se conhece ali.

donkey_02Soma-se a isso o fato de que estão todos bastante alterados pela metanfetamina (outra pesquisa no GOOGLE e descubro que ela costuma provocar comportamento violento e paranóico em seus usuários) e está montado o cenário macabro para o desenrolar da trama.

 

Como todo bom filme europeu, DONKEY PUNCH não alivia e mostra cenas bastante realistas de sexo (se a loira não é atriz pornô, está perdendo dinheiro…) e com muita droga envolvida. As cenas de violência também são razoavelmente fortes, mas não são tão gratuitas quanto as mostradas em O ALBERGUE, por exemplo.

Já o elenco é quase que totalmente desconhecido, porém é bastante competente. Uma das caras menos estranhas ali é a do ator Julian Morris (o Josh) com participação na temporada 2008 de E.R.  e no filme CRY WOLF.

donkey_03Encabeçando o projeto, temos os novatos Oliver Blackburn (diretor) e David Bloom (roteirista) que, tirando uma certa lentidão em algumas partes do filme, se saem muito bem. Fiquei um pouco decepcionado também com algumas atitudes dos personagens, um quanto tanto estranhas, mas como estão todos chapadaços, até que passa.

No final das contas, eu esperava bem menos desse filme, que tinha tudo para ser um grande clichê, mas acabou surgindo como uma grata surpresa. Não chega a ser um filme de terror, mas sim um suspense bacana, ideal para ser curtido durante essas férias.

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NADA FOFA

dezembro 25, 2008 às 11:00 am | Publicado em EXTRA | 7 Comentários

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Não costumo assistir muito coisa na TV aberta mas, estando de férias e visitando os familiares, acabei me deparando com mais um dos erros da GLOBO, o especial de final de ano NADA FOFA.

Praticamente xerocando produções americana sobre “solteiros ricos” (já vimos centenas de tipos parecidos, como Mel Gibson em DO QUE AS MULHERES GOSTAM, só para citar um) o especial mostra Letícia Spiller, totalmente sem talento para comédia, no papel de Nádia, uma advogada rica e solitária que é “assombrada” por um pinto rosa gigante (isso mesmo que você leu), chamado Pintolino.

Tal criatura surge como lembrança de uma “trauma” de infância da personagem e que agora tem a missão de fazer com que ela tenha atitudes mais “legais” com os outros.

Em termos de produção, até que NADA FOFA não decepciona, começando pelo belo apartamento da personagem, luxuoso e totalmente decorado com tons pastéis – que contrastam perfeitamente com a imagem do Pintolino, assim como a mensagem que ele trás contrasta com o modo de ser de Nadia.

Os erros, porém, começam pela indefinição do tema, uma vez que história de tribunal parece não casar bem com a presença surreal do personagem. O próprio Pintolino não consegue ajudar muito na trama, já que não se trata de um personagem carismático. Ao meu ver, ele deveria ser “fofinho” e “bonitinho” ou então, uma criatura com um humor ácido e inteligente. Porém, além de ser estremamente mal concebido, o Pintolina ainda age como um Teletubie sequelado, apenas repetindo insistentemente suas mensagens. Não gostei e ponto final.

Sem me alongar muito, talvez a única sequência minimamente marcante (mas nem por isso criativa, é bom dizer) é aquele que traz a protagonista nua, caminhando pelo apartamente e estrategicamente coberta por elementos de cena (vasos, cortinas, porta da geladeira…).

É claro que os cuecas de plantão já lançaram a tal cena, que coloco abaixo. Fora isso, uma total perda de tempo, como tem se tornado comum nas produções criadas pela dupla Fernanda Young e Alexandre Machado.

FRIDAY NIGHT LIGHTS [S03E10] The Giving Tree

dezembro 17, 2008 às 12:12 pm | Publicado em FRIDAY NIGHT LIGHTS | 4 Comentários

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Com a proximidade dos playoffs e, conseqüentemente, do final da 3ª temporada de FNL, temos mais um ótimo episódio, que serve principalmente para nos deixar ansiosos por notícias sobre uma renovação (ou não) da série.

snapshot20081216073509Começamos por Tyra que, depois das últimas cagadas, acaba correndo para os braços de Landry. Aliás, ela nem corre para os braços dele, já que insiste com aquela história de ficar amiguinha, quando, na verdade, só aparece para se aproveitar do pobre nerd roqueiro. Dessa vez, porém, seus colegas de banda lhe dão uns toques e ele finalmente acorda para Jesus, se recusando a fazer papel de idiota mais uma vez. Depois do esporro que leva de Landry, Tyra resolve fazer algo pelo rapaz e consegue uma apresentação para a banda dele, a CRUCIFICTORIOUS, no Bar TC. Detalhe: para convencer o dono a ceder o local para o show, Tyra diz que todas as fãs da banda são bonitas como Jules… Assim, até eu os traria para tocar na garagem aqui de casa!

