AVATAR [2009]

janeiro 9, 2010 às 8:07 pm | Publicado em Filmes | 8 Comentários
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Davi Cruz – Nota 9,5

Espetacular! Fantástico! Revolucionário!

Você  já deve ter cansado de ver pelo menos uma dessas três palavras, sempre que lê algum texto sobre AVATAR. E, tenho que confessar: é realmente difícil de pensar em outra coisa, logo após assistir ao filme…

Mas então porque apenas nota 9,5 e não 10? Fácil de explicar: apesar de não ser a sua função (que é revolucionar a forma com que ASSISTIMOS cinema) acho que Cameron poderia, depois de 12 anos de planejamento, ter criado um roteiro um pouco menos previsível. Além dos excessivos clichês, a história nada mais é do que uma revisão de POCAHONTAS e DANÇA COM LOBOS, escondida por detrás de um visual hitech (li algo assim em algum lugar, mas não lembro onde…).

Dizendo isso, vamos ao lado bom da coisa: depois de assistir à AVATAR em um cinema 3D, jurei a mim mesmo nunca mais assistir à nenhum outro filme que não fosse com aquela tecnologia. É claro que se trata de  uma promessa impossível de ser cumprida, já que muitos filmes continuarão sendo assistidos em casa, na TV da sala, no monitor do computador e, porque não, no precário cinema aqui da cidade (que, por sinal, está passando por reformas). Mas a minha vontade realmente era essa: assistir apenas à produções com o mesmo padrão 3D de AVATAR.

Além de visualmente deslumbrante, o filme também conta com um perfeito ritmo de edição, sendo propositalmente mais lento no seu início e  depois assumindo um ritmo frenético. Tanto que, mesmo sendo assistido duas vezes seguidas no cinema (com 2 dias de intervalo), não achei sua duração demasiadamente longa (se não me falha a memória, são 160 minutos).

O trabalho dos atores também merece destaque . Não tenho como deixar de citar a memorável performance de Zoe Saldanha, belíssima (como pudemos acompanhar em STAR TREK) e muito competente. Apesar de saber do empenho dos animadores, fica claro que 99% do que vemos em Neytiri é resultado da interpretação da moça – não ficaria surpreso se fosse indicada ao Oscar, mesmo sabendo que isso é muito difícil.

Também adorei ver na tela Joel Moore, que acompanho na pele do “nerd emo” Fisher, na série BONES, assim como a sempre eficiente Sigourney Weaver. Por outro lado, não gostei tanto do avatar de Sam Worthington, que me pareceu “abobalhado ” demais, em algumas cenas (talvez porque eu tenha uma certa implicância com o ator).

AVATAR tem um segundo defeito: depois de assistí-lo, outros filmes perdem muito a graça. Um exemplo é que ontem comecei a rever a trilogia SENHOR DOS ANÉIS, em sua versão extendida, e estou achando os efeitos digitais precários (logo eles, que tinham me abismado tanto).

HERÓIS [Push/2009]

junho 8, 2009 às 6:52 pm | Publicado em Filmes | 4 Comentários

push-posterDavi Cruz – Nota 6,5

Filme bastante peculiar que, sem ser nenhuma obra-prima, conseguiu me chamar a atenção e agradar, principalmente devido ao seu visual – que me pareceu uma mistura de BLADE RUNNER com AVENTUREIROS DO BAIRRO PROIBIDO (sim, aquele mesmo, clássico da sessão da tarde) filmada com algumas firulas moderninhas.

A história, “inspirada” em X-MEN e (na bomba) HEROES, basicamente gira em torna de pessoas com poderes estranhos (e nomes pomposos, como watchers, movers e pushers) que são perseguidas por um grupo (ou fazem parte dele) que pretende criar super-soldados.

Sim, sei que, no cinema atual, o que não falta é a busca pelo “super-soldado”: já vimos zumbis, extraterrestres, vampiros, robôs, animais selvagens e, porque não, mutantes, sendo usados nesta busca. Mas também ninguém disse que esse filme tinha um roteiro inovador.

Com um elenco que, se não dá show, pelo menos não atrapalha (gosto muito do Chris Evans), HERÓIS conta com roteiro que, pelo menos, obriga os personagens a buscarem soluções práticas e razoáveis (dentro do contexto da história) – ao invés de apenas correrem e lutarem, como visto em filmes como X-MEN – WOLVERINE.

Com isso, posso assegurar que HERÓIS funciona bem naquilo que se propõe: ser uma diversão leve e rápida, embalada em um visual moderno e diferente.

LOST [5X03] Jughead

janeiro 29, 2009 às 3:44 pm | Publicado em LOST | 15 Comentários

lost_305

Foram tantas as informações dadas por esse episódio (fazendo meu cérebro explodir dezenas de vezes) que já estou considerando JUGHEAD como um dos melhores episódios da série até agora. Mesmo sem ter sido muito “movimentado”, o episódio nos trouxe a certeza de que os produtores têm um grande plano claramente definido para a série.

Novamente, vou me abster de comentar cada detalhe do episódio, já que meus amigos do DUDE! WE ARE LOST e do TEORIAS LOST já o fizeram durante a madrugada.

Assim, vou direto ao que me interessa: teorias (malucas):

WIDMORE X BEN LINUS

snapshot20090129154547Nos anos 50, os “hostis” chegam a ilha, liderados por Richard Alpert. Não acredito que eram nascidos na ilha mas sim que eram  exploradores. Até porque, por estarem vivendo em barracas, mostram não estar ali a muito tempo.