De qualquer forma, não gostei de ver a cena final, com Tyra ficando encantada pela figura de Landry no palco. Não gosto de pensar em Landry entrando de vez para a família Collete…

snapshot20081216073649J.D. McCoy finalmente tem uma atitude de adolescente “normal”. Não dava mais para aturar a cega obediência dele em relação ao pai, principalmente porque ele tem uma mãe gente fina para o ajudar.  

Além disso, J.D. conta com a simpatia do ex-bad boy de Dillon, Tim Riggins, que tem se mostrado um dos melhores personagens da temporada. Mesmo mantendo seu jeito caladão,  ele consegue, com meia dúzia de palavras, dar uma lição de moral (ou imoral) em J.D. e ainda expulsar Buddy Garrity da sua casa.

Buddy, por sua vez, continua ladeira abaixo, já que além de péssimo pai e marido, ainda revela ser um péssimo administrador. Ele usa, como última alternativa para salvar os negócios, as economias reservadas para a faculdade de Lyla e perde tudo. Para completar, ainda é preso ao agredir seu sócio (que perdeu o dinheiro) e, durante a briga, literalmente quebrar tudo no Landing Strip – que resulta em um prejuízo de mais U$ 40 mil, além dos U$ 70 mil já perdidos no seu investimento arriscado.

Apesar de parecer um pouco de emrolação, acho essa parte da trama interessante por dois motivos:

– Mostrar um pouco mais de Minka Kelly, a limitada, mas maravilhosa intérprete de Lyla Garrity.

– Adequar a trama aos dias atuais, tendo em vista que Buddy é dono de uma revenda de automóveis e este é segmento mais afetado pela crise americana.

Com tudo isso, Lyla se muda para a casa de Tim Riggins e precisa aturar o seu pai, que a todo o momento, aparece ou liga implorando perdão. Sorte que Tim prova mais uma vez que é macho e encara o sogrão descontrolado.

Bem diferente do que fez Matt: ele é pego na cama com Jules, após uma tarde de muito Love, justamente pelo pai da garota (seu técnico, aliás, é sempre bom lembrar) e quando vai falar com ele mais tarde, praticamente não consegue pronunciar um palavra sequer. Achei hilária essa seqüência, principalmente pela cara que Matt faz quando se vê obrigado a conversar com Eric.

snapshot20081215232814Além disso, tivemos mais uma mostra do talento de Connie Briton (Tami) e Aimee Teegarden (Julie), com aquela ótima cena mostrando a constrangedora conversa entre as duas.

Para encerrar, tivemos aquela expulsão de Eric durante a difícil partida dos PANTHERS. Li alguns comentários, que diziam que Eric havia feito aquilo apenas porque estava com raiva de Matt. Pois tenho certeza que não foi nada disso: antes de mais nada, é claro que a expulsão serviu para preparar um substituto para Kyle Chandler na história, caso a série seja renovada por mais uma temporada. Só que poucos perceberam que, em termos de história, Eric foi expulso propositalmente, pois sabia que os árbitros não “iam com a cara dele” e jamais permitiriam uma vitória dos Panthers. Eric então, assumindo um postura típica de Benjamin Linus (LOST) força uma expulsão. Sem ele em campo, os árbitros voltam a apitar corretamente e os PANTHERS ficam a dois jogos do título. Go Panthers, Go Eric !!!!

O MELHOR AMIGO DA NOIVA (Made Of Honor/2008)

dezembro 14, 2008 às 1:04 am | Publicado em Filmes | 4 Comentários

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Logo após assistir ao pessimista OS ESTRANHOS, recorri à um “filminho leve” para amenizar o clima do restante da noite. Pode parecer bobagem, mas posso garantir que a tática funcionou e DAMA DE HONRA me garantiu uma boa e tranquila noite de sono.