Não estranharia se, além de Widmore (que, estranhamente, usa o nome “Jones” no seu fardamento… seria Charles Jones Widmore?) descobríssemos que os pais de Jack e de Sun fizessem parte da equipe…

Durante testes militares, soldados americanos chegam até a ilha e são mortos pela equipe de Alpert. Junto com os soldados, chega a bomba JUGHEAD, que não explode. Devido ao vazamento, ela acaba sendo enterrada no local onde, posteriormente, seria construída a estação “Cisne”.

Depois da visita de Locke e Faraday, vindos do futuro, Richard fica impressionado e acaba se desviando dos objetivos iniciais da equipe (tanto que ele acompanha o nascimento de Locke e depois ainda realizada aquele teste com ele).

Por isso, o ganancioso Widmore acaba vendendo a localização da ilha para a HANSO FOUNDATION (ou a DHARMA) e ainda dá um jeito de “eliminar” Richard, que é mandado (ou foge) para algum loop temporal. Por isso que vemos que ele aparece jovem no futuro.

Numa dessas idas e vindas de Richard no tempo, ele encontra o jovem Ben Linus e o convence a eliminar todas as pessoas da DHARMA e assumir o controle da ilha para ele novamente.

Com isso, Ben torna-se o “chefe” e consegue fixar Alpert nos dias atuais (com algum tipo de constante?) e ambos mantém Widmore afastado.

Widmore mantém as pesquisas de Faraday como forma de entender a ilha e a localizar novamente. 

Que tal? Alguem concorda?

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

DANIEL FARADAY:

– Existem, pelo menos dois Daniel Faraday, provenientes de épocas distintas. Um é o que chegou no barco de Penny e que acompanhamos e o outro é o que parece estar viajando propositalmente (parte das pesquisas de Widmore? vindo do futuro) para corrigir alguns erros ou sabotar os planos da DHARMA. É ele que é visto na construção da Estação Orquídea – e talvez tenha algo a ver com o famoso “incidente”.

 – E quem seria Theresa Spencer, a moça deixada em estado catatônico (provavelmente pela falta de uma constante durante os experimentos com Faraday)?

snapshot20090129154633Ellie 

 Apesar de achar que ela é a mãe de Daniel Faraday, não consigo tirar da cabeça a possibilidade dela ser a Francesa! A roupa e a forma de carregar o rifle lembram sim o estilo de Danielle Rousseau. De repente, ela pode ter sido enviada (acidentalmente ou não) alguns anos para o futuro, juntamente com algumas pessoas da equipe (que teriam sofrido os mesmos efeitos que Charlotte está sofrendo agora).

É claro que isso é uma grande viagem minha e que a garota deve ser a mãe de Faraday. 

Juliet

Apesar de poucos terem comentado, achei interessante o fato de Juliet demonstrar que ainda retém muitas informações não divulgadas. Ela fala latim e sabe mais sobre Richard do que imaginávamos (nunca esquecendo que foi ele, Richard, quem recrutou Juliet para a DHARMA).

Por enquanto era isso… durante a noite, posto mais alguma coisa…

COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO (Things We Lost in the Fire/2007)

janeiro 25, 2009 às 3:28 pm | Publicado em Filmes | 1 Comentário

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Dentre as várias mensagens presentes neste belo e triste filme, a que mais me chamou a atenção foi a mais simples delas: “Veja o lado bom das coisas”, até porque não há o que ser feito com o “lado negativo” a não ser lamentar (o que, convenhamos, não resolve nada).

Assim, um incêndio na garagem do jovem casal, acaba servindo para esvaziar aquele cômodo, proporcionando que ele venha a se tornar um lar provisório (e, conseqüentemente, uma chance de redenção) para Jerry (Benicio Del Toro).

coisas_que_perdemos_pelo_caminho_4Magnificamente interpretado por Benicio, Jerry também tem um lado bom que precisa ser valorizado. Se, por um lado, ele é um viciado em heroína auto-destrutivo, por outro ele é uma pessoa sensível, capaz de afastar-se de todos para não prejudicá-los com os seus próprios problemas. Seu único amigo é Briam (David Duchovny), empresário bem sucedido, casado com a bela Audrey (Halle Bery).

Quando Briam morre, a viúva desolada acaba trazendo Jerry para morar na sua garagem abandonada, talvez como forma de tentar manter viva a lembrança do seu marido, talvez por sentir-se culpada por sempre ter tratado Jerry mal.

 

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Muito mais do que mostrar uma suposta tensão sexual entre os dois (ele à considera linda, ela esta carente) o filme descreve duas pessoas que apenas precisam de apoio para cicatrizarem suas feridas – o que não significa que elas precisam ficar juntas para sempre.

Dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier, na sua estréia em Hollywood, COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO tem um ritmo lento e uma atmosfera melancólica, construída a partir de flashbacks que se misturam com a história atual dos personagens.

De quebra, ainda trás uma impressionante descrição do poder destrutivo das drogas, em especial o da heroína.

 

O RETORNO DE LOST

janeiro 23, 2009 às 12:50 am | Publicado em Filmes | Deixe um comentário

retorno_lost

Quem acompanha o blog, sabe que estou escrevendo para o site http://www.cinefilia.net.

Portanto, pelo menos desta vez, que estou com pouco tempo, postarei meu comentário sobre LOST apenas lá.

Para acompanhar, basta clicar:

O RETORNO DE LOST :

[05×01] Because  You Left

[05×02] The Lie

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