Sou uma pessoa bastante eclética em relação aos filmes que assisto e não tendo nenhum tipo de preconceito em relação às tão mal faladas comédias românticas. Pelo contrário, me considero uma pessoa até que bem romântica e só  não gosto de filmes desse gênero quando os roteiros insistem em colocar os personagens brigando por motivos estúpidos, o filme todo, para descobrirem que se amam no final.

made_1DAMA DE HONRA, filme estrelado por Patrick Dempsey e Michelle Monaghan, apesar de ser uma produção bastante tradicional, conseguiu me agradar muito, cumprindo seu dever com méritos: é um filme romântico, com um casal de atores bacana, tecnicamente correto e com um roteiro sem grandes imbecilidades.

O roteiro nos apresenta Tom (Dempsey) e Hannah (Monaghan), amigos desde os tempos da faculdade, quando ele, mulherengo inveterado, acidentalmente entra no quarto dela e é atacado com um frasco de perfume.

Desde então os dois não se desgrudam e, apesar de ficar claro que gostam, Tom evita tentar qualquer coisa com medo de atrapalhar a amizade deles, que ele tanto preza. Com isso, temos ele trocando de namorada toda a semana (na verdade, ele nunca sai duas vezes, na mesma semana, com a mesma mulher) enquanto Hannah espera para conhecer alguém especial (ou que Tom tome alguma iniciativa).

Logo de cara, o roteiro define Tom como um solteiro rico, que ganha a vida com os lucros de uma invenção que teve no colegial (um protetor para ser colocado em copos de café, evitando que se queime os dedos). Ele é boa praça, fiel aos amigos (com quem joga basquete toda semana), gosta de comer em bons restaurantes e padarias (hábito que divide com Hannah) e que ama os animais (principalmente os cães). Praticamente um príncipe encantado…rsss

snapshot20081214011630Já Hannah é uma artista, especializada em restauração de obras de arte, igualmente boa praça e independente. A atriz Michelle Monaghan (de MISSÃO  IMPOSSÍVEL III), aliás, compõe o papel com uma alegria e delicadeza que logo conquistam os cuecas de plantão. Sem contar que, como podemos comprovar nas cenas em que ela prova as lingeries, a desgraçada é “MÓ GATA”.

Um dia então, durante uma viagem de Hannah à Escócia, Tom começa a sentir falta da moça e acaba descobrindo que ela é a mulher da sua vida. Só que, ao voltar, Hannah apresente a ele o seu novo namorado, que ela conhece  na viagem e com quem pretende se casar em 15 dias! O namorado  é interpretado por Kevin McKidd, o Lucius Vorenus de ROME.

Com isso, a história se transfere para a Escócia, onde será realizada a cerimônia de casamento (que Tom precisa impedir) e onde podemos apreciar, ainda mais, a belíssima fotografia do filme.

É claro que todos sabem o que irá acontecer ao final do filme mas, como a história é contada de forma divertida e com um bom entrosamento dos atores, isso acaba não importando tanto.

Como curiosidade, pelo menos para mim, que acompanho a série THE SARAH CONNOR CHRONICLES, Busy Philipps, a visinha grávida de Sarah Connor, aparece como uma das amigas de Hannah.

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Para encerrar, destaco ainda as boas cenas envolvendo Tom e o seu pai, que está para se casar pela 7ª vez e tem ótimas conversas com o filho.

Não conhecia o diretor Paul Weiland e, pesquisando no IMDB, me chamou a atenção o fato dele ter dirigido alguns trabalhos do Mr. Bean. Ele inclusive aparece nesse filme, como passageiro que senta ao lado de Hannah no avião.

Bom filme, especialmente para quem não tem preconceito com relação à esse tipo de história. Não faz chorar, mas diverte e nos lembra que, no final das contas, bom cinema também pode ser uma boa diversão escapista. 

CAPITU

dezembro 12, 2008 às 11:35 am | Publicado em EXTRA | 10 Comentários

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Não sou hipócrita para vir até aqui, no meu blog, declarar que estou “amando” CAPITU e, assim, tentar parecer mais intelectualizado do que realmente sou. 

A  nova microssérie da REDE GLOBO segue os mesmo moldes de A PEDRA DO REINO e HOJE É DIA DE MARIA, seja pelas suas qualidades (primor técnico impressionante, criatividade elevada à enésima potência), seja pelos seus “defeitos” (entre aspas mesmos), já que estão anos luz, em termos de linguagem, à frente do que o público está acostumado a ver e, portanto, acabam gerando um certo estranhamento (ou até repúdio) por parte do público.

Não vou comentar sobre a história, uma vez que DOM CASMURRO já está por aí a mais de 100 anos, me limitando a expressar a minha opinião, estritamente pessoal (que, afinal, é a finalidade de um blog) sobre a série.

capitu1_blogO diretor do projeto, Luis Fernando Carvalho é, sem sombra de dúvidas, um gênio que a REDE GLOBO sabe preservar e “mimar” muito bem. Ele é considerado como uma espécie de “selo de qualidade”, já que seus trabalhos visam mais os prêmios e um upgrade na imagem da GLOBO do que um retorno financeiro, propriamente dito. Mais ou menos como as montadoras fazem, ao lançarem carros caros e tecnologicamente avançados (Stilo Abarth, na FIAT e Gol Turbo, na VW, para citar exemplos conhecidos) que vendem poucos, não dão lucro, mas são bons para a imagem da marca, nos fazendo sonhar e consumir os produtos mais populares.

Porém, acho que ele o diretor peca (relembrando: para o meu gosto pessoal) ao insistir na linguagem teatral, já mais do que batida nesse tipo de projeto. Só faltou a história se passar no sertão nordestino… Sempre que alguém quer “inovar” na TV (e até no cinema), recorre ao “velho truque da linguagem teatral” ou ao “velho truque de levar a história para o sertão”, ou até aos dois juntos.

Lembro que L. F. Carvalho consegue se sair muitíssimo bem quando trabalha com formatos mais tradicionais como, por exemplo, RENASCER, novela de maior sucesso dos anos 90, numa época em que ainda era possível assistir as novelas exibidas. Essa,  em especial, além da história e dos personagens marcantes, foi inovadora em diversos aspectos, como no uso da computação gráfica na sua abertura, os efeitos especiais na primeira fase e o uso de película para a filmagem de algumas cenas.

capitu-audiencia-436Voltando a CAPITU, acredito que, no final das contas, a produção acaba representando um desperdício de talento e de recursos, já que teria tudo para ser uma produção inesquecível, mas vai acabar sendo mais uma “série fantástica” que pouca gente assistiu.

A abertura e as transições dos capítulos são maravilhosas e modernas (tirando a narração das transições, que não precisavam existir) e chama a atenção o uso de uma trilha sonora fantástica e também moderna, ao misturar o clássico ao contemporâneo. No capítulo de ontem (que não assisti todo), por exemplo, fiquei de queixo caído ao ouvir IRON MAN do BLACK SABATH em uma versão ao piano. Simplesmente foda!

Não sou defensor do popularesco, pelo contrário. Não acho que a série deveria constar com o Faustão na narração e nem com pornografia, para atrair público. Mas fico imaginando tudo o que citei como méritos da série (e o que não citei, como a linda fotografia de Adrian Teijido, parceiro habitual do diretor e profissional experiente em campanhas publicitários) sendo utilizado em uma linguagem mais cinematográfica (sim, pensei em algo mas “hollywoodiano” mesmo… e daí?). A primeira coisa que me vem a cabeça seria algo mais próximo à estética de Tim Burton, que tenho certeza que se encaixaria muito bem à história. Seria impressionante e perfeitamente “realizável” com os recursos disponibilizados.

Temos, por exemplo, belíssimas e tocantes cenas, como aquelas que mostram Capitu e Bentinho desenhando um cenário com giz, mas também, por outro lado, temos cenas exageradas que não combinam em nada com isso. Para que, pelo amor de Deus, alguns personagens com maquiagem teatral? Fica claro, desde o princípio, que estamos acompanhando à “versão Bentinho” dos fatos, ou seja, aquilo que ele acha que aconteceu, sendo verdade ou não. Então, não vejo a necessidade de explicitar tanto esse tom de fantasia e exagero no visual.

De qualquer forma, ainda acho elogiável, por parte da REDE GLOBO, a disposição de investir R$ 5 milhões (R$ 1 milhão por episódio, valor bastante razoável) em algo tão experimental. O resultado impressiona principalmente quem gosta de detalhes técnicos (como por exemplo, a lente especial, cheia de água, criado pelo diretor para ilustrar o ponto de vista de Bentinho), mas frustra, como já disse antes,  justamente por ainda não conseguir romper a barreira que separa as obras experimentais das obras de sucesso.  Até porque, queira ou não queira, o cinema (e a TV) fazem parte de um grande negócio e precisam de resultados para garantir a sua continuidade.  Caso contrário, acabam sendo exilados aos horários da madrugada, como é o caso de CAPITU, sendo mais comentados do que realmente assistidos. Por isso, coloquei uma nota 7 para a série, mesmo que ela ainda não tenha acabado.

